sábado, 26 de dezembro de 2015

Europa sem "Natal branco". Dezembro será o mais quente desde 1934 - DN.PT

Meteorologista em Bruxelas explica porque as temperaturas estão altas. 
A Bélgica acordou hoje com a certeza de que não haverá um Natal em tons brancos e que o dezembro de 2015 deverá ser o mais quente desde 1934, como notou um meteorologista à imprensa local.
A possibilidade de as temperaturas não baixarem até ao final do ano também faz lamentar a falta de viagens até às estâncias de esqui no centro da Europa.
O meteorologista David Dehenauw explicou que o 'culpado' é uma massa ar de tipo subtropical, proveniente do Oceânico Atlântico, e que não tem tempo de perder temperatura quando chega à Europa.
Por enquanto, o especialista ainda não dá certezas sobre se esta tendência nas temperaturas irá manter-se no início do novo ano.
Assim, é "provável que seja o dezembro mais quente desde o registado em 1934, com uma média de 7,5º", indicou David Dehenauw.
O mês de novembro de 2015 tinha já sido o segundo mais quente desde que as medições meteorológicas começaram, com uma temperatura média de 10,1º, em vez dos habituais 6,8º.
Com menos frio, as estações de esqui belgas e luxemburguesas devem permanecer fechadas até final de 2015, uma vez que as pistas de esqui de fundo precisam de 10 a 15 centímetros de neve, e o esqui alpino de 20 centímetros.
Mas, as autoridades do Turismo da área leste da Bélgica mantém-se otimistas, lembrando a época recorde de 2014, que apenas começou a 27 de dezembro e incluiu 39 dias de atividades.
"Já tivemos invernos tardios. Difere de ano para ano e haverá falta de neve durante as férias do Natal", acrescentaram as autoridades.
A zona leste do país tem 19 centros de desportos de inverno.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Ladrões ajudam a prevenir assaltos - IONLINE.PT

Vários ladrões e ex-ladrões partilharam no fórum Reddit algumas dicas para prevenir um assalto à sua casa.

Aqui estão elas as que receberam mais votos no mesmo fórum:
1)    “Autocolantes com símbolos de empresas de segurança ou placas a dizer ‘Cuidado com o cão’ não servem para nada. Uma vez entrei numa casa através da porta para o cão”;
2)    “As pessoas acham que os cães maiores intimidam mais, mas eu evitava sempre as casa com os cães mais pequenos, que nunca se calam”;
3)    “Não publique no Facebook que não está em casa ou quanto tempo ai estar fora. Não publique fotografias das férias até regressar”;
4)    “Tente bloquear bem as janelas. Um ladrão consegue facilmente abri-las com uma chave de fendas”;
5)    “Costumava escolher casas com base naqueles truques estúpidos que as pessoas usam quando saem: Muitas luzes acesas e uma televisão muito alta às duas da manhã de um domingo?!”;
6)    “Não deixe as pequenas coisas à mostra. Eu costumava assaltar a pé e levava dinheiro, jóias, pequenos electrodomésticos, etc”;
7)    “Use o tranco da porta. É facílimo abrir uma porta que não esteja bem trancada. Mais vale deixá-la aberta”;
8)    “Alguns ladrões associam-se a taxistas e eles dizem-lhes quando a casa está vazia. Peça ao taxista para o deixar perto de casa, não na morada certa”;
9)    “Câmara – dentro e fora. Conheço um homem que foi apanhado por aparecer numa webcam que se encontrava dentro de casa. Deixe-as bem visíveis”;
10)    “Tente não ter escadotes ou algo do género no jardim. Essas ferramentas ajudam-nos a trepar e abrir janelas”.

5 regras fundamentais para fugir aos desastres de comunicação - DINHEIROVIVO.PT

As cinco regras fundamentais para negociar com alguém cujo estilo de comunicação cultural é diferente do nosso.

