sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Alegados documentos do FBI revelam planos para assassinar activistas do Occupy Wall Street | iOnline

Alegados documentos do FBI revelam planos para assassinar activistas do Occupy Wall Street | iOnline

Jornalista de um site de investigação divulgou documentos que provam que o FBI planeou acções contra activistas de movimentos sociais.

Ao abrigo da Lei de Liberdade de Informação, o FBI foi obrigado a entregar documentos internos que revelam que o movimento não violento Occupy Wall Street (OWS) esteve sob vigilância dos serviços secretos norte-americanos praticamente desde que iniciou a sua actividade, em Setembro de 2011, sendo tratado como uma potencial ameaça terrorista doméstica.
Os documentos revelam que foram destacados agentes das operações de contraterrorismo para seguir as actividades do movimento, isto apesar de, até a nível interno, o FBI reconhecer que o OWS sempre se opôs a tácticas violentas.
As acções de vigilância alargaram-se a todo o país com a expansão do movimento, que assumiu um âmbito nacional, com os agentes do FBI a partilharem informação não apenas com as polícias locais e as universidades mas também com empresas. Segundo informação avançada pelo Huffington Post, os documentos provam que o FBI colaborou com várias empresas privadas, incluindo bancos que receavam poder vir a ser afectados pelos protestos do OWS.
Mara Verheyden-Hilliard, dirigente da Partnership for Civil Justice Fund (PCJF, organização jurídica sem fins lucrativos que se dedica a questões relacionadas com direitos civis e que divulgou os documentos), disse que estes provam que “década após década e à medida que surgem novos movimentos de justiça social, o FBI assume repetidamente o mesmo papel, que é actuar como a polícia secreta do sistema contra o povo”.
Os documentos, divulgados no final da semana passada, não passam, segundo pensa a PCJF, da ponta do icebergue, e são revelados 14 meses depois de a polícia nova-iorquina ter usado de força excessiva para expulsar os manifestantes que em Novembro de 2011 se reuniram no Zuccoti Park, na Baixa de Manhattan, em protesto contra a desigualdade social e económica nos EUA, a ganância, a corrupção e a influência exercida pelas grandes empresas sobre o governo.
Embora as manifestações do OWS tenham desde então sido alvo de enormes restrições e medidas de segurança devido às políticas adoptadas contra o movimento pela forças policiais, a polémica não esmoreceu e muitas questões continuam a ser levantadas sobre “a forma como as forças de segurança locais e federais vigiaram e trataram os manifestantes”, de acordo com um memorando dos escritórios do FBI em Jacksonville (Florida), datado de Outubro de 2011.
Entre as principais preocupações deste movimento está o receio de que as grandes corporações e o sistema financeiro global estejam a controlar o mundo de uma forma que beneficia desproporcionalmente uma minoria, minando a democracia e conduzindo à instabilidade económica e social. Em pouco mais de um ano, o OWS conseguiu virar a atenção dos americanos e de alguns dos seus representantes para a enorme desigualdade que tem vindo a dificultar cada vez mais a mobilidade social.
planos para matar activistas Jason Leopold, jornalista de investigação do website Truth-Out, que teve também acesso aos documentos internos do FBI relacionados com o movimento OWS, reparou que entre os documentos revelados se levantam questões relacionadas com planos de homicídio contra activistas do OWS em Houston, no Texas.
A maior parte das 112 páginas de documentos do FBI são dedicadas a preocupações com ataques cibernéticos contra o sector financeiro, e apesar de em muitas haver pedaços importantes de informação censurados, na página 61 pode ler-se: “A entidade [censurado] em Outubro planeava levar a cabo ataques de franco-atiradores contra manifestantes em Houston, Texas, se necessário. A entidade [censurado] soube que os manifestantes de Nova Iorque e Seattle estavam a preparar protestos semelhantes em Houston, Dallas, San Antonio e Austin, Texas. [Censurado] planeava reunir informações contra os líderes dos grupos de manifestantes e obter fotografias para em seguida levar a cabo um plano para matar a liderança através de espingardas de longo alcance com supressores.”
No fim da página 68 e no topo da 69 lê--se: “A 13 de Outubro de 2011, o autor enviou por email um excerto [censurado] relacionado com os escritórios do FBI em Houston [censurado] à atenção de todos os agentes – IA, SSRA e SSA [censurado]. Este [censurado] identificava a exploração do OWS por [censurado] interessado em desenvolver um plano de longo prazo para matar líderes locais do movimento através de ataques surpresa com snipers.”

Calçado. A indústria que floresce com a crise | iOnline

Calçado. A indústria que floresce com a crise | iOnline

O mercado externo continua a ser principal aposta do sector. Só França, Alemanha, Espanha e Reino Unido absorvem 80% das exportações.

