quarta-feira, 15 de junho de 2016

El Niño provoca níveis históricos de CO2 em 2016 - DN.PT

No ano anterior apenas três meses tinham registado valores inferiores às 400 partes por milhão.

Pela primeira vez em cinco milhões de anos, o nível de concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera estará acima das 400 partes por milhão (em cada milhão de moléculas atmosféricas, 400 são de CO2) durante todo o ano.
Os dados registados no observatório havaiano situado no vulcão Mauna Loa refletem um crescimento simbólico, embora não tenham um significado particular para a física do sistema climático, anuncia o Instituto de Meteorologia inglês.
"A concentração atmosférica de dióxido de carbono tem aumentado ano após ano devido às emissões humanas, mas este ano receberá um estímulo extra garantido pelo recente El Niño", comenta Richard Betts, autor do estudo publicado na Nature Climate Change que avança estes números.
O El Niño - um fenómeno que afeta a distribuição de temperatura da água do Pacífico - tem tornado os trópicos mais secos e quentes e limitado a capacidade florestal de eliminar dióxido de carbono da atmosfera.
Estas condições provocam, ainda, enormes incêndios por todo o mundo que contribuem para a acentuação da concentração de CO2 na atmosfera.
Em 2016, o nível médio de CO2 será 404,45 partes por milhão. Setembro será o mês com concentração mais baixa (401,48). O nível máximo foi registado em maio (407,7 partes por milhão).
É improvável, segundo o Instituto de Meteorologia inglês, que os níveis diminuam nos próximos anos, embora certas áreas do planeta, como o Alasca, registem valores inferiores.

Pela primeira vez, CO2 foi transformado em pedra - PUBLICO.PT

Nova técnica desenvolvida na Islândia propõe armazenar emissões de CO2 no solo transformando-as em pedra e não apenas enterrando-as como gás.


Projecto islandês vai armazenar 10 mil toneladas de CO2 por ano DR

Uma equipa de cientistas e engenheiros de uma central eléctrica na Islândia mostrou pela primeira vez ser possível enterrar emissões de dióxido de carbono no subsolo transformando-as num elemento sólido em apenas alguns meses. O estudo que dá conta da descoberta foi publicado esta semana narevista Science e está a ser recebido com optimismo. Até aqui, os projectos de captura e o sequestro de carbono (CCS, na sigla inglesa) separam numa central a água do CO2 que depois é conduzido por uma conduta que o leva por um poço onde é injectado no subsolo. O receio era de que o gás poderia de algum modo “escapar” e regressar à atmosfera. No modo convencional, o CO2 é armazenado como gás em rochas sedimentares que, ao contrário do basalto utilizado neste estudo, não contém os minerais necessários para converter o CO2 em pedra.
O projecto piloto Carbonfix começou em 2012 na central de Hellisheidi, na Islândia, a maior central geotérmica do mundo. Cientistas misturaram os gases com a água quente vulcânica que retiravam do solo, injectando-o novamente no subsolo de basalto. Na natureza, quando o basalto é exposto ao dióxido de carbono e à água, e uma reacção química natural transforma o carbono em calcário. A expectativa inicial era a de que um processo pudesse demorar centenas ou milhares de anos. Essa foi uma das surpresas do estudo: no basalto debaixo da central islandesa, 95% do carbono injectado demorou menos de dois anos a solidificar.
Os processos de captura e o sequestro de carbono podem ter um papel relevante na mitigação das alterações climáticas: em 2050, a Agência Internacional de Energia estima que estas tecnologias possam reduzir as emissões globais de gases com efeito de estufa em 19%.
“Precisamos de lidar com as crescentes emissões de carbono e o seu armazenamento permanente – transformá-las novamente em pedra”, defende Jureg Matter, investigador que liderou o estudo do projecto islandês.

terça-feira, 22 de março de 2016

Se tem filhos pequenos, saiba que direitos passou a ter - PUBLICO.PT

A maior parte das medidas já entrou em vigor, mas há uma que só chega com o Orçamento do Estado de 2016.

