quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Schäuble: "O pior da crise da zona euro já passou" - Dinheiro Vivo

Schäuble: "O pior da crise da zona euro já passou" - Dinheiro Vivo

O ministro das Finanças alemão Wolfgang Schäuble afirmou hoje em entrevista ao jornal Bild que o pior da crise da dívida da zona euro "já passou", destacando o compromisso da Grécia e da França para com as reformas levadas a cabo.Segundo avança o diário espanhol Expansión, Schäuble defende que países como a Grécia já reconheceram que a crise só será superada implementando reformas difíceis.
"O Governo de Atenas está ciente de que, financeiramente falando, não pode pedir demasiado a outros países da zona euro. Portanto vai avançar com as reformas" afirma o ministro das Finanças.
Quanto ao caso da França, Schäuble assegura que o país está a cumprir as suas obrigações e que o Governo de François Hollande sabe "muito bem" que todos os países têm de implementar reformas constantes para manter a competitividade.
Schäuble refere-se ainda à Alemanha assinalando que em 2013 este país terá um crescimento "aceitável" já que vive uma situação melhor do que a que era esperada devido, entre outros fatores, ao estreitamento de relações com os Estados Unidos e a Ásia.
A entrevista de Wolfgang Schäuble ao Bild será publicada na íntegra no jornal alemão na edição de amanhã.

Hungria: tudo ao contrário de Portugal - Dinheiro Vivo

Hungria: tudo ao contrário de Portugal - Dinheiro Vivo

Em Budapeste, os governantes têm dedicado o seu tempo, desde 2010, a projetar e implementar nacionalizações de companhias, aumentar o salário mínimo, aliviar a carga fiscal sobre as famílias, incentivar o consumo interno, taxar mais os bancos, reduzir de forma acentuada os encargos do Estado com as parcerias público-privadas (PPP), baixar os impostos para as empresas, entre outras medidas. Se as políticas pensadas e executadas pelo governo português olhassem para o espelho, a imagem daí resultante seria naturalmente invertida e veríamos então o executivo húngaro em ação.
Portugal e Hungria têm áreas e população de dimensões em tudo semelhantes. São dois países da União Europeia (UE) que distam entre si 2390 quilómetros. O primeiro está no euro e o segundo ainda possui moeda própria, o chamado florim húngaro. Portugal quer terminar o ano de 2012 com um défice de 5% e uma dívida de 120% relativamente a um PIB que deverá cair 3%. A Hungria, pelo contrário, deverá ter um défice de 2,5% e uma dívida de 78,4%, tendo como base uma economia que deverá recuar 1,2%. Bem-vindo ao mundo dos contrastes no seio da Europa dos 27.
Alguns poderão perguntar-se se estar ou não sob resgate externo poderá condicionar as políticas. Ora, embora seja um caso pouco falado em Portugal, a Hungria acaba por estar a beneficiar de ajuda do FMI e da UE. O programa da Hungria data de 2008 e tinha o valor de 20 mil milhões, tendo sido entregues até ao momento 14 mil milhões, que acabarão de ser pagos em 2016. O problema surgiu em 2010, na sequência da transição de um Governo socialista para um conservador de Direita, liderado pelo polémico Viktor Órban. Em setembro último, o primeiro-ministro pôs um travão nas políticas de austeridade do FMI, depois de meses de conflito. Pelo meio, Budapeste foi inundada por cartazes anti-FMI colocados pelo governo e que procuravam assumidamente angariar o apoio da população.
"Segundo o acordo feito pelo governo anterior, os salários e pensões teriam de sofrer reduções progressivas e, por esse motivo, o atual Executivo cancelou essas medidas e parou com o processo de cortes", explicou, ao Dinheiro Vivo, o secretário de Estado das Finanças, Gyula Pleschinger.
Se pudesse dar um conselho a Portugal, diria que é possível renegociar acordos com o FMI? "Nós negociámos com o FMI com base nos nossos progressos. Estamos preparados para soluções de compromisso, mas estas não devem ir contra os valores básicos deste governo", sublinha o secretário de Estado. "A crise mostrou que implementar uma união monetária sem uma união fiscal foi muito perigoso e o euro era demasiado forte para Portugal e Grécia e muito barato para a Alemanha", acrescenta.
O governo húngaro quis deixar mais dinheiro para as famílias e introduziu a taxa única de 16% no IRS, aumentando antes os impostos sobre o consumo, nomeadamente o IVA, cuja taxa máxima está nos 27%. Consultando a página de Internet do executivo, a sensação de estarmos perante a imagem de Portugal, invertida por um espelho, ganha mais força. O salário mínimo (485 euros) português está congelado desde 1 de janeiro de 2011 e não se perspetiva aumento. Na Hungria, o salário mínimo vai subir 5,4% em 2013, para 341 euros. A eletricidade e o gás , nas mãos de privados, deverão descer cerca de 10% no início de janeiro por imposição do governo húngaro. Em Portugal, o gás vai subir 2,5% e a eletricidade 2,8%, após várias outras subidas, nomeadamente a que resultou da aplicação do IVA máximo a estes serviços.
A austeridade no seio do Estado está a ser implementada, mas com moderação. "Na administração pública não aumentámos os salários nos últimos dois anos. O valor nominal e a duração do subsídio de desemprego sofreu cortes [tal como em Portugal]. Queremos recolocar as pessoas no mercado de trabalho e incentivamos as famílias a terem filhos através da atribuição de vários subsídios", afirma Pleschinger.
À luz do perfil dos três maiores partidos políticos portugueses (PSD, PS e CDS), pode parecer estranho que na Hungria tenham sido socialistas a privatizar quase todo o sector empresarial e sejam agora conservadores a tentar recuperar ativos importantes para a esfera do Estado. A oposição de Bruxelas tem sido manifesta, mas Budapeste não desiste.
No superministério do Desenvolvimento Nacional, a ministra Zsuzsa Németh confessou ao Dinheiro Vivo que a Comissão Europeia não gosta das políticas de nacionalização. "Quando comprámos um banco privado comercial, através do nosso banco de fomento, a Comissão Europeia torceu o nariz. Mas tivemos de lhes lembrar que existe um caso semelhante na Alemanha. Por outro lado, a banca privada tem tido grandes lucros, mas não está a emprestar às empresas", afirmou.