A indústria do calçado está em contraciclo e é a que mais contribuiu para a balança comercial portuguesa, segundo os dados da Associação Portuguesa da Indústria do Calçado (APICCAPS), disponibilizados ao i. O sector apresenta um saldo superior a mil milhões de euros entre o que exporta e o que importa, ou seja, o mais elevado da economia nacional.
É por isso que esta indústria consegue ultrapassar com mais facilidade a crise. Só em 2011 – o segundo melhor ano da história do sector, depois de 2001 – cresceu 16%. Este ano, de Janeiro a Outubro, já cresceu mais 2%. Isto significa que nos últimos dois anos cresceu 18%, um valor que, segundo a APICCAPS, “não poderia ser melhor na conjuntura actual, e que perspectiva ainda o muito que esta indústria pode desenvolver”.
O calçado é aliás um dos cinco tipos de produto em que Portugal apresenta saldos positivos com alguma expressão. Também é nesta indústria que o país apresenta a mais elevada taxa de cobertura das importações pelas exportações, rondando os 250%.
EXPORTAÇÕES O mercado externo é uma das prioridades do sector e o peso das exportações tem uma grande importância no conjunto total das mesmas, que não tem equivalência em mais nenhum outro país. Mesmo entre os considerados gigantes da indústria mundial, como a China e a Itália, em que o calçado pesa cerca do triplo do que este produto representa nas exportações mundiais, em Portugal o número sobe para seis.
Em 2011, os últimos dados que são disponibilizados, Portugal exportou 1507 milhões de euros, o equivalente a 76 milhões de sapatos. No mesmo ano exportou 95% da produção para 132 países nos cinco continentes.
França, Alemanha, Espanha e Reino Unido são os principais mercados de destino e absorvem 80% das exportações nacionais, tanto em valor como em quantidade. E ao longo dos últimos dez anos a importância de cada um destes países tem-se mantido inalterada, com excepção da Alemanha, uma vez que em 2010 as exportações para este país ficaram pela primeira vez abaixo dos 10 milhões de pares. Em compensação, subiram nos outros quatro países.
Concorrência chinesa Mas a posição privilegiada de Portugal nesta indústria nem sempre foi fácil de manter. A entrada em força da China veio ameaçar não só a produção portuguesa como a europeia. Este país sozinho exporta actualmente quase três de quatro pares de sapatos exportados mundialmente, representando 73,1% da quota mundial, o equivalente a 10 170 milhões de pares.
Mesmo assim, Portugal está no top 10 dos exportadores de calçado, em todas as categorias, com excepção dos sapatos de plástico/borracha e têxtil.
Em valor, as exportações nacionais cresceram 21%, com a França, a Alemanha, a Espanha e a a Holanda como principais mercados.
EMPREGO A indústria do calçado, dentro da indústria transformadora, é um dos mais importantes empregadores nacionais. Em 2011 existiam 1350 empresas, que empregavam 32 700 trabalhadores e produziam 61 milhões de pares de sapatos. Felgueiras e S. João da Madeira são os principais pólos do sector, mas é em Oliveira de Azeméis que existem mais empresas.
Também em relação à União Europeia, Portugal é o país que apresenta maior peso na contribuição para o crescimento de postos de trabalho graças a esta indústria. No entanto, nos últimos anos, o sector sofreu uma queda de número de empresas porque muitas delas não conseguiram fazer frente ao novo quadro concorrencial.
Por sua vez, as grandes empresas, com capital estrangeiro, preferiram deslocar-se para outros pontos do mundo, já que não quiseram redefinir estratégias nem aumentar os custos, que em tempos tinham sido tão apelativos.

Nova lei. Câmaras vão ser responsáveis pelas dívidas umas das outras | iOnline

Nova lei. Câmaras vão ser responsáveis pelas dívidas umas das outras | iOnline

Nova Lei das Finanças Locais vai entrar em vigor em 2014 e prevê a nomeação de um gestor para as câmaras em ruptura financeira.

