sexta-feira, 3 de maio de 2013

Bruxelas confirma fim da recessão em 2014, mas riscos são grandes - Dinheiro Vivo

Bruxelas confirma fim da recessão em 2014, mas riscos são grandes - Dinheiro Vivo


As previsões da primavera da Comissão Europeia acabam de confirmar os indicadores da sétima avaliação da troika a Portugal. No âmbito da sétima avaliação ao cumprimento do Memorando de Entendimento, Vítor Gaspar tinha revelado já a 15 de fevereiro que os tetos definidos para o défice orçamental deste ano e dos dois anos seguintes seriam revistos para acomodar a recessão, que será de 2,3% em 2013. A recuperação chega em 2014, com o PIB a crescer 0,6%. O último compromisso firmado com a troika é de que o novo teto de défice para 2013 seja de 5,5%, caindo para 4% para 2014 e fechando nos 2,5% para 2015. No capítulo do desemprego, a taxa de 18,2% em 2013 e 18,5% no próximo ano foi igualmente confirmada por Bruxelas. 
A Comissão Europeia lembra o chumbo do Tribunal Constitucional a várias medidas do Orçamento do Estado, a 5 de abril, facto que criou um buraco equivalente a 0.8% do PIB. No dia 17 desse mês, o Conselho de Ministros resolveu baixar os tetos da despesa dos ministérios e adiantar medidas do lado da despesa que só seriam aplicadas em 2014. Bruxelas confirma os valores adiantados esta semana pelo Documento de Estratégia Orçamental ao referir que o ajustamento em 2014 equivale a 1,75% do PIB (2,8 mil milhões de euros). No entanto, a Comissão considera que há riscos significativos no cenário macroeconómico (fatores externos que condicionam a evolução da economia portuguesa, nomeadamente a capacidade exportadora) que podem toldar as perspetivas de recuperação. Um dos riscos prende-se com as limitações que poderão vir a ser de novo impostas pelo Tribunal Constitucional às medidas de corte na despesa que o Governo português deverá anunciar hoje, pelas 20 horas.

Na Europa, o crescimento do PIB será retomado gradualmente na segunda metade do ano, acelerando em 2014. A procura interna ainda está a sofrer constrangimentos e, portanto, será a procura externa o grande motor da recuperação europeia. O crescimento em 2013 será de -0.1% na UE-27 e de -0.4% na zona euro. Para 2014, a atividade económica vai expandir-se 1.4% na UE-27 e 1.2 % na área do euro.

EDP e Galp fora do leilão de electricidade organizado pela DECO - Dinheiro Vivo

EDP e Galp fora do leilão de electricidade organizado pela DECO - Dinheiro Vivo


Os dois maiores operadores de energia em Portugal desistiram do leilão de eletricidade promovido pela DECO. Fonte oficial da Galp garante que "as condições impostas aos operadores para participarem no referido leilão, nomeadamente o pagamento de uma comissão por cada cliente contratado, não permitiam a elaboração de uma oferta competitiva para as famílias portuguesas e com racionalidade económica". A EDP, sabe o Dinheiro Vivo, também decidiu não participar.
O convite aos consumidores para se juntarem à iniciativa e pagarem menos na fatura da luz foi lançado a 25 de fevereiro pela DECO no 'site' www.paguemenosluz.pt. Em pouco mais de um mês, o site reuniu 587 mil interessados, mas a cobrança de uma taxa de angariação e as condições para o leilão acabaram por afastar a maioria dos concorrentes. 
Ontem, já a Iberdrola e a Gas Natural Fenosa se tinham afastado desta iniciativa. “Analisadas as condições do leilão e a situação atual do mercado de energia, a Iberdrola não vai poder apresentar uma proposta que esteja em linha com as expectativas da Deco e dos consumidores”, disse ao DN/Dinheiro Vivo fonte oficial da empresa espanhola. E o mesmo se passou com a Gas Natural Fenosa, que também “não vai participar no leilão da Deco” porque, diz, “neste momento, esta iniciativa não se enquadra na estratégia da empresa para Portugal”. 
Até final de maio, princípio de junho, a associação vai enviar as propostas individuais e até ao final de junho dá liberdade aos consumidores para decidirem qual o operador que querem escolher. A Endesa, segundo maior operador de electricidade em Portugal, é a última potencial interessada.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

ONU alarmadas com degelo recorde no Ártico - Ciência - DN

ONU alarmadas com degelo recorde no Ártico - Ciência - DN

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) alertou hoje para o "degelo recorde no Ártico entre agosto e setembro" de 2012, no relatório anual sobre as mudança climáticas.