Tim Carr, um americano que trabalha para uma empresa de defesa nos Estados Unidos, estava prestes a iniciar uma negociação sensível com um importante cliente saudita, mas não estava muito preocupado. Carr era um negociador experiente e bem treinado nos princípios básicos da negociação. O telefonema para a Arábia Saudita decorreu de acordo com o plano. Cuidadosamente, Carr conduziu o potencial cliente a aceitar o contrato, e o objetivo parecia alcançado. Porém, depois de concluir uma recapitulação minuciosa de quem tinha concordado com o quê, foi brindado com um longo silêncio. Finalmente, ouviu uma voz firme, “Já lhe disse que o faria. Julga que não cumpro as minhas promessas? Que não tenho palavra?” Foi o fim da discussão — e do contrato. As muitas teorias existentes acerca da negociação podem funcionar perfeitamente quando estamos a negociar com uma empresa do nosso país. Mas aquilo que nos leva a obter um “sim” numa cultura, pode conduzir-nos a um “não” noutra. Neste artigo, identifico as cinco regras fundamentais para negociar com alguém cujo estilo de comunicação cultural é diferente do nosso. 

ADAPTE A SUA FORMA DE EXPRIMIR DESACORDO

Em algumas culturas é apropriado dizer “discordo totalmente” ou afirmar à outra parte que ela não tem razão; isto pode até ser considerado parte de uma discussão saudável. Noutras culturas, o mesmo comportamento provocará raiva e, possivelmente, uma quebra irremediável da relação. A solução é procurar pistas verbais — especificamente, aquilo a que os linguistas chamam “upgraders” e “downgraders”. Os primeiros são aquelas palavras que podemos usar para enfatizar o nosso desacordo, como “totalmente”, “completamente” e “absolutamente”. Os segundos — “parcialmente”, “um pouco” e “talvez” — suavizam o desacordo. Russos, alemães, israelitas e holandeses usam muitos upgraders ao exprimirem desacordo. Mexicanos, tailandeses, peruanos e ganeses usam muitos downgraders. Tente compreender a função dos upgraders e downgraders no seu próprio contexto cultural. Se estiver a negociar com um peruano e ele lhe disser que “discorda um pouco”, pode estar a preparar-se um problema sério. Mas se negoceia com um alemão que afirma “discordar completamente”, pode estar prestes a encetar um debate muito agradável. 

PERCEBA QUANDO DEVE CONTER-SE E QUANDO DEVE TER DEMONSTRAÇÕES EMOCIONAIS 

Em algumas culturas é comum, durante as negociações, levantar a voz quando está excitado, rir apaixonadamente ou tocar no braço da outra pessoa. Noutras culturas, todas essas demonstrações são vistas como falta de profissionalismo. O que torna as negociações internacionais complicadas é que as pessoas de algumas culturas emocionalmente muito expressivas — como o Brasil, México e Arábia Saudita — podem também evitar exprimir abertamente o desacordo. Os mexicanos tendem a discordar de maneira suave, embora exprimam as emoções abertamente. Na Dinamarca, na Alemanha e na Holanda, o desacordo aberto é visto como positivo desde que expresso calma e factualmente. A segunda regra das negociações internacionais é reconhecer o que uma efusão emocional pode significar na cultura com a qual está a negociar e adaptar-se de acordo com isso. 

PERCEBA COMO A OUTRA CULTURA CONSTRÓI A CONFIANÇA

 Durante uma negociação, ambas as partes estão a considerar explicitamente se o acordo beneficiará o seu próprio negócio e implicitamente a tentar avaliar se podem confiar na outra. Aqui, as diferenças culturais podem ter grande impacto. A forma como começamos a confiar em alguém varia dramaticamente de uma parte do mundo para outra. As investigações realizadas nesta área dividem a confiança em duas categorias: “cognitiva” e “afetiva”. A confiança cognitiva é baseada na confiança que sentimos nas realizações e capacidades de alguém. A afetiva provém de sentimentos de proximidade emocional, empatia ou amizade. Na maioria dos mercados emergentes ou mais recentes, do Brasil e Índia ao sudeste asiático e África, há pouca probabilidade de os negociadores confiarem uns nos outros enquanto não se realizar uma conexão emocional. O mesmo é verdade para a maior parte do Médio Oriente e das culturas mediterrânicas. Isso pode tornar as negociações complicadas para os norte-americanos, australianos, britânicos e alemães, mais orientados para a tarefa. Em certas culturas é necessário construir uma conexão emocional o mais cedo possível. Investir tempo em refeições e bebidas, e não falar de negócios durante essas atividades. Acabará por ter, além de um amigo, um contrato. 