As câmaras municipais vão ter uma gestão mais apertada. A partir de 2014, os municípios que tenham uma dívida total acima dos 225% das receitas vão ter de recorrer ao Fundo de Apoio Municipal (FAM), ficar sujeitos a programas de austeridade e com fiscalização de um gestor nomeado pelo fundo. Esta nova entidade vai ter como objectivo a mutualização das dívidas de todas as câmaras. Ou seja, todas as autarquias vão ser responsáveis pelas dívidas umas das outras, mas serão depois remuneradas pelos pagamentos que as que estiverem em ruptura fizerem.
Se a lei entrasse agora em vigor, seriam cerca de uma dezena as câmaras que estariam obrigadas a recorrer ao fundo – segundo dados da Direcção-Geral das Autarquias Locais há 20 câmaras com dívidas superiores a 200% da receita, mas apenas são obrigadas a ser resgatadas pelo fundo as que tenham dívida total superior a 225% das receitas. Este apoio dado pelo fundo – financiado numa primeira fase pelo governo e progressivamente pelas câmaras – não será no entanto gratuito. “Os municípios vão ter de passar por um processo de ajustamento e terão de pagar os custos desse financiamento”, explicou ontem no final do Conselho de Ministros o secretário de Estado do Orçamento, Luís Morais Sarmento. Ou seja, as câmaras vão ser obrigadas a financiar o FAM e, se entrarem em ruptura financeira, poderão socorrer-se desse fundo, ao qual pagarão a ajuda.
Uma vez que funcionará como uma mutualização da dívida, para o secretário de Estado do Orçamento terá o efeito de “baixar o risco de todos os municípios”. Até porque, tinha dito o outro secretário de Estado responsável pela lei, Paulo Júlio, “quando uma entra em situação de falência, todo o conjunto de municípios será afectado”. A ideia é defendida pelo ministro Miguel Relvas, que argumenta que “a dívida de um se torna um problema de todos”, e como tal garantirá mais “prestígio” para os autarcas.
Depois da Lei dos Compromissos, que impede as câmaras de assinarem contratos para os quais não tenham previsão de receita nos três meses seguintes, o governo aperta ainda mais o garrote às contas municipais com a revisão da Lei das Finanças Locais. Além da obrigatoriedade de apresentação periódica das contas, o novo regime de controlo da estabilidade financeira vai definir três patamares de acção. Para os municípios que apresentem à DGAL uma dívida total superior a 100% das receitas, os presidentes da câmara e da assembleia municipal serão avisados da situação. Num segundo patamar, quando ultrapassarem os 150%, o Banco de Portugal é avisado e por sua vez alerta os bancos para a situação financeira da autarquia em causa, o que dificultará o acesso a empréstimos. Quando a dívida total ultrapassar os 225%, as câmaras não têm hipótese e têm mesmo de ser resgatadas pelo fundo, que lhe imporá um programa de austeridade e a gestão acompanhada de um gestor nomeado pelo fundo. Este será o mecanismo que irá prevalecer depois de 2014, uma vez que agora, para os casos excepcionais de câmaras em ruptura, está em vigor o plano de resgate.
A decisão de avançar com o procedimento de mutualização da dívida das câmaras teve “apoio técnico da troika”, garantiu Morais Sarmento. Para o secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministro, Marques Guedes, a mutualização da dívida é feita à semelhança do que o governo defende a nível europeu de uma mutualização da dívida europeia. O fundo ainda não está regulamentado, mas entra em vigor ao mesmo tempo que a lei.

Governo ultrapassa meta das privatizações com venda da ANA | iOnline

Governo ultrapassa meta das privatizações com venda da ANA | iOnline

Com esta operação, o governo já encaixou 6400 milhões de euros e superou meta até 2014, mas falta vender as empresas mais difíceis.

Foi uma privatização que superou as expectativas: quer em número de concorrentes, quer no encaixe financeiro do Estado. O preço de venda de 95% da ANA – Aeroportos de Portugal aos franceses da Vinci – 3080 milhões de euros – fazem desta a maior privatização realizada em Portugal em receita. Não só no quadro do programa de assistência financeira, mas também em mais de uma década.
Com esta operação, a receita com as privatizações atinge os 6400 milhões de euros, segundo números avançados ontem pela secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque, e permitem ultrapassar a meta de 5,5 mil milhões de euros inscrita no programa da troika até 2014. Mas estes números generosos reflectem, ainda e apenas, a venda dos activos mais apetecíveis do Estado: EDP, REN (Redes Energéticas Nacionais) e ANA. Para 2013 e 2014 ficaram as privatizações mais delicadas, não só pelo menor interesse dos investidos privados, visível no caso da TAP, mas também pelo eventual impacto negativo que podem ter nas contas pública, como os Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ver pág, do lado).
Por outro lado, e no caso da ANA, a maior fatia da receita com a venda não terá o destino que a troika preferia e que é um dos objectivos do programa de privatizações em curso: o abate à dívida pública. Dos 3080 milhões que o grupo francês Vinci concordou pagar, sem condições, sublinhou o secretário de Estado das Obras Públicas, Sérgio Monteiro, apenas 39% terá como destino a redução da dívida portuguesa, em 2013, o que corresponderá a cerca de 1200 milhões de euros. Nas contas ontem explicadas por Maria Luís Albuquerque, os 1200 milhões pagos em troca do contrato de concessão dos aeroportos nacionais deverão ser usados para abater ao défice público deste ano, operação que ainda não recebeu luz verde do Eurostat. Há ainda 700 milhões de euros que correspondem à dívida financeira actual da ANA.
Não há plano B para o défice A fatia com destino à dívida pública poderá aumentar, admite a secretária de Estado do Tesouro, caso o organismo de estatística europeu chumbe a utilização desta receita extraordinária no défice deste ano. Este é um cenário possível, admite Maria Luís Albuquerque, mas o governo não tem um plano B a “três dias do final do ano”, reconheceu a secretária de Estado do Tesouro. “Não posso garantir qual o resultado em termos de défice anual”. A meta revista com a troika para 2012 é de 5% do PIB.
Para 2013, e para além da conclusão financeira da venda da ANA, que deverá realizar-se nos primeiros meses, a prioridade em termos de calendário vai para os CTT e para a CP Carga.
Concessões de águas e resíduos Igualmente previstas para 2013 estão as concessões a privados nos transportes urbanos de passageiros em Lisboa e Porto, mas também deverá avançar a entrada dos privados no sector das águas e resíduos. Embora este tema não tenha sido referido pelos dois governantes, o comunicado do Conselho de Ministros revela que foi aprovada uma proposta de lei “que regula o regime de acesso da iniciativa económica privada, viabilizando a concessão de sistemas multimunicipais de resíduos sólidos urbanos a entidades de capitais maioritária ou totalmente privados”. O governo já anunciou a privatização da EGF (empresa de resíduos da Águas de Portugal) para o próximo ano. Quanto ao mais sensível tema da privatização das águas, o mesmo regime prevê a “subconcessão de sistemas multimunicipais de águas e de saneamento de águas residuais a entidades de natureza privada”, sem referir se envolve posições de controlo accionista.
Também adiadas, mas sem calendário definido, ficaram a RTP e a TAP. A televisão pública aguarda a definição de um modelo que pode ser de privatização ou concessão. O plano para a transportadora área pretende resolver problemas de tesouraria e assegurar a sustentabilidade da empresa para relançar o processo de venda.