Aquela organização das Nações Unidas afirmou que o ano de 2012 foi um dos nove anos mais quentes registados desde 1850.
De acordo com o relatório, entre agosto e setembro de 2012, a cobertura de gelo no Ártico era apenas 3,4 milhões de quilómetros quadrados, representando um decréscimo de 18 por cento em comparação ao registo anterior, em 2007.
"O contínuo aquecimento da baixa atmosfera é um sinal preocupante", alertou o secretário-geral da OMM, Michel Jaurrad.
"O ano de 2012 registou muitos outros extremos, como as secas e os ciclones tropicais. A variação natural do clima sempre deu origem a estes extremos, mas as características físicas do tempo e do clima estão a ser cada vez mais moldadas pelas mudanças climáticas", referiu.
"Por exemplo, uma vez que o nível do mar aumentou para os 20 centímetros desde 1880, as tempestades como o furacão 'Sandy', estão a causar muitas inundações costeiras", acrescentou.
A OMM referiu que em 2012, o nono ano mais quente desde 1850, a temperatura média do globo e do oceano foi estimada em 0,45 graus celsius, acima da média de 1961 e 1990, de 14,0 graus celsius.
Jarraud afirmou que a taxa de aquecimento varia de ano para ano devido a uma série de fatores, incluindo os fenómenos meteorológicos, El Niño e La Nina, que contribuem para o aquecimento e degelo, no Oceano Pacífico, assim como para as erupções vulcânicas.
Segundo o responsável, "o aquecimento vai continuar", causado pelo aumento das concentrações atmosféricas de gases de efeito estufa.
As temperaturas acima da média foram observadas na maior parte das áreas terrestres do mundo e foram mais notadas na América do Norte, no sul da Europa, na Rússia ocidental, partes do norte da África e sul da América do Sul.

China já compra mais computadores do que EUA - Tecnologia - Sol

China já compra mais computadores do que EUA - Tecnologia - Sol

A China destronou pela primeira vez os EUA como principal mercado mundial de computadores de secretária (PC), graças à população das zonas rurais, divulgou na segunda-feira o gabinete de investigação IHS iSuppli.
As vendas de PC atingiram 69 milhões de unidades na China em 2012, mais três milhões do que nos EUA.
Ao contrário da tendência mundial, em que as vendas de PC têm ficado aquém das dos portáteis, na China a procura está dividida em duas partes iguais.
"A percentagem relativamente elevada das vendas de PC deve-se à enorme procura nas regiões rurais, que representam a maior parte dos 1,34 mil milhões de habitantes", comentou Peter Lin, analista da IHS.

Jogos de vídeo travam declínio mental ligado ao envelhecimento - Tecnologia - Sol

Jogos de vídeo travam declínio mental ligado ao envelhecimento - Tecnologia - Sol

Os jogos de vídeo estimulam e melhoram as faculdades cognitivas dos maiores de 50 anos, mostra um estudo norte-americano publicado na quarta-feira, na revista científica PLOS One.
As centenas de pessoas de mais de 50 anos observadas pelos investigadores da Universidade de Iowa, no centro dos Estados Unidos, mostraram sinais de melhoria das suas capacidades cognitivas e de retrocesso de vários anos do declínio ligado ao envelhecimento.
A investigação integra uma série de estudos visando compreender porque se perde, ao envelhecer, as principais funções do cérebro que asseguram o funcionamento da memória, da atenção e da resolução de problemas.
Os 681 participantes no estudo, sem problemas de saúde, foram divididos em quatro grupos e, dentro destes, separados por escalões etários, dos 50 aos 64 anos, e com mais de 65 anos.
Um dos grupos devia fazer palavras cruzadas no computador e os outros três jogar um jogo de vídeo, em que ia aumentando o nível de dificuldade.
Fredric Wolinsky, professor de saúde pública na Universidade de Iowa e principal autor do estudo, afirmou que, seja qual for a velocidade inicial, "o treino pode permitir a um jogador aumentar em 70 por cento a sua velocidade".
Testados após um ano, os grupos que jogaram pelo menos 10 horas ganharam no mínimo três anos de boa saúde mental, segundo o estudo. O grupo que jogou mais quatro horas conseguiu retroceder quatro anos em termos de declínio cognitivo.
"Não só prevenimos o seu declínio como melhorámos as suas faculdades", disse Wolinsky, citado pela agência France Presse.
As pessoas que usaram os jogos de vídeo obtiveram melhores resultados do que as que fizeram palavras cruzadas ao nível da concentração, velocidade e agilidade, ao passar de uma tarefa a outra. No total, jogar pode permitir uma melhoria de entre 1,5 a sete anos para aquelas funções.