Há cerca de um ano, a discussão sobre os incentivos à natalidade permitiu aprovar novos direitos para trabalhadores com filhos menores, apesar de a então maioria PSD/CDS ter enterrado a esmagadora maioria das proposta da oposição. Muitas das que conseguiram passar no Parlamento foram aprovadas na última votação do plenário, em finais de Julho. A maioria foi publicada em Setembro passado no Diário da República

A maior parte das medidas já entraram em vigor, em Setembro do ano passado. Mas há algumas, como a licença exclusiva do pai que passa de 10 dias de gozo obrigatório para 15, que só chegam com a entrada em vigor do Orçamento de Estado para 2016. Este documento já foi aprovado no Parlamento e encontra-se à espera de promulgação pelo Presidente da República.

- Os funcionários públicos pais de menores de 12 anos ou, independentemente da idade, de filhos com deficiência ou doença crónica ou os funcionários públicos com mais de 55 anos com netos com menos de 12 anos podem pedir para trabalhar no regime de meia jornada, ou seja, com metade de um horário completo. Se a mesma for autorizada os beneficiários ficam a receber 60% do montante total pago pelo horário completo, por um período mínimo de um ano. Para efeitos de antiguidade este regime implica a contagem integral de tempo de serviço. Entrou em vigor no início de Setembro.

- O período de licença exclusiva do pai passa a prever o gozo obrigatório de 15 dias úteis em vez de 10 dias, durante o mês seguinte ao nascimento do filho. Cinco desses dias continuam a ter que ser gozados imediatamente a seguir ao parto. Esta legislação foi publicada no Diário da República a 1 de Setembro. Entra em vigor com o Orçamento do Estado para 2016.

- Os pais passam a poder gozar em simultâneo uma parte da licença parental inicial entre os 120 e os 150 dias. A interpretação que a Segurança Social tem feito desta possibilidade, que entrou em vigor em Setembro, acaba, por vezes, por prejudicar os pais a nível do subsídio a que têm direito. É que quando o pai gozava pelo menos 30 dias da licença de 150 dias a mesma era paga a 100% (por exemplo, a mãe gozava 120 dias e de seguida o pai gozava 30 dias). Isto em vez dos 80% pagos se os 150 dias da licença parental fossem gozados só pela mãe. Com esta norma, a mãe passa, por exemplo, a gozar 135 dias da licença parental e o pai 15 dias (não confundir com a licença exclusiva do pai, que é independente desta), estes últimos 15 dias usufruídos pelos dois em simultâneo. Neste caso, o subsídio cai para os 80% .

- Os trabalhadores com filhos com idade até três anos vão poder a exercer a actividade em regime de teletrabalho, quando este for compatível com a actividade desempenhada e a entidade patronal disponha de meios para o efeito. A lei, que apenas aguarda publicação, prevê que “o empregador não pode opor-se ao pedido do trabalhador”. Entrou em vigor no início de Setembro passado.

Universalidade da educação pré-escolar para todas as crianças que atinjam os quatro anos (agora é só aos cinco anos). A lei entrou em vigor no início de Agosto, mas o Governo tem 180 dias para a regulamentar, pretendendo assegurar a sua implementação a partir do ano lectivo 2016/2017.

- Empresas que nos dois anos anteriores à candidatura a subsídios ou subvenções públicas tenham sido condenadas por sentença transitada em julgado por despedimento ilegal de grávidas, puérperas ou lactantes, ficam impedidas de beneficiarem desses apoios. Esta lei entrou em vigor em Dezembro passado.

- Isenção de 50% do imposto sobre veículos na aquisição de ligeiros de passageiros com mais de cinco lugares por pessoas com mais de três dependentes a cargo ou tendo apenas três, dois deles tenham menos de oito anos. Entrou em vigor a 1 de Janeiro deste ano.