Diariamente dezenas continuam a cair no conto do vigário - Portugal - DN

Diariamente dezenas continuam a cair no conto do vigário - Portugal - DN

Todos os dias dezenas de idosos caem no conto do vigário, apesar dos alertas das autoridades sobre as técnicas usadas pelos burlões. Maria dos Prazeres foi uma das vítimas que esta semana ficou sem pensão e "o último subsídio de natal".
A viúva de 81 anos estava a terminar o almoço quando um "homem bem vestido, de gabardine e cabelo grisalho" lhe bateu à porta. O burlão, que a tratava pelo nome, garantia ser amigo do afilhado.
"Eu acreditei, porque ele disse que conhecia o meu Pedro, que é quem agora olha por mim", recordou a moradora do bairro lisboeta do Beato.
O homem inventou que o afilhado lhe tinha dito para pedir dinheiro a Prazeres para levantar uma encomenda, com a promessa de o devolver na habitual visita de domingo à madrinha.
A mulher, que dois dias antes tinha levantado a reforma e o "último subsídio de natal", foi buscar as poupanças. "Levou-me tudo. Eram 900 euros, todo o dinheiro que tinha para me governar. Fiquei sem nada", lamenta, ainda sem perceber como tudo aconteceu.
"Vinha tão bem elucidado que farto-me de pensar quem será", questiona-se.
Para as forças policiais, não há enigmas nestes casos. As técnicas dos trapaceiros são, invariavelmente, as mesmas. O burlão apresenta-se como amigo da familia, é bem-parecido e conhecedor de detalhes da vida privada, características que lhe permitem ganhar a confiança do idoso.
"O vigarista profissional, antes de falar com a vítima, contacta os vizinhos para recolher informações, porque as pessoas falam mais facilmente da vida da vizinha do que da própria", explica o major Rogério Copeto, da GNR.
No ano passado, a PSP registou diariamente uma média de 61 crimes de burla, roubo ou furto contra idosos, num total de 22.266 delitos. A GNR contabilizou outros 326 crimes de burla.
Mas existem casos que não chegam ao conhecimento das autoridades, como o de Rufina Oliveira, 86 anos, do bairro de Campo de Ourique.
Os burlões que enganaram Rufina encaixam no perfil traçado pelas polícias. A idosa estava a chegar a casa quando um casal se aproximou. "Nunca tinha visto tal gente, mas disseram-me que vinham da parte do meu sobrinho e eu acreditei. Contaram-me que iam abrir uma ourivesaria e que o meu sobrinho tinha pedido para lhes mostrar o ouro".
Confiando no casal "bem vestido e bem-falante", entregou-lhe tudo o que tinha arrecadado durante uma vida. "Assim que se viu com o ouro na mão, parecia um foguete", recorda.
Rufina tentou fazer queixa, mas não conseguiu: "Na polícia disseram-me que não se tratava de um roubo, porque eu lhes dei o ouro", critica.
Com vergonha em admitir que foram enganados ou por medo de represálias, muitos idosos escondem o crime ou relatam-no apenas a familiares ou associações locais, conta o presidente da Junta de Freguesia do Beato, onde chegaram 15 casos em 15 dias.
Para prevenir, a junta lançou um "Guia anti-burla" com conselhos simples, como não abrir a porta a desconhecidos. Aos alertas da autarquia, Rogério Copeto acrescenta que os cuidados devem ser redobrados à hora do almoço, altura em que ocorre a maioria dos crimes.
Apesar de ser vista como uma geração indefesa, alguns conseguem fazer frente aos vigaristas. Mariana Félix, 93 anos, foi alvo de duas tentativas falhadas. A última aconteceu há três meses, quando estava a almoçar, e um senhor "bem-posto" apareceu à porta a dizer que vinha da parte do filho.
"Trazia um fio de ouro na mão e dizia que era uma lembrança do meu filho para eu pôr na caixa do ouro. Eu disse-lhe: aqui não há ouro, só há miséria. Vai-te embora que vou chamar a polícia", recordou a senhora, que fechou energicamente a porta ao larápio, pondo fim à tentativa de burla.