Saiba como os subsídios serão distribuídos em duodécimos já a partir de janeiro - Dinheiro Vivo

Saiba como os subsídios serão distribuídos em duodécimos já a partir de janeiro - Dinheiro Vivo

A forma de pagamento dos subsídios de férias e de Natal e a subida do IRS vão obrigar os portugueses a refazer as suas contas mensais. O pagamento do subsídio de Natal em duodécimos para a função pública está já previsto no Orçamento do Estado (que entrará em vigor no início de janeiro). A extensão desta medida ao setor privado é hoje discutida e votada no Parlamento. Saiba o que vai mudar.Setor privadoOs trabalhadores do setor privado, abrangidos pelo Código do Trabalho, vão  receber  os subsídios em duodécimos. A medida é hoje discutida e votada pelo Parlamento, devendo entrar em vigor a tempo de as empresas pagarem a primeira "prestação" já em janeiro.
O sistema será diferente do previsto para a função público e pensionistas. Nos privados, estipula-se o pagamento de 50% dos subsídios de férias e de Natal em  duodécimos, enquanto as restantes metades serão pagas nas alturas devidas (antes das férias e até 15 de dezembro). Esta medida é temporária - aplicar-se-á apenas em 2013 - mas obrigatória. Apenas as empresas que entrem em acordo com os trabalhadores para efetuarem o pagamento dos 13º e 14º meses de forma diferente, poderão contorná-la.
Esta solução permitirá atenuar o impacto da subida do IRS no salário líquido mensal, mas reduzirá o valor do subsídios que cada pessoas estava habituada a receber antes de ir de férias e antes do Natal.
Funcionários públicos receberão em janeiroEm 2013 os funcionários públicos recuperam o subsídio de Natal e segundo fonte governamental tudo está a ser feito para que comecem a receber o primeiro duodécimo em janeiro. A medida está  no Orçamento do Estado, pelo que os serviços dispõem ainda de alguns dias até que ocorra o processamento dos salários.
Reformados em fevereiroAo contrário do que sucede com os salários, as pensões começam a ser processadas com maior antecedência. Exemplificando: os valores que o Centro Nacional de Pensões e a Caixa Geral de Aposentações se preparam para pagar em janeiro, já foram "fechados" em 18 de dezembro. E é precisamente isto que faz com que o  fracionamento do subsídio de Natal só possa começar a verificar-se a partir de fevereiro, porque se assim não fosse a medida estaria a ser aplicada na prática antes de ter sido formalmente aprovada pelo Governo (o que aconteceu a 20 de dezembro).
Desta forma, se segundo precisou ao Dinheiro Vivo fonte governamental, em fevereiro os pensionistas receberão o equivalente a dois duodécimos do subsídio de Natal, sendo estes valores sujeitos a retenção na fonte de forma autónoma face ao valor da pensão mensal.
O fracionamento dos subsídios será feito de forma diferente consoante a pensão seja paga pelo Centro Nacional de Pensões ou pela CGA. Assim, os pensionistas da segurança social receberão o subsídio de Natal em duodécimos apenas quando o valor das suas pensões for superior a 600 euros mensais. Se estiver abaixo deste valor, receberão o 13º mês em novembro, como habitualmente. No caso da CGA, o fracionamento será a regra geral, independentemente do valor da reforma em causa.