Horário da função pública passa para 40 horas semanais já este ano | iOnline

Horário da função pública passa para 40 horas semanais já este ano | iOnline


O horário da Função Pública vai passar para 40 horas semanais já este ano. Só com este aumento da carga laboral, o governo consegue arrecadar uma poupança de cerca de 70 milhões de euros até Dezembro.
Uma fonte do executivo afirma que a poupança chega por dois caminhos: horas extraordinárias que deixam de ser pagas e professores que deixam de ser contratados, porque haverá um alargamento do horário de trabalho para os docentes dos quadros, revela a "TSF".
A mesma fonte assegura que está em cima da mesa um aumento da contribuição dos funcionários do estado, para a ADSE e para outros sub-sistemas de saúde. Um aumento de 0,75%, de 1,5 para 2,25% do salário. Aqui, o executivo conta arrecadar mais 90 milhões de euros.
Depois, está ainda prevista uma redução do pagamento a funcionários em regime de mobilidade especial: um corte que poderá chegar, no total, a 40 milhões de euros de poupança nos últimos seis meses do ano.
Feitas as contas, estas três medidas juntam 200 milhões de euros à poupança já anunciada de 700 milhões com os novos tetos de despesa para os ministérios.
Para tapar por completo o buraco de 1230 milhões, deixado pelo acórdão do Tribunal Constitucional, faltam 300 milhões, sendo que ainda não é certo onde é que as Finanças vão conseguir esse dinheiro.

Vale a pena comprar casa de férias agora? - Dinheiro Vivo

Vale a pena comprar casa de férias agora? - Dinheiro Vivo


Comprar uma casa de férias agora ou, pelo menos, começar a analisar o mercado, pode ser uma boa opção. De acordo com alguns especialistas do mercado, não só os preços estão mais baixos como o mercado deu, pela primeira vez em março, sinais de uma ligeira recuperação.
"Nota-se um aumento das consultas de potenciais clientes, principalmente no Algarve, que é o tradicional mercado de segunda habitação", disse ao Dinheiro Vivo, o responsável da empresa de estatísticas Confidencial Imobiliário, Ricardo Guimarães. 
De acordo com este responsável, esta situação tem muito a ver com os Golden Visas, criados pelo Governo para estimular o investimento estrangeiro no turismo e que facilitam vistos para quem comprar casas com valores acima de 500 mil euros, mas também com o facto dos preços estarem mais baixos. 
Só no Algarve os preços já desceram cerca de 20%, adiantou Ricardo Guimarães. E noutras zonas, como o Oeste ou o Douro, a quebra da procura também gerou descontos, disse a responsável pela área de hotelaria da consultora Worx, Alexandra Torres.
No entanto, há outros destinos turísticos, como Tróia, onde os preços não desceram e onde tem havido muita procura, principalmente por parte do mercado interno, disse a mesma responsável. 
Ainda assim, os dois especialistas concordam que quem quiser comprar casa não se deve precipitar e deve analisar muito bem o investimento. "Neste momento, tudo pode acontecer, tanto podem baixar, como subir", disse Ricardo Guimarães. 
Já Alexandra Torres considera que é preciso avaliar bem o emprendimento, percebendo se ele continua a ser bem gerido apesar dos descontos no preço. 
De acordo com esta responsável, existem boas oportunidades agora para investir em casas de resort. "É mais seguro comprar uma casa onde há uma empresa fidedigna e com uma marca consolidada e onde até pode ganhar algum rendimento se colocar a casa para exploração turística quando não a está a ocupar", explicou. 
Além disso, diz ainda Alexandra Torres, é preciso saber que tipo de investimento se quer fazer. Se for para comprar uma casa de férias para vender dentro de um ou dois anos, então é preciso ter em conta que ela não vai valorizar. 