EVITE PERGUNTAS DE SIM OU NÃO 

A certa altura, durante uma negociação, precisará de pôr uma proposta em cima da mesa — e descobrir se o outro lado a aceita. Um dos aspetos das negociações internacionais que causa mais confusões é que em algumas culturas a palavra “sim” pode ser usada quando o verdadeiro significado é não. Noutras culturas, o “não” é a resposta reflexa mais frequente, mas significa muitas vezes “Vamos discutir um pouco mais”. Em ambos os casos, interpretar mal a mensagem pode levar a um desperdício de tempo ou a um atraso sério. Quando precisa de saber se a pessoa que está a negociar consigo vai fazer alguma coisa mas a sua resposta a todas as perguntas o deixa cada vez mais confuso, lembre-se da quarta regra das negociações interculturais: sempre que possível, evite colocar perguntas cuja resposta seja sim ou não. Se tiver de o fazer, ao negociar com o sudeste asiático, o Japão ou a Coreia, utilize todas as suas antenas emocionais. Mesmo que a resposta seja afirmativa, alguma coisa pode dar-lhe a sensação contrária: um silêncio um pouco mais prolongado, um longo reter de respiração. Se assim for, é provável que o acordo não esteja selado. 

TENHA CUIDADO AO PÔR AS COISAS POR ESCRITO 

Os gestores americanos aprendem a repetir mensagens-chave e a recapitular uma reunião por escrito. Também no norte da Europa a clareza e a repetição são a base de uma negociação eficaz. Mas esta boa prática pode sugerir falta de confiança em negociações com África ou Ásia. A diferença de abordagem pode dificultar a redação de um contrato. Os americanos confiam muito nos contratos escritos, mas em países onde o sistema legal é tradicionalmente de menor confiança e as relações têm um peso maior nos negócios, os contratos escritos são menos frequentes. Nesses países os contratos representam muitas vezes um compromisso de fazer o negócio, mas não são legalmente vinculativos. Assim, são menos minuciosos e menos importantes. A quinta e última regra para negociações internacionais é proceder com prudência em relação ao contrato. Peça à outra parte para redigir a primeira versão, para perceber com quantos pormenores eles planeiam comprometer-se antes de lhes pôr à frente um documento de vinte páginas. E esteja preparado para fazer revisões. Quando negociar em mercados emergentes, lembre-se de que tudo nesses países é dinâmico, e que nenhum contrato é 100% definitivo Finalmente, é preciso não esquecer as regras universais: ao negociar um acordo, precisamos de persuadir e reagir, de convencer e esquivar, fazendo valer os nossos argumentos durante o processo. No calor da discussão, aquilo que se diz é importante. Mas a confiança que terá construído e a sua capacidade para adaptar o seu comportamento ao contexto, acabarão por fazer a diferença entre o sucesso e o fracasso. 
Resumo da Ideia 

O PROBLEMA: Nas negociações com países diferentes, os gestores descobrem muitas vezes que acordos perfeitamente racionais acabam por se desfazer quando as pessoas com quem negoceiam fazem exigências aparentemente irracionais ou não respeitam os seus compromissos. 

A RAZÃO POR QUE ACONTECE: Cada cultura tem as suas próprias normas de comunicação e, ao longo do tempo, apercebemo-nos de que o que numa cultura nos conduz a um “sim”, noutra cultura pode conduzir-nos a um “não”.

A SOLUÇÃO: Pode reduzir os problemas de comunicação respeitando estas cinco regras fundamentais: 

Perceba como deve exprimir o desacordo. 
Reconheça o significado da expressividade emocional. 
Aprenda a forma como a outra cultura constrói a confiança. 
Evite perguntas de sim ou não. 
Tenha cuidado ao pôr as coisas por escrito. 