Apreender emails. O regime legal que parece uma corrida de barreiras | iOnline

Apreender emails. O regime legal que parece uma corrida de barreiras | iOnline

Os investigadores já estão no terreno. Suspeitam que na empresa X ou no escritório de contabilidade Y terão acesso a material que pode incriminar um suspeito. Com um mandado de busca assinado pelo Ministério Público a autorizar a busca não domiciliária, fazem-se ao caminho. O que vão encontrar? Ainda é um mistério, e esse vazio, pode complicar uma investigação. Vasculham armários e gavetas, revolvem pastas e papéis. Nada de extraordinário. Mas ainda há dois computadores e um iPad na sala que podem conter provas. Nos tempos que correm, em que toda a informação circula pela rede, por que não investem de imediato nos equipamentos informáticos? É aqui que começa a corrida para responder à pergunta: quantas etapas tem um investigador de ultrapassar para conseguir aceder ao correio electrónico de um suspeito? Quase tantas como numa corrida de barreiras.
Chegados a este ponto, os investigadores esbarram no Código de Processo Penal (CPP) e na lei do cibercrime, de 1999, e que veio criar normas especiais de natureza processual não só para crimes informáticos, mas para todo e qualquer crime desde que seja necessário pesquisar dados informáticos. Mesmo que os computadores estejam ali à frente, enquanto não chegar o despacho com a autorização do juiz (que ficou dispensado da visita, porque não se tratava de uma busca domiciliária), para a pesquisa de dados informáticos, os investigadores só podem mesmo olhar para os equipamentos. Sem o “sim” do juiz, não há dados informáticos.
Mas a corrida ainda agora começou. Chega a autorização: é desta que as buscas avançam? Depende. Se se comprovar que aquele tempo não foi perdido e que os equipamentos têm “dados ou documentos informáticos necessários à produção de prova, tendo em vista a descoberta da verdade”, vai ser preciso esperar mais tempo. Os investigadores voltam a pegar no telefone e a pedir ao juiz de instrução mais uma autorização, não para pesquisarem, mas para apreenderem dados informáticos.
Missão cumprida? Talvez ainda não seja desta. E se aqueles suportes tiverem emails que possam servir para mostrar quem é o corruptor passivo e o corruptor activo numa investigação de um crime de corrupção? Embora pareça uma contradição dos termos, o despacho que permite a apreensão de dados informáticos não permite retirar todo o tipo de dados informáticos. O que estava no desktop ou nas pastas de documentos já foi guardado, mas para ter acesso ao correio electrónico o órgão de polícia criminal esbarra, a meio da busca, no artigo 17.º da Lei do Cibercrime, que é como quem diz encontra a terceira barreira. Dois despachos não são suficientes. É preciso mais um telefonema, mais um papel. E esperar que o juiz autorize quando está em causa uma busca que ele nem sequer ordenou.
De volta ao órgão de polícia criminal com documentos e emails devidamente guardados em suportes separados (mais uma tarefa difícil para os peritos informáticos), entra o que diz o Código de Processo Penal (CPP) sobre apreensão de correspondência: o juiz que autorizou a diligência tem de ser “a primeira pessoa a tomar conhecimento” do seu conteúdo. Ou seja, os peritos informáticos, o Ministério Público e a polícia estiveram no local das buscas e guardaram a informação, mas, para cumprirem a lei à risca, têm que procurar e guardar a informação de olhos fechados.
Já com a informação na mão, o juiz não consegue abrir os emails. Tudo porque a lei obriga a que o correio electrónico fique “encapsulado” (ou encriptado). Conclusão: o juiz que devia ser a primeira pessoa a ver o correio electrónico e a decidir o que é relevante para o inquérito vai precisar da ajuda de um “intérprete”. “O sistema não só é pouco pragmático como é hipócrita”, diz um investigador ao i, que prefere não ser identificado. E se em cada CD estiverem guardados para cima de 50 mil emails? Investigadores contactados pelo i têm todos a mesma resposta: resta ao juiz tornear a lei e pedir o seu auxílio. Se alguma etapa falhar, todo um processo de buscas pode ser considerado nulo.