Mas, "num investimento a longo prazo, faz sentido aproveitar os preços baixos do mercado", rematou Alexandra Torres. 

Como planear uma viagem barata: 5 mitos - Dinheiro Vivo

Como planear uma viagem barata: 5 mitos - Dinheiro Vivo


Na hora de viajar para o estrangeiro existem certos procedimentos que, de acordo com o conhecimento popular, se devem seguir para poupar dinheiro: marcar tudo com o máximo de antecedência possível, procurar promoções em sites que não os do próprio hotel, ou mesmo aproveitar asduty-free shops do aeroporto para fazer compras.

Mas tem a certeza que todos esses negócios são infalíveis? A revista Timeajuda a desvendar alguns mitos.
Mito 1: "O melhor é marcar a viagem o mais cedo possível"
No ano passado a Airlines Reporting Corporation fez um estudo sobre marcações de viagens e concluiu que a melhor altura para comprar um bilhete de avião era com seis semanas de antecedência, altura em que as companhias aéreas baixavam os preços para vender lugares vazios. O estudo concluiu que, em 2011, bilhetes comprados com seis semanas de avanço eram 6% mais baratos, e em anos anteriores o desconto era ainda maior. Um estudo mais recente, da CheapAir.com, aponta as sete semanas de antecedência como a melhor altura para comprar bilhetes. No entanto, o blogger de "View From the Wing", Gary Leff, defende que a altura em que se marca a viagem depende da companhia aérea, do trajeto e do dia da semana. O melhor, aconselha, é ir fazendo alguma pesquisa acerca da rota pretendida para ganhar noção dos preços praticados.
Mito 2: "O seguro extra para o carro de aluguer é imprescindível"
Ao alugar um carro para as férias é costume que lhe recomendem um seguro extra que cubra acidentes ou roubos. Mas tenha atenção, porque é bem possível que o seu seguro já cubra estas situações. Existem vários seguros automóveis que abrangem alugueres, por isso o melhor mesmo é informar-se com a sua companhia a fim de saber se irá estar a gastar dinheiro sem necessidade.
Mito 3: "É melhor pagar em dinheiro do que com cartão de crédito"
Regra geral, se viajar para um país cuja moeda não é o Euro, poupa mais dinheiro se pagar as suas compras com cartão de crédito. De acordo com uma pesquisa do site CardHub.com, os cartões de crédito possuem uma taxa de câmbio cerca de 8% menor do que se for trocar dinheiro no banco, e 16% melhor do que se fizer o câmbio no aeroporto. Certifique-se apenas que o seu cartão não aplica uma taxa de transação estrangeira, que normalmente ronda os 3%, o que iria cancelar a taxa de câmbio favorável.

Mito 4: "Há sites melhores que os do próprio hotel para marcar a estadia"
Se encontrar um negócio melhor em sites de terceiros do que no próprio hotel o melhor é contactá-lo, porque a maioria tem preços mínimos estabelecidos. Ao ir diretamente à página do hotel também pode eventualmente encontrar outras promoções, como estacionamento gratuito ou bebida de boas-vindas.
Mito 5: "As duty-free shops são o melhor sítio para fazer compras"
As duty-free shops do aeroporto oferecem uma vasta gama de produtos desde perfumes, a chocolates, tabaco ou óculos de sol, praticando preços sem IVA. Contudo, algumas ofertas não são tão boas como podem parecer à primeira vista, porque apesar de não se pagarem taxas os preços são por vezes mais altos do que nas lojas. Segundo um estudo da revista Esquire, os produtos mais vantajosos de adquirir nas duty-free shops são álcool e tabaco, ao contrário dos perfumes e joalharia.