- Uma lei publicada no final de Julho estipula a obrigação e todas as crianças terem um médico de família. A medida só entra em vigor com o novo Orçamento do Estado para 2016 e ainda depende de uma regulamentação que a operacionalize. A lei adianta que esta medida será possível através do reforço do número de clínicos de medicina geral e familiar no Serviço Nacional de Saúde.

Direitos actuais dos pais e das mães trabalhadores

Licença parental inicial, por nascimento de um filho, de 120 dias consecutivos, pagos a 100% do salário ou de 150 dias consecutivos pagos a 80% da remuneração. Se pai e mãe optarem por partilhar uma licença de 180 dias consecutivos (pai tem que gozar um período de 30 dias consecutivos após o período obrigatório para a mãe) a licença é paga a 83%. É ainda obrigatório ao pai gozar 15 dias úteis, seguidos ou interpolados, no mês seguinte ao nascimento do filho, cinco dos quais tem que ser gozados imediatamente a seguir a este. O pai tem ainda direito a gozar uma licença de mais 10 dias úteis, em simultâneo com a licença da mãe.

Licença parental alargada, por três meses, paga a 25% da remuneração, para assistência a filho com idade não superior a seis anos, desde que gozada imediatamente após o período de concessão do subsídio parental inicial ou subsídio parental alargado do outro progenitor.

Trabalho a tempo parcial durante 12 meses, com metade de um horário completo, para assistência a filho com idade não superior a seis anos, com a perda proporcional de remuneração.

Períodos intercalados de licença parental alargada e detrabalho a tempo parcial para assistência a filho com idade não superior a seis anos, em que a duração total da ausência e da redução do tempo de trabalho não supere o equivalente a três meses de trabalho com  horário completo.

Direito a dispensa diária para aleitação até o filho perfazer um ano, gozada em dois períodos distintos, com a duração máxima de uma hora cada, salvo se outro regime for acordado com a entidade empregadora. O pai pode gozar esta licença parcialmente ou totalmente desde que exerça uma actividade profissional.

Direito a faltar ao trabalho até 30 dias por ano ou durante todo o período de hospitalização para assistência, em caso de doença ou acidente, a filho menor de 12 anos ou, independentemente da idade, a filho com deficiência ou doença crónica. O subsídio diário corresponde a 65% da remuneração habitual.

Direito a faltar ao trabalho até 15 dias por ano para assistência, em caso de doença ou acidente, a filho com 12 anos ou mais de idade que, no caso de ser maior, tem que fazer parte do agregado familiar. O subsídio diário corresponde a 65% da remuneração habitual.

Direito a faltar, até quatro horas, uma vez por trimestre, para se deslocar ao estabelecimento de ensino, tendo em vista inteirar-se da situação educativa de filho menor.

Direito a licença para assistência a filho, depois de esgotado o direito à licença parental complementar, até ao limite de dois anos. No caso de terceiro filho ou mais, a licença prevista no número anterior tem o limite de três anos.

Direito a licença para assistência a filho com deficiência ou doença crónica por período até seis meses, prorrogável até quatro anos. O subsídio diário corresponde a 65% da remuneração habitual.

Direito a redução de cinco horas de trabalho por semana para assistência a filho com deficiência ou doença crónica, com idade não superior a um ano, mediante apresentação de atestado médico com a antecedência de 10 dias.

Direito a trabalhar a tempo parcial com filho menor de 12 anos ou, independentemente da idade, filho com deficiência ou doença crónica. Se a entidade empregadora manifestar a intenção de recusa ao pedido do trabalhador, deve solicitar obrigatoriamente parecer a emitir, em 30 dias, pela Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego. A posição vincula a entidade patronal até decisão judicial contrária.

Direito a trabalhar com horário flexível com filho menor de 12 anos ou, independentemente da idade, filho com deficiência ou doença crónica. Se a entidade empregadora manifestar a intenção de recusa ao pedido do/a trabalhador/a, deve solicitar obrigatoriamente parecer a emitir, em 30 dias, pela Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego. A posição vincula a entidade patronal até decisão judicial contrária.