TC critica Sócrates pela venda de imóveis do Estado | iOnline

TC critica Sócrates pela venda de imóveis do Estado | iOnline

Tribunal de Contas diz que a maior parte da vendas realizadas entre 2006 e 2011 não respeitaram a lei porque não foram fundamentadas.

O programa de venda de imóveis públicos foi uma importante fonte de financiamento para o Estado, mas com condições que se vieram a revelar caras para o próprio Estado.
A conclusão é de uma auditoria do Tribunal de Contas (TC) à alienação de imóveis do Estado e das empresas públicas, ontem divulgada. O TC avisa que o “recebimento integral do preço com a promessa de compra e venda resulta, na prática, num financiamento ao Estado obtido em condições especialmente onerosas e num impasse relativamente ao uso do imóvel com custos económicos de ineficiência para o Estado”.
A auditoria analisa as centenas de operações de alienação de património realizadas entre 2006 e 2011, durante os governos de José Sócrates. As alienações em massa de imóveis, realizadas em nome de uma gestão optimizada do património do Estado, serviram para obter receitas extraordinárias com impacto nas contas públicas. O tribunal confirma que a esmagadora maioria das receitas alcançadas nestes seis anos, correspondente a 96% do total ou 1381 milhões de euros, foi recebida de empresas públicas, com destaque para a Estamo, do Grupo Parpública, que foi pedir dinheiro à banca para comprar este património. Esta prática só foi travada pela crise da dívida portuguesa.
A auditoria revela que a concretização de uma larga fatia destas alienações ficou dependente da emissão do título definitivo (TD) de propriedade por parte da entidade vendedora, sem a qual o comprador não pode rentabilizar o imóvel. Esta situação deu origem à devolução dos valores recebidos pelo Estado e a compensações que foram pagas a título de atrasos face aos prazos contratados.
A auditoria detectou que no final de 2011 existiam 197 processos com contrato promessa de compra e venda sem o título definitivo da propriedade, o que equivalia a transacções contratualizadas no montante de 511 milhões de euros. Catorze desses contratos, no valor de 221 milhões de euros, eram anteriores a 2010. O tribunal conclui que, “havendo um recebimento integral do preço sem concretizar a transferência do imóvel, está o Estado a beneficiar de um financiamento por parte do promitente comprador cujas condições e custos importa examinar”.
A Estamo, principal compradora, efectuou 40 pedidos de compensação financeira por incumprimento de contrato de um total de 50. Os pedidos ascenderam a 20,1 milhões de euros, tendo sido pagos 8,158 milhões e estando pendentes quase 12 milhões de euros. Além de dúvidas sobre a racionalidade económica destas transacções – em 50 contratos examinados a emissão do título demorou em média 562 dias –, a auditoria levanta reservas à regularidade e à legalidade dos termos. As condições de pagamento diferem das previstas na lei e divergem do que é usual nestes contratos onde prevalece o pagamento de um sinal.
“As condições de pagamento acordadas afastam-se do equilíbrio contratual habitual, por preverem o pagamento do preço total antes da transmissão do imóvel, designadamente antes de ser juridicamente admissível a rentabilização dos imóveis adquiridos, por via da alienação, do arrendamento ou outra. O tribunal qualifica mesmo de “inválidas” as cláusulas em cinco contratos deste género, além de ter identificado situações em que foram exigidas devoluções que não estavam previstas no contrato.
Em matéria de legalidade, a auditoria questiona ainda a “deficiente e inapropriada, ou mesmo inexistente, fundação das decisões de alienação de imóveis face ao exigido pela lei”. “Não foram observados os critérios legais em matéria de gestão e alienação de imóveis por insuficiente ou inexistente fundamentação. O tribunal alerta também para a não responsabilização dos intervenientes responsáveis pelos atrasos das diligências e incumprimentos dos prazos.”