Preços: Tudo o que vai aumentar em 2013 - Dinheiro Vivo

Preços: Tudo o que vai aumentar em 2013 - Dinheiro Vivo

A chegada de 2013 marca também a entrada em vigor de novos preços que os portugueses terão de pagar pela generalidade dos bens e serviços que utilizam. Poucas áreas escapam e em algumas a subida vai muito além da inflação prevista. Veja o que vai subir de preço nos principais setores.
Gás e eletricidade. A eletricidade vai subir 2,8% e o gás vai aumentar 2,5% a partir de janeiro, valor que será revisto trimestralmente até ao final de 2015, altura em que o mercado ficará totalmente liberalizado. O aumento de 2,8% nas tarifas de venda a clientes finais para 2013 é de 1,24 euros, para uma fatura média mensal de 47 euro, abrangendo a maioria das famílias portuguesas, cerca de 5,6 milhões de consumidores. A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) deve anunciar, em fevereiro, novas tarifas para o período entre 1 de abril e 30 de junho.
Por seu lado, as tarifas transitórias do gás para os consumidores domésticos e pequenas empresas, com consumos até 10 mil metros cúbicos, que se encontram no mercado regulado, sofrem um acréscimo de 2,5% a partir de 1 de janeiro de 2013. 
Portagens.Os preços das portagens nas autoestradas e ex-SCUT vão aumentar cerca 2,03% em janeiro, de acordo com a fórmula de cálculo que resulta da taxa de inflação homóloga, divulgada em novembro pelo Instituto Nacional de Estatística.
A fórmula que estabelece como é feito o aumento do preço das portagens em cada ano está prevista no decreto-lei nº 294/97, e estabelece que o aumento a praticar em cada ano tem como referência a taxa de inflação homóloga sem habitação no Continente conhecida até dia 15 de novembro do ano anterior, data em que os concessionários devem comunicar ao Governo as suas propostas de aumentos dos preços.
Rendas. Os inquilinos com contrato de arrendamento posterior a 1990 vão ter, em 2013, um aumento máximo de 3,4%, enquanto nos outros casos a atualização será negociada com o senhorio ou calculada segundo o valor fiscal do imóvel.
A taxa de inflação que serve de referência para a atualização das rendas foi divulgada em setembro pelo Instituto Nacional de Estatística e corresponde à variação média dos últimos 12 meses do Índice de Preços do Consumidor (IPC), sem habitação, em agosto, que foi de 3,36%.
Já no caso dos contratos habitacionais celebrados antes de 1990 (ou 1995 para os contratos comerciais) a atualização será feita através de negociação entre as partes ou com base em 1/15 do valor patrimonial do imóvel (6,72%).
Os novos valores das rendas têm porém taxas de esforço máximas para as famílias carenciadas: até 10% para rendimentos brutos de 500 euros, 17% para rendimentos entre 501 e 1.500 euros e 25% desde os 1.501 até aos 2425 euros.
Os inquilinos terão de comprovar os seus rendimentos, mediante uma declaração das Finanças.
Tabaco e bebidas alcoólicas. O preço do tabaco e das bebidas alcoólicas deve sofrer nova alteração no próximo ano por força de mais aumentos de impostos incluídos no Orçamento do Estado para 2013.
A taxa do Imposto sobre o Tabaco sobre os cigarros sobe 1,3%, que incide sobre o elemento específico deste imposto, que passa dos atuais 78,37 euros por mil cigarros para 79,39 euros. O imposto sobre os charutos e as cigarrilhas aplicado no preço de venda ao público sobe também dos atuais 15% para 20%.
Já o chamado tabaco de corte fino que tem como destino os cigarros de enrolar e os restantes tabacos de fumar, o Governo elimina a taxação no preço de venda que era de 61,4% no tabaco de corte fino e de 50% nos restantes tabacos de fumar, e passa a taxar ambos como o tabaco normal, com um elemento específico (valor monetário por cigarro que neste caso é por grama) e um elemento 'ad valorem', de percentagem sobre o preço de venda.
O tabaco de corte fino destinado a cigarros de enrolar já tinha este elemento específico de 0,075 euros/grama que passa no entanto a incluir os restantes tabacos de fumar e a ser de 0,065 euros/grama.