Direito a dispensa de prestação de trabalho suplementar do trabalhador com filho de idade inferior a 12 meses.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Janeiro, mais um mês de recordes climáticos - Publico.pt

A temperatura global atingiu um recorde ao mesmo tempo que o gelo do Árctico está com uma extensão de Inverno mínima.

Depois de 2015 ter sido o ano mais quente desde que se iniciaram os registos de temperaturas, o primeiro mês de 2016 já forneceu novos recordes. O relatório mensal dos Centros Nacionais para a Informação Ambiental (mais conhecidos por NOAA) mostra que Janeiro de 2016 foi o Janeiro mais quente desde há 137 anos, quando os registos se iniciaram. O Árctico foi uma das regiões especialmente afectadas, onde a temperatura subiu seis graus acima da média, o que se reflectiu negativamente no aumento de gelo típico no Inverno naquela região: Janeiro atingiu um recorde mínimo em termos de área de gelo.

“A extensão do gelo em Janeiro foi em média de 13,53 milhões de quilómetros quadrados, o que é 1,04 milhões de quilómetros quadradosabaixo da média entre 1981 e 2010”, segundo o relatório do Centro Nacional de Informação do Gelo e da Neve. “Este foi o Janeiro com a extensão mínima [de gelo] registado pelos satélites, 90.000 quilómetros quadrados abaixo do recorde anterior ocorrido em 2011.”

Apesar de se dar mais atenção à área de gelo mínima anual, que ocorre em meados de Setembro, o certo é que a área de gelo máxima – que se atinge nas primeiras semanas de Março – tem vindo a diminuir nas últimas décadas. A diminuição da área de gelo tem sido de 3,2% por década. Em 1979, o primeiro ano em que houve registos de satélite, a área máxima de gelo para aquele mês era cerca de 15,5 milhões de quilómetros quadrados, mais dois milhões de quilómetros quadrados do que a de 2016.

A causa para este Janeiro particularmente quente no Árctico deveu-se ao facto de a pressão atmosférica por cima do Pólo Norte (fenómeno conhecido como Oscilação do Árctico) ter sido negativa, o que permitiu as correntes de ar frio do Árctico fugirem mais para Sul. Durante o mês de Fevereiro, a área de gelo do Árctico continua muito abaixo da média, indicando que se poderá atingir nas próximas semanas o recorde mínimo de Inverno desde de que há registo.

Os recordes de temperatura do mês passado estão ligados ao forte fenómeno do El Niño, o aumento da temperatura das águas superficiais do oceano Pacífico, que se fez sentir nos últimos meses e que se sobrepõe aoaquecimento global. “As temperaturas médias globais à superfície dos continentes e dos oceanos em Janeiro de 2016 foram de 1,04 graus Celsius acima da temperatura média de 12 graus Celsius do século XX, as mais altas para Janeiro no registo dos últimos 137 anos, ultrapassando por 0,16 graus Celsius o recorde anterior atingido em 2007”, explica o relatório do NOAA. Este é o segundo maior registo mensal de sempre, “só superado por Dezembro de 2012, em que as temperaturas foram 1,11 graus Celsius acima da média”. Janeiro foi também o nono mês consecutivo em que as temperaturas de cada mês bateram recordes em relação ao registo dos anos passados para o mesmo mês.

Os cientistas não sabem dizer qual, ou se há, uma relação entre o El Niño e a Oscilação do Árctico. Apesar de haver uma tendência para o aumento de temperatura amplificar-se nas latitudes mais a norte, o mês passado foi “absurdamente quente em todo o Oceano Árctico”, disse Mark Serreze, director do Centro Nacional de Informação do Gelo e da Neve, citado pelo jornal norte-americano Washington Post.

Outras regiões especialmente quentes foram o Norte da Sibéria, onde a temperatura aumentou cinco graus acima da média, assim como partes do Sudeste e Sudoeste asiático, do Médio Oriente, uma região importante no Sul de África e regiões na América do Sul e na América Central.