Governo avança com revisão dos suplementos salariais na função pública - JN

Governo avança com revisão dos suplementos salariais na função pública - JN


O Governo quer ter a revisão dos suplementos remuneratórios e as rescisões por mútuo acordo no Estado em vigor o mais tardar a 1 de janeiro de 2014, anunciou o ministro da Presidência após a reunião do Conselho de Ministros.
 
foto PEDRO ROCHA / GLOBAL IMAGENS
Governo avança com revisão dos suplementos salariais na função pública
Ministro da Presidência, Luís Marques Guedes
 
Segundo o comunicado do final da reunião do Conselho de Ministros desta quinta-feira, foi aprovada uma proposta de lei que estabelece um regime de prestação de informação sobre remunerações, suplementos e outras componentes remuneratórias dos trabalhadores de entidades públicas".
O mesmo explica que este regime tem como objetivo a "sua análise, caracterização e determinação das medidas de política remuneratória adequadas".
O ministro da Presidência, Luís Marques Guedes, disse que esta avaliação e revisão serão transversais a todas as administrações públicas e inclui ainda o setor empresarial público.
O Governo admite no comunicado uma intenção de "promover os entendimentos sociais e políticos e necessários para o efeito, de forma a obter soluções estáveis e duradouras da Administração Pública".
Na conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros, Luís Marques Guedes explicou que as entidades públicas terão 30 dias para fornecer informação ao Governo, numa página na Internet própria do Ministério das Finanças, depois o Governo terá 90 dias para entregar uma proposta à Assembleia da República.
O executivo pretende que esta proposta esteja em prática antes do final do ano e apresentará a mesma numa proposta autónoma ao Orçamento do Estado para 2014.
Marques Guedes explicou ainda que o Governo avançará a breve trecho com uma proposta para as rescisões por mútuo acordo nas administrações públicas e que também esta deve estar em vigor até 01 de janeiro de 2014.

Regras do leilão de luz da Deco afastam empresas - Dinheiro Vivo

Regras do leilão de luz da Deco afastam empresas - Dinheiro Vivo


A iniciativa da Deco para ajudar os consumidores de eletricidade a baixar a fatura terminou ontem com quase 600 mil inscritos, que são mais de 10% dos clientes que estão no mercado regulado. Contudo, nem esta volumosa carteira de consumidores foi suficiente para entusiasmar as empresas a aderir ao leilão que decorre amanhã e onde é suposto apresentarem ofertas de tarifa, ganhando a mais baixa.
 “Analisadas as condições do leilão e a situação atual do mercado de energia, a Iberdrola não vai poder apresentar uma proposta que esteja em linha com as expectativas da Deco e dos consumidores”, disse ao DN/Dinheiro Vivo fonte oficial da empresa espanhola. E o mesmo se passou com a Gas Natural Fenosa, que também “não vai participar no leilão da Deco” porque, diz, “neste momento, esta iniciativa não se enquadra na estratégia da empresa para Portugal”.
Sobram, assim, três empresas - EDP, Galp e Endesa -, mas nenhuma delas confirma se vai ao leilão. A EDP escusou-se a comentar e remeteu para as declarações do CEO, António Mexia, na apresentação dos resultados anuais. “Qualquer leilão parece positivo, mas se há margem ou não, veremos”, disse na altura, acrescentando que o leilão será mais útil para “quem não tiver uma marca ou canais de distribuição”. Endesa e Galp dizem que ainda não sabem. “Não há decisão tomada”, disse o CEO da Galp, Ferreira de Oliveira, na apresentação das contas do trimestre, ressalvando que quer 200 mil clientes este ano.
A afastar as empresas estarão as condições que a Deco exigia, como poder rescindir-se quando se quiser e sem qualquer penalização, ou ainda os chamados custos de angariação que a empresa que vencer o leilão terá de pagar por cada cliente que aderir à tarifa oferecida.
Segundo apurou o DN/Dinheiro Vivo, a Deco estaria a pedir 15 euros por cada cliente ,o que, num universo potencial de quase 600 mil, pode representar um custo de nove milhões de euros. Contudo, não só nem todos os clientes irão aderir à tarifa como, diz a Deco, “não está garantido o pagamento desses custos”.
Aliás, a diretora de relações institucionais, Rita Rodrigues, garante que a associação não quis criar condições dissuasoras, mas apenas garantir que o consumidor recebe a melhor oferta e sem cláusulas abusivas. E a prová-lo está que, apesar de as “negociações terem sido duras, estão reunidas todas as condições para realizar o leilão”.