Houve mais 16 mil funerais do que partos só no primeiro semestre - PUBLICO.PT

Este ano o défice demográfico terá a maior expressão de que há memória com o número de mortes a ultrapassar largamente a quantidade de nascimentos.
 
A quebra de natalidade é a que mais preocupa PÚBLICO


Os que morrem são mais do que os que nascem em Portugal e os que saem também suplantam os que entram. Já não é novidade dizer que a população portuguesa está a encolher, mas em 2012 este fenómeno terá a maior expressão de que há memória.
Aos défices financeiros Portugal soma défices demográficos consecutivos. Se considerarmos apenas os seis primeiros meses de 2012, morreram quase mais 16 mil pessoas do que as que nasceram em Portugal, o que se justifica em parte devido ao pico da mortalidade verificado em Fevereiro e Março. É muito? Para alguns especialistas, é demasiado. A manter-se a tendência, será "preocupante". Em 2011, o número de funerais suplantou em cerca de seis mil o total de partos, e nessa altura já soaram campainhas de alarme.
São várias as causas que justificam a tendência para o declínio da população, como o saldo migratório, mas a quebra da natalidade é normalmente a que mais preocupação gera. Os números mais recentes voltam a não deixar lugar para dúvidas: entre Janeiro a Novembro nasceram menos 6150 crianças do que no mesmo período de 2011 e, se este mês os nascimentos seguirem a tendência de Dezembro do ano passado, ficaremos pouco acima da barreira psicólogica dos 90 mil nados-vivos.
São dados do Programa Nacional de Diagnóstico Precoce ("teste do pezinho"), muito aproximados dos números finais por serem realizados nos primeiros dias de vida dos bebés. Nunca nasceram tão poucas crianças desde que este programa arrancou, há mais de três décadas, lamenta a directora, Laura Vilarinho, recordando que em 2011 já tínhamos ficado pouco abaixo da fronteira dos 100 mil, com cerca de 97 mil nados-vivos.

Canal Parlamento estreia-se em sinal aberto para política mais 'universal e democrática' - Política - Sol

Canal Parlamento estreia-se em sinal aberto para política mais 'universal e democrática' - Política - Sol

 
O Canal Parlamento estreia hoje a emissão em sinal aberto, uma iniciativa que irá tornar a "política mais universal e democrática", segundo a presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, de quem partiu a ideia. "É muito bom. A vantagem deste canal é que ele torna a política mais universal e mais democrática", afirmou Assunção Esteves, frisando que, até agora, só as pessoas que pagam é que tinham acesso ao Canal Parlamento, que emite há dez anos na televisão por cabo.
Hoje a emissão tem carácter experimental, estimando-se que as emissões regulares comecem a partir do dia 3 de Janeiro de 2013, segundo uma nota da administração do Canal Parlamento.
O facto de o canal Parlamento passar a chegar a um maior número de cidadãos é motivo de "grande alegria" e aumenta a responsabilidade dos políticos porque a "proximidade é sempre uma instância de escrutínio", considerou Assunção Esteves, em declarações aos jornalistas.
O dia da estreia será assinalado com a emissão do plenário em directo e, a seguir, em diferido, do debate quinzenal da sexta-feira anterior, dia 21, segundo disse à Lusa o director do canal, Nuno Encarnação.
À noite, serão transmitidos dois pequenos documentários sobre a Assembleia da República, que já passaram no canal por cabo, acrescentou.
O início das transmissões estava dependente do visto do Tribunal de Contas que chegou à administração da Assembleia da República na semana passada.
De acordo com a nota da Assembleia da República, o Parlamento irá transmitir em sinal aberto uma média de 10 horas diárias, existindo apenas um período de emissão por dia.
O canal ocupará na grelha da TDT a posição 5 e nas regiões dos Açores e da Madeira ocupará a posição 7.
No cabo, mantém-se a emissão 24 horas por dia durante todos os dias da semana.
A transmissão da actividade da Assembleia da República em sinal aberto era uma prioridade de Assunção Esteves, que lançou a ideia em Janeiro passado.