Mas também houve regiões que estiveram anormalmente frias, mostrando que nas ciências climáticas nada é homogéneo. O Norte do México, a Península Escandinava, a Ásia Central perto da Mongólia e a região do oceano Atlântico a sul da Gronelândia registaram temperaturas abaixo da média para aquele mês.  

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Crianças. Os medos próprios de cada idade - IONLINE.PT

anças. Os medos próprios de cada idade


Todas as crianças têm medo de alguma coisa. Monstros, o escuro, ou até mesmo das pessoas em geral. O que é necessário saber é que todos estes medos são normais e fazem parte do desenvolvimento infantil.

A revista brasileira Crescer falou com a psicóloga Rita Calegari e esta desvendou os medos mais comuns em cada fase do crescimento:
Até aos 7 meses
- Barulhos inesperados e luzes fortes.
Dos 7 meses a 1 ano e meio
- Pessoas, ambientes e objectos novos;
- Perder os pais de vista.
De 1 ano e meio aos 3 anos
- Escuridão;
- Pessoas mascaradas;
- Ficar sozinho.
Dos 3 aos 5 anos
- Monstros;
- Fantasmas;
- Escuridão;
- Animais;
- Chuva;
- Trovoada;
- De se perder.
A partir dos 5 anos
- Ser deixado na escola;
- Ladrões;
- Personagens assustadoras.
A partir dos 6 anos
- Da própria morte;
- Da morte dos pais;
- De ser criticado.
Se não sabe como lidar com alguns dos medos do seu filho e precisa de ajuda, clique aquipara saber mais sobre o assunto.

Saiba se está vulnerável face aos ladrões da Net - JN.PT

A Comissão de Proteção de Dados alertou, este domingo, que as pessoas disponibilizam informação pessoal na internet de forma "negligente e ingénua", como o fazem também empresas e entidades públicas. E lançou um teste de auto-avaliação.
Para evitar o adágio "depois de casa roubada trancas à porta", a CNPD, na sua página na internet, faz um teste para avaliar o grau de vulnerabilidade face aos ladrões e deixa conselhos de proteção.
Num ano em que a CNPD elegeu como de combate à usurpação de identidade, Clara Guerra, coordenadora do serviço de informação e relações internacionais, avisa que é cada vez mais fácil "roubar a identidade" porque "as pessoas disponibilizam" demasiada informação na internet.
Criando uma identidade falsa podem ser abertas contas bancárias, fazer-se empréstimos ou compras. Clara Guerra diz que o roubo de identidade para fins ilícitos sempre existiu, mas lembra que "antigamente quando havia um roubo quase sempre se recuperavam os documentos", o que não acontece hoje, porque "há um mercado de documentos".
Com a internet os criminosos tiveram a vida facilitada, afirmando a responsável que é fácil num motor de pesquisa aceder a listas com nomes associados ao número do cartão de cidadão ou de identificação fiscal.
"Hoje a internet é um meio fértil para recolher informações", há "muitas empresas e entidades públicas que divulgam informação pessoal" e, por vezes, alegando transparência, "publica-se na internet", diz Clara Guerra, exemplificando com o Ministério da Educação, que durante anos publicava na internet, "em página aberta", listas de professores com os números dos bilhetes de identidade associados.
"Divulgar o número do bilhete de identidade/cartão de cidadão não é correto", há informação disponibilizada com boa intenção "mas que é violadora e pode ser usada de forma abusiva por terceiros", avisa.
A internet "representa um repositório muito grande de informação pessoal e, por isso, há riscos acrescidos", diz a responsável da CNPD, acrescentando que as redes sociais vieram ainda piorar a situação. E conta que, ao contrário do que se poderia pensar, os jovens estão mais sensibilizados para o problema do que os adultos, "que facilmente partilham informações pessoais que lhes podem sair caras".
Clara Guerra dá como exemplo a rede social FaceBook, que dá uma "falsa sensação de segurança", e adianta: "antigamente as pessoas preservavam os contactos, os amigos, mas hoje expõem a sua rede, dizem com quem se relacionam, o tipo de relações, a família, os amigos, os colegas de trabalho".
As pessoas não têm a noção de que aquilo que colocarem nas redes sociais pode influenciar na obtenção de um emprego e também expõem em demasia os filhos, disse a responsável, lembrando um acórdão do Tribunal da Relação de Évora e que a revista semestral da CNPD (Fórum de Proteção de Dados) cita.
Neste acórdão, os juízes impuseram aos pais o dever de se absterem de publicar nas redes sociais fotografias ou informações identificando a filha, afirmaram que proteger a imagem e a vida privada é tão importante como promover o sustento, a saúde a educação dos filhos, que "não são coisas ou objetos pertencentes aos pais e de que estes podem dispor a seu bel-prazer".
O acórdão cita várias normas para dizer que há "um perigo sério e real adveniente da divulgação de fotografias e informações de menores nas redes sociais".
No início do mês a PSP também já tinha alertado que os pais não devem de publicar fotografias das caras dos filhos, a localização ou os nomes, avisando que uma fotografia que se publica na internet é para sempre.
A proteção de dados pessoais é um direito fundamental consagrado na Constituição (artigo 35) e que completa 40 anos a 2 de abril.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Os novos preços para 2016 - NEGOCIOS.PT