Em Busca de Pontes Culturais 

Nada pode substituir a capacidade de aprender tudo o que for possível acerca da cultura com que vai negociar. Mas arranjar uma ponte cultural — alguém que seja da outra cultura, que pertença a ambas as culturas ou que, pelo menos, tenha uma experiência forte relativamente ao outro — que vá consigo para a mesa de negociações pode dar-lhe uma boa vantagem. Claro que, se uma das partes não falar bem a sua língua, é comum ter a ajuda de um intérprete, mas uma ponte cultural pode causar um grande impacto se não houver divisões linguísticas. Durante os intervalos, por exemplo, pode pedir a essa pessoa que lhe explique o que se vai passando nas entrelinhas. A executiva inglesa Sarah Stevens estava a dirigir uma equipa de americanos durante uma negociação no Japão. As partes japonesas falavam todas bem inglês, mas três horas depois do início da negociação Stevens percebeu que a sua equipa estava a falar 90% do tempo, o que a deixou preocupada. Pediu conselho a um funcionário do escritório da empresa no Japão e este explicou-lhe que os japoneses param frequentemente para pensar antes de falarem — e que para eles o silêncio não é desconfortável como é para os americanos ou britânicos. O colega aconselhou Stevens a adotar a abordagem japonesa: depois de colocar uma questão, aguardar em silêncio e pacientemente por uma resposta. Também lhe disse que os japoneses muitas vezes tomam decisões em grupo, pelo que podiam precisar de conferenciar antes de darem uma resposta. Se após um período de silêncio não houvesse uma resposta clara, Stevens devia sugerir um pequeno intervalo para poderem ter uma conversa privada. Explicou-lhe que no Japão era comum resolver uma série de conflitos potenciais em conversas informais de um para um antes do encontro formal do grupo, que é visto mais como um lugar para selar decisões que já foram tomadas. Esta informação já chegou tarde para aquela viagem, mas Stevens teve o cuidado de, na vez seguinte, permitir discussões informais prévias. Graças à sua ponte cultural, obteve o acordo que esperava. Se a sua equipa não tem um candidato óbvio para este papel, procure entre outros funcionários da empresa. Mas não cometa o erro comum de pensar que alguém que fala a língua e tem um familiar da cultura em questão vai necessariamente ser uma boa ponte cultural. Consideremos um gestor inglês de origem coreana: ele tinha o aspeto de um coreano, tinha um nome coreano e falava a língua sem sotaque, mas nunca vivera nem trabalhara na Coreia; os seus pais tinham emigrado para Inglaterra quando eram adolescentes. A sua empresa pediu-lhe que ajudasse numa importante negociação que decorreria na Coreia, mas quando lá chegou percebeu rapidamente que a sua equipa se teria saído melhor sem ele. Como falava tão bem a língua, os coreanos partiam do princípio de que se comportaria como um deles, e ficavam ofendidos quando ele falava com a pessoa errada na sala ou quando os confrontava demasiado diretamente. Como ele observa, “Se eu não parecesse tão coreano, eles ter-me-iam perdoado o mau comportamento".

Cimeira de Paris aprova acordo histórico para conter o aquecimento global - PUBLICO.PT

Novo tratado internacional envolverá todos as nações num esforço colectivo para tentar conter a subida da temperatura do planeta a 1,5ºC.

Depois de anos de negociações e hesitações, um acordo histórico para conter o aquecimento global foi aprovado neste sábado em Paris. Representantes de 195 países disseram "sim" a um novo tratado internacional, que envolverá todas as nações num esforço colectivo para tentar conter a subida da temperatura do planeta a 1,5ºC.

Se as promessas forem cumpridas, algures na segunda metade deste século o mundo terá praticamente abandonado os combustíveis fósseis e as emissões que restarem de gases com efeito de estufa serão anuladas pela sua absorção por florestas ou pela sua captura e armazenamento.

A base do acordo são planos nacionais, a apresentar a cada cinco anos por todos os países, contendo a sua contribuição para a luta contra o aquecimento global. É uma abordagem duplamente diferente da que havia até agora na diplomacia climática. Não há metas impostas aos países, são eles que decidem o que fazer. E todos têm de participar, e não apenas os países desenvolvidos, embora estes tenham de liderar os esforços na redução de emissões de gases com efeito de estufa.

É a primeira vez que surge um acordo internacional, com força legal, a vincular todos os países a fazerem esforços para conter as suas emissões.

Um mecanismo de monitorização e reforço destes planos vai ser colocado em prática, para assegurar que o limite de subida dos termómetros não será ultrapassado. E os países desenvolvidos prometem ampliar a ajuda às nações mais vulneráveis.