A estes dois tipos de tabaco passam-se também a aplicar uma taxa em percentagem sobre o preço de venda de 20%, com o limite mínimo de imposto aplicado ao tabaco de corte fino destinado a cigarros de enrolar e aos restantes a ser 0,09 euros por grama.
No caso das bebidas alcoólicas, o aumento generalizado é de 1,3%. As cervejas sofrem este aumento, tal como a taxa dos produtos intermédios, como é o exemplo dos vermutes, que passa dos atuais 64,57 euros/hectolitro para 65,41 euros/hectolitro. A taxa sobre as bebidas espirituosas aumenta em 7,5%, passando a taxa de 1.108,94 euros / hl para 1.192,11 euros/hl.
Telecomunicações. Falar ao telemóvel vai ficar mais caro no próximo ano, com os três operadores de telemóveis - TMN, Optimus e Vodafone - a prepararem-se para subir os seus tarifários em 3% a partir de fevereiro.
A Vodafone foi a primeira a anunciar um ajustamento médio de 3%, aplicado a partir de 1 de fevereiro de 2013, logo seguida da TMN que também já fez saber que os preços dos seus tarifários pré-pagos e pós-pagos e mensalidades de serviços serão atualizados da mesma forma.
A Optimus também já revelou que vai aumentar em 3% os preços para 2013, o que significa que a subida dos tarifários nas telecomunicações móveis vai ser maior do que a inflação.
No telefone fixo, o tarifário do serviço universal baixa 23,3% no preço por minuto nas chamadas em horário normal, passando de 0,0318 para 0,0244 euros por minuto, a partir de 1 de janeiro.
Transportes. O preço dos transportes públicos em 2013 vai aumentar “em linha com a inflação” depois de ter disparado nos últimos dois anos, com subidas consecutivas de 4,5%, 15% e 5%.
O despacho governamental que estabelece o aumento dos transportes foi publicado a 19 de dezembro e fixou em 0,9% o aumento médio para 2013 confirmando o que o secretário de Estados dos Transportes já havia assumido quando garantiu que os aumentos iriam ficar “em linha com a inflação” prevista no Orçamento do Estado para 2013, ou seja, 0,9%. 
Alimentos. Leite, pão e café devem manter-se no próximo ano com preços semelhantes aos de 2012: os industriais do setor admitem que face à crise têm pouco espaço de manobra para subir preços e preferem perder margens do que clientes.
“Os industriais continuam a ver as suas margens encurtadas por duas vias: compram matéria-prima mais cara e vendem produtos com menos valor acrescentado”, disse o presidente da Associação Nacional dos Industriais de Laticínios (ANIL), Pedro Pimentel, que acredita que o preço do leite vai estabilizar.
Pedro Pimentel sublinhou que a indústria enfrenta, por um lado, uma “forte tendência inflacionista da matéria-prima” (cereais e rações), que teve grande impacto nas explorações e se deve manter em 2013, e por outro, um mercado que procura produtos cada vez mais baratos.
“Os produtos praticamente não oscilaram de preço, mas compraram-nos produtos mais baratos, ou seja vendemos quase os mesmos litros que no ano anterior, mas ganhámos menos euros”, comentou.
Para o presidente da ANIL, a tendência de procura de produtos de gama mais baixa vai manter-se em 2013, pelo que os preços devem “aumentar muito moderadamente ou mesmo estabilizar”, para não agravar a quebra nas vendas. "Vamos ter um ano muito crítico”, resumiu.
Também os preços do pão, outro produto de grande consumo, não devem sofrer grandes oscilações. O presidente da Associação do Comércio e Indústria da Panificação (ACIP), Francisco Silva, adiantou à Lusa que falta conhecer ainda alguns dados essenciais como o preço da farinha e os custos da energia, mas estima que o pão se mantenha com preços semelhantes aos de 2011.
“Numa situação tão difícil como esta, o objetivo é manter os preços para não aumentar os riscos de pobreza e não perder clientes”, justificou, assinalando que a subida também “não foi significativa” em 2012, tendo a indústria perdido “margem e valor” face à “subida brutal” da energia e das matérias-primas.
“No último ano e meio, a matéria-prima subiu cerca de 70% e a retificação dos preços foi apenas de 6 a 7%”, salientou Francisco Silva. Uma carcaça custa, em média, entre 10 a 16 cêntimos.
Já pagar mais pelo café vai depender muito da decisão de cada empresário.