Da electricidade à água, passando pelas portagens e telecomunicações saiba quanto vão aumentar as facturas em 2016.
ELECTRICIDADE
A factura da luz vai aumentar em média 2,5% para as famílias portuguesas. Esta actualização das tarifas significa um aumento de 1,18 euros para uma conta mensal de 47,6 euros. Os novos preços vão abranger 1,9 milhões de clientes que ainda se encontram no mercado regulado, o que corresponde a 12% do consumo total.
ÁGUA
A partir de dia 1 de Janeiro a conta da água fica mais cara. O preço vai aumentar em média 33 cêntimos por mês para a maioria dos clientes da EPAL.
GÁS
As tarifas do gás natural vão manter-se inalteradas no início de 2016. As actualizações para os clientes no mercado regulado só são feitas a 1 de Julho, não sendo por isso conhecidos os novos valores. As tarifas para o ano 2015/2016 recuaram em média 7,3%.
TELECOMUNICAÇÔES
Em 2016 a factura dos serviços de telecomunicações vai subir em média 3%, um valor em linha com a actualização feita em 2015. Os preços na Meo vão aumentar cerca de 2,5% a partir do dia 1 de Janeiro. A Nos não divulgou a média das actualizações que vai implementar logo no arranque do novo ano também, mas de acordo com as informações disponíveis no seu site, vão rondar os 3%. Já os clientes da Vodafone vão ver os preços aumentarem entre 2% e 3% a partir de 13 de Janeiro.
PORTAGENS
A maioria das taxas de portagem nas auto-estradas nacionais ficará inalterada a 1 de Janeiro de 2016, pelo terceiro ano consecutivo. Mas há aumentos de cinco cêntimos em 34 das 550 tarifas de portagens que lhe estão concessionadas à Infraestruturas de Portugal.Já as portagens nas pontes 25 de Abril e Vasco da Gama, concessionadas à Lusoponte, vão sofrer uma actualização a 1 de Janeiro e 2016 que varia entre os 0,05 euros, para os veículos de classe 1 em ambas as travessias, e os 0,15 euros, na classe 4 na ponte Vasco da Gama.
TRANSPORTES
Nos transportes públicos também não haverá alterações nos preços em 2016. Os títulos dos transportes da Carris, STCP, metros de Lisboa e Porto e Transtejo/Soflusa não vão sofrer qualquer actualização em função da taxa de inflação.
RENDAS
Os proprietários de imóveis arrendados vão poder aumentar as rendas em 0,16%, uma variação praticamente nula. Em 2015 não houve alteração no valor das rendas. O aumento previsto para 2016 não se aplica aos contratos antigos, os quais têm sofrido grandes aumentos na sequência da nova Lei das Rendas.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Inverno 30 graus mais quente no Polo Norte - JN.PT

É caso para dizer que "o tempo está louco". As temperaturas no Polo Norte estavam esta quarta-feira perto dos dois graus Celsius, mais altas dos que os habituais 30 negativos que se fazem sentir na região durante esta época.