Consumidores de eletricidade têm até final de 2015 para mudar de operador - Dinheiro Vivo

Consumidores de eletricidade têm até final de 2015 para mudar de operador - Dinheiro Vivo

O arranque do mercado liberalizado de eletricidade, em que são as empresas como a EDP a definir os preços, obriga a que, a partir de janeiro de 2013, deixem de haver tarifas reguladas, contudo isso não significa que os cerca de cinco milhıes de consumidores domésticos tenham de passar já  para o mercado livre. 
É que, durante os próximos três anos, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) vai continuar· a fixar as chamadas tarifas transitórias, que serão mais caras que as das empresas para estimular à mudança de operador e que serão revistas de três em três meses, podendo ficar na mesma, baixar ou mesmo subir.  
Quer isto dizer que os consumidores têm até ao final de 2015 para escolher e mudar de operador, sendo que o processo È gratuito e não implica nunca a interrupção do abastecimento. O procedimento é, aliás, bastante simples e imediato e a iniciativa tanto pode ser do cliente como dos operadores que já durante este ano têm vindo a contactar os seus clientes a informar das ofertas existentes. 
Atualmente, além da EDP, existem já· várias ofertas de outras empresas como a Endesa, Galp ou Union Fenosa, sendo que algumas juntam o gás e a eletricidade na mesma conta. Há ainda ofertas de tarifas bi-hor·rias tal como a que existe hoje  no mercado regulado. 
"Não há· aqui problema nenhum em fazer a passagem nos próximos anos, não é preciso fazê-lo até ao final deste ano", disse à Lusa, na semana passada, o administrador da EDP, Miguel Stilwell, garantido que "todos os clientes continuarão a ser fornecidos durante 2013, 2014 e 2015".
A verdade é que o anúncio do fim das tarifas reguladas tem gerado uma maior procura de informação por parte das pessoas. De acordo com dados da EDP, citados pela Lusa, este ano caracterizou-se por "uma procura particularmente acentuada dos canais de atendimento disponibilizados", sobretudo "de forma muito significativa no inÌcio de dezembro".
"Verificámos, na primeira quinzena, 360 mil clientes nos 'contact centers' e 60 mil nas lojas, um aumento médio de 30% no país e que está entre os 50% e 100% nos centros urbanos face ao mesmo período do ano passado", disse à Lusa Miguel Stilwell, acrescentando que se registou também um aumento dos tempos médios de atendimento.  

Geithner: "Limite legal da dívida pública vai ser atingido dia 31" - Dinheiro Vivo

Geithner: "Limite legal da dívida pública vai ser atingido dia 31" - Dinheiro Vivo

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos deixou ontem à noite o alerta ao Congresso: o limite legal da dívida pública norte-americana vai ser atingido no dia 31. Por isso, anunciou que vai implementar "medidas excecionais" para evitar a situação de incumprimento do país.Numa carta dirigida aos líderes partidários no Congresso norte-americano, citada pela CNN Money, Timothy Geithner afirmou: "Escrevo para vos informar que o limite legal da dívida será atingido a 31 de dezembro".
Um acordo estabelecido entre os democratas e republicanos, no início de agosto de 2011, fixou o limite da dívida pública em 16,394 biliões de dólares, a partir do qual os Estados não têm teoricamente a possibilidade de se endividar mais, para se financiarem ou reembolsarem credores.
"O Departamento do Tesouro vai tomar em breve medidas excecionais autorizadas pela lei sem as quais os Estados Unidos seriam obrigados a falhar às suas obrigações", acrescentou Geithner.
Estas medidas excecionais estão avaliadas em 200 mil milhões de dólares e vão permitir ganhar dois meses, "em condições normais", especificou o responsável. No entanto, devido à "incerteza" sobre as negociações orçamentais, "não é possível prever a duração efetiva das medidas", alertou Geithner.
Os partidos republicanos e democratas voltam hoje a reunir-se para negociar um acordo que evite o chamado 'precipício orçamental', ou seja o aumento automático de impostos e cortes de despesa já no início do próximo ano.

Atenas. Onde a crise económica criou uma catástrofe social | iOnline

Atenas. Onde a crise económica criou uma catástrofe social | iOnline

A recessão e a austeridades impostas à Grécia em 2009 obrigaram a população a viver nos limites. Violência, prostituição e consumo de drogas disparam na capital grega.

  • Pobreza em Atenas
    Pobreza em Atenas
    Bruno Simões Castanheira