Défice orçamental atinge 5,6% no terceiro trimestre - Dinheiro Vivo

Défice orçamental atinge 5,6% no terceiro trimestre - Dinheiro Vivo

O défice orçamental nos primeiros três trimestres do ano atingiu os 5,6% do Produto Interno Bruto (PIB), de quase sete mil milhões de euros, valores em contabilidade nacional, a que conta para Bruxelas, indicou hoje o INE."Tomando como referência valores acumulados dos três primeiros trimestres de 2012, o saldo situou-se em -6.929 milhões de euros, correspondendo a -5,6% do PIB (-8.528 milhões de euros no período homólogo de 2011, -6,7% do PIB)", afirmou hoje o Instituto Nacional de Estatística no destaque publicado com as contas nacionais trimestrais por setor institucional.
Nos 12 meses terminados no terceiro trimestre, o défice das Administrações Públicas teve uma melhoria de 0,1 pontos percentuais, comparando com o ano terminado no segundo trimestre de 2012, atingindo 3,5% do PIB.

Vendas de automóveis no mundo vão bater novo recorde em 2013 | iOnline

Vendas de automóveis no mundo vão bater novo recorde em 2013 | iOnline

As vendas de automóveis no mundo devem bater um recorde em 2013, pelo quarto ano consecutivo, ultrapassando os 64 milhões de unidades, devido sobretudo à China, previu hoje o banco canadiano Scotia, noticia a AFP.
Em estudo divulgado hoje, o banco prevê uma subida das vendas mundiais em quatro por cento, depois de um aumento médio de sete por cento nos três anos precedentes.
“As vendas mundiais vão ser sustentadas por um forte aumento do número de empregos nos países em desenvolvimento, por taxas de juro muito baixas e pela recente aceleração da expansão monetária à escala mundial”, afirmou um economista deste banco especializado no setor automóvel, Carlos Gomes,
A Ásia vai permanecer o principal mercado mundial, com vendas previstas de 25,7 milhões de viaturas. A China, que representa cerca de 20 por cento das vendas mundiais, deve ter um crescimento de mais de 10 por cento e atingir os 11,8 milhões de viaturas.
Na Índia, a subida deve ser mais modesta, uma vez que este país conheceu em 2012 o seu mais fraco crescimento económico desde 2002, devido à subida da inflação.
Considerando as vendas de camiões ligeiros, a América do Norte deve conhecer um crescimento de 4,4 por cento, para mais de 17,7 milhões de unidades, das quais 15 milhões nos EUA.
“A situação das famílias norte-americanas melhorou e nunca esteve tão equilibrada nos últimos dez anos (…), o que lhes vai permitir substituir muitos dos carros velhos que estão em circulação. De facto, a idade média do parque automóvel norte-americano é hoje, pela primeira vez, superior a 111 anos”, destacou Gomes.
Na Europa Ocidental, as vendas, que caíram em 2012 para um mínimo de 19 anos, devido à crise nos países mediterrânicos, corroídos pela dívida, devem permanecer estáveis em 11,65 milhões, pelas previsões do banco.
Ao contrário, estarão em alta ligeira na Europa de Leste, em particular na Rússia, onde atingirão os 4,63 milhões, bem como na América Latina, onde subirão para os cinco milhões.
A previsão de subida na América Latina é justificada com a aceleração do crescimento económico do Brasil, associado à construção de infraestruturas decorrente da preparação do campeonato do mundo de futebol em 2014 e dos jogos olímpicos, marcados para o verão de 2016.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Evite estes erros: Seis emails que nunca devia mandar - Dinheiro Vivo