As temperaturas no Polo Norte aproximaram-se dos dois graus por causa da tempestade que passou pelos Estados Unidos, causando tornados mortais, e estão também relacionadas com as fortes chuvas que esta semana causaram centenas de inundações no Reino Unido, segundo dados revelados pela Agência Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos.
O especialista do jornal "Washington Post" Jason Samenow diz que que a "onda de ar quente que forma uma linha reta em direção ao Polo Norte é algo impressionante".
A Agência Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos afirma que o aquecimento da atmosfera na região do Ártico ocorre em níveis duas vezes mais rápidos do que em qualquer outra parte do mundo.
As temperaturas no Polo Norte devem voltar aos valores habituais já a partir desta sexta-feira.

sábado, 26 de dezembro de 2015

Ressonar. Estas dicas podem mudar a sua vida - IONLINE.PT

Ressonar pode não lhe agradar a si, mas não agrada principalmente a quem o rodeia. 

E, foi exactamente por isso que, um site brasileiro recorreu a um especialista da Associação Brasileira do Sono, Luciano Ribeiro, para recolher algumas dicas que podem mudar tanto a sua vida como a da sua família.
Deixamos aqui as dicas do especialista para que consiga dormir melhor e sem fazer barulho.
1 – Deve apostar no exercício físico, até porque uma das causas é a obesidade.
2 – Cuide da sua alimentação. Além de ajudar a prevenir o excesso de peso (já referido no ponto um), ajuda na digestão. Sem que se não fizer bem a digestão prejudica o seu sono e pode fazer com que ressone mais facilmente. Deve também evitar comer muito. Aposte em refeições mais leves.
3 - Não durma de barriga para cima. De acordo com o especialista, esta posição faz com que a faringe fique mais fechada e, por isso, o ar tem “menos espaço para passar”.
4 - Evite o álcool. De acordo com o especialista, é muito importante que evite as bebidas alcoólicas.

Europa sem "Natal branco". Dezembro será o mais quente desde 1934 - DN.PT

Meteorologista em Bruxelas explica porque as temperaturas estão altas. 
A Bélgica acordou hoje com a certeza de que não haverá um Natal em tons brancos e que o dezembro de 2015 deverá ser o mais quente desde 1934, como notou um meteorologista à imprensa local.
A possibilidade de as temperaturas não baixarem até ao final do ano também faz lamentar a falta de viagens até às estâncias de esqui no centro da Europa.
O meteorologista David Dehenauw explicou que o 'culpado' é uma massa ar de tipo subtropical, proveniente do Oceânico Atlântico, e que não tem tempo de perder temperatura quando chega à Europa.
Por enquanto, o especialista ainda não dá certezas sobre se esta tendência nas temperaturas irá manter-se no início do novo ano.
Assim, é "provável que seja o dezembro mais quente desde o registado em 1934, com uma média de 7,5º", indicou David Dehenauw.
O mês de novembro de 2015 tinha já sido o segundo mais quente desde que as medições meteorológicas começaram, com uma temperatura média de 10,1º, em vez dos habituais 6,8º.
Com menos frio, as estações de esqui belgas e luxemburguesas devem permanecer fechadas até final de 2015, uma vez que as pistas de esqui de fundo precisam de 10 a 15 centímetros de neve, e o esqui alpino de 20 centímetros.
Mas, as autoridades do Turismo da área leste da Bélgica mantém-se otimistas, lembrando a época recorde de 2014, que apenas começou a 27 de dezembro e incluiu 39 dias de atividades.
"Já tivemos invernos tardios. Difere de ano para ano e haverá falta de neve durante as férias do Natal", acrescentaram as autoridades.
A zona leste do país tem 19 centros de desportos de inverno.