Evite estes erros: Seis emails que nunca devia mandar - Dinheiro Vivo

Não é fácil escrever emails. É difícil pôr com clareza o que se quer dizer e grande parte das vezes as pessoas não vão entender. Uma parte do problema advém do facto de o destinatário não o estar a ver. Não veem o sorriso na sua cara e quem escreve também não se apercebe da expressão do outro lado. O que pode substituir as expressões faciais e o tom de voz? Como pode transmitir a sua mensagem de forma eficiente para todos?O escritor Peter Drucker disse que a coisa mais importante na comunicação é ouvir o que não é dito. Mas podemos ir mais longe e dizer que o mais importante quando se envia um email é que seja claro o suficiente para que o destinatário não ouça o que não é dito.
A verdade é que o que causa mais ruído na comunicação através do email é quando o destinatário interpreta a mensagem da pior maneira. Mesmo que só tenha sido escrita uma linha. E isto pode criar ressentimentos. Por isso, Ryan Dube identifica seis emails que nunca deve enviar. Para evitar problemas.
1. Enviar um romance. Um dos primeiros pecados que se cometem num email é escrever longas, longuíssimas, mensagens. Há quem o faça por achar que deve colocar todos os detalhes possíveis e imaginários no texto, mas a verdade é que a simplicidade compensa mais. Quando escreve emails muito complicados, está a falhar na eficácia da mensagem. Primeiro, o fato de escrever tanto pode fazer supor que não tem respeito pelo tempo do destinatário. Segundo, se um email com 500 palavras, organizado em vários parágrafos, faz todo o sentido para si, o mais provável é que esteja a confundir os restantes. Se costuma escrever escrever em demasia, volte atrás e comece a cortar. Veja se não está a enviar informação a mais. Diga às pessoas apenas aquilo que precisam de saber, não aquilo que você quer que elas saibam.
2. Enviar um email com duas palavras. A ofensa contrária ao romance é o email com uma ou duas palavras, que não explica nada. Aliás, não se percebe sequer a razão pela qual quem faz isto se dá ao trabalho de usar o email. Se tivermos sorte, uma mensagem destas pessoas terá uma frase. Se tivermos azar, o remetente vai pedir para se fazer algo, mas sem explicar exatamente como. É quase como mandar uma mensagem no meio de uma tempestade para as equipas de socorro, com coordenadas de localização. São mails extremamente frustrantes porque as pessoas têm que fazer um grande esforço para se perceber o que é pedido. A razão para muita gente enviar este tipo de emails pode ser uma aversão compulsiva a teclar. Mas que na maior parte das vezes não se percebe nada, lá isso é verdade.
3. Mandar um email geral, mas destinado a uma pessoa. Quer mesmo pegar com toda a gente no escritorio? Envie um email geral a repreender alguém que tenha feito algo de errado. É a humilhação pública. Não torne a questão pessoal. Provavelmente já toda a gente sabe que determinado colega fez algo que não devia ter feito, mas deve evitar a criação de um buzz interno. Respeite a cadeia de comando.
4. Usar expressões dramáticas. É outro comportamento comum quando se escrevem emails, especialmente por pessoas apaixonadas pelo trabalho ou que estão a falar sobre um determinado projeto. Frases como “O design está terrível” ou “A abordagem está estúpidamente vaga” apenas servem para introduzir alguma emoção. Mais nada. Se tirar essas expressões dramáticas verá que a mensagem é a mesma e mais eficaz.
5. Usar um tom passivo. Este é um comportamento comum em pessoas que ficam nervosas quando têm que asumir uma qualquer responsabilidade. É que se alguma coisa correr mal, não querem que lhes seja apontado o dedo acusador. Mas o que acontece é que as pessoas conseguem ver para lá do tom passivo dos emails. Por isso, se terminou uma tarefa ou atingiu um objetivo, não hesite em ficar com os créditos.
6. Escrever tudo na primeira pessoa. Este é um problema que pode minar muitas equipas. Quem escreve sempre os emails na primeira pessoa pode levar os outros a pensar que o projeto em causa não resultou de um esforço coletivo. Como se reconhecem estes emails? Conte as vezes que aparece a palavra «eu». São mensagens que levam os colegas de trabalho a sentirem-se pouco apreciados. E vai acabar por levar o remetente ao isolamento.

Casamentos cada vez mais raros e tardios - Vida - Sol

Casamentos cada vez mais raros e tardios - Vida - Sol

O número de casamentos voltou a baixar em 2011, aumentou a idade média para casar e diminuiu a proporção de famílias com filhos, segundo os indicadores sociais do Instituto Nacional de Estatística (INE) hoje divulgados.
Relativamente a 2010, foram celebrados menos 9,9% de casamentos em 2011, tendo as uniões religiosas diminuído 15% e os civis 6,2%, que inclui os casamentos celebrados entre pessoas do mesmo sexo (324).
A idade média ao primeiro casamento continuou a aumentar, situando-se em 31 anos para os homens e 29,5 anos para as mulheres. No ano anterior estes valores eram, respectivamente, de 30,8 e 29,2 anos.
Em 2011, foram decretados 26.751 divórcios respeitantes a casais residentes em Portugal, informa o INE, que traça “um retrato social de Portugal” nos últimos anos.
Os dados do INE indicam que, aproximadamente, metade das famílias eram constituídas por uma ou duas pessoas e cerca de 75% tinham, no máximo, três pessoas.
A proporção de famílias com filhos continuou a descer, representando 55,2% do total de famílias em 2011, menos 0,2 pontos percentuais (p.p.) relativamente ao ano anterior.
Fazendo uma análise em termos evolutivos entre 2005 e 2011, o INE refere que a proporção de famílias com filhos passou de 57,8% para 55,2%.
Já o número de casamentos celebrados passou de 48.671 para 36.035.
A idade média ao primeiro casamento aumentou para os dois sexos, passando de 28,9 para 31 anos, no caso dos homens, e de 27,3 para 29,5 anos, no caso das mulheres.
Os mesmos dados indicam que a população residente em 31 de Dezembro de 2011 foi estimada em 10.541 milhões de pessoas, sendo a relação de masculinidade de 91,3 homens por cada 100 mulheres.
O número de nados-vivos e o número de óbitos diminuíram, respectivamente, 4,5% e 2,9%, quando comparados com os do ano anterior.
“Destas evoluções resultou um saldo natural negativo de 5.986 pessoas”, refere o INE, acrescentando que o saldo migratório foi também negativo (menos 24.331 pessoas).
A proporção de nados-vivos ocorridos fora do casamento situou-se em 42,8%, o que representa um aumento de 1,5 pontos percentuais relativamente a 2010.
O número de nados-vivos de mães adolescentes voltou a diminuir situando-se em 3,8%.
A esperança média de vida à nascença continuou a aumentar tanto para os homens como para as mulheres atingindo, respectivamente, 76,47 e 82,43 anos.
Em termos evolutivos (2005 a 2011), O número de nados-vivos diminuiu 11,5% e o número de óbitos diminuiu 4,3%.