Apesar das críticas de que lhe falta ambição, o acordo é visto como um passo histórico, pelo seu carácter universal e por ultrapassar divergências que tinham até agora impedido que se encontrasse um substituto do Protocolo de Quioto.

O Acordo de Paris, como foi baptizado o resultado da cimeira, resulta de quatro anos de negociações e de uma maratona final de duas semanas numa cimeira climática da ONU em Le Bourget, nos arredores da capital francesa.

Na manhã deste sábado, depois da derradeira noite de negociações, o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Laurent Fabius, anunciou que havia um texto final, representando um compromisso entre todos os países. Emocionado, foi aplaudido de pé.

Foram ainda necessárias horas suplementares para resolver algumas objecções finais e traduzir o acordo nas seis línguas oficiais das Nações Unidas.

Ao final da tarde, o plenário da conferência foi-se enchendo com ministros e negociadores sorridentes. Bateram-se palmas novamente para Laurent Fabius. O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, chegou acompanhado pelo ex-vice-Presidente Al Gore – que atendeu a sucessivos pedidos para selfies. O clima era de festa, alívio e dever cumprido.

Empresas portuguesas vão ajudar a construir o maior telescópio óptico do mundo - PUBLICO.PT

A ISQ e a Critical Software ganharam concursos de 1,5 milhões de euros para integrar a construção do European Extremely Large Telescope.




As empresas portuguesas ISQ e Critical Software vão participar na construção do European Extremely Large Telescope (E-ELT), o maior telescópio óptico do mundo, do Observatório Europeu do Sul (ESO), no deserto do Atacama, no Chile, anunciou nesta quarta-feira a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT). As duas empresas vão ganhar ao todo “perto de 1,5 milhões de euros”, de acordo com o comunicado da FCT, para “análise de requisitos desoftware”, no caso da Critical Software, e a “verificação de materiais”, no caso da ISQ.

O Telescópio Europeu Extremamente Grande (a tradução do nome inglês) é uma das grandes apostas do ESO – a organização intergovernamental europeia com 15 países-membros, incluindo Portugal, e que tem sede na Alemanha. A construção vai iniciar-se em 2016 e quando terminar, em 2024, o E-ELT terá um espelho de 40 metros de diâmetro, composto por 798 espelhos hexagonais com 1,4 metros de diâmetro e cinco centímetros de espessura.

O telescópio irá ser erigido a 3060 metros de altitude no Monte Armazones, no Norte do Chile, e custará 1083 milhões de euros (a preços de 2012). A construção destes grandes instrumentos é feita por concursos em que instituições ou empresas dos países-membros que integram o projecto se candidatam para produzir peças ou para assegurar outros aspectos importantes do processo, como a verificação de software ou de materiais.

A Critical Sotware, que trabalha na área do software, foi uma das 13 empresas de seis países que se candidataram para “a análise de requisitos de softwaredos sistemas de controlo do telescópio e a preparação e execução de testes manuais e automáticos”, ganhando o concurso.

Já a ISQ, que fornece serviços de inspecção e ensaio na área da engenharia, irá “assegurar tarefas como a verificação de materiais, peças e produtos finais”. No fundo, irá ajudar a fazer o controlo de qualidade de algumas das estruturas que vão integrar o telescópio.O trabalho das duas empresas será importante durante a montagem, a integração e a verificação do telescópio.

O E-ELT terá capacidade de obter 13 vezes mais luz do que os maiores telescópios ópticos existentes e produzirá imagens 16 vezes mais nítidas do que o telescópio espacial Hubble, explica o comunicado da FCT. Esta capacidade, irá permitir “estudar detalhadamente objectos como planetas que giram à volta de outras estrelas, os primeiros objectos do Universo, buracos negros supermassiços, e a natureza e distribuição da matéria escura e da energia escura que domina o Universo”, explica o site do ESO.


Metais tóxicos na horta comunitária - JN.PT

Uma análise feita pelo Ministério do Ambiente à horta comunitária de Guimarães detetou níveis elevados de zinco, cobre e ferro no solo. Essas substâncias são boas para a terra mas, em excesso, tornam-se perigosas.




O documento onde constam os resultados avaliados é de 2011, mas só na quarta-feira foi tornado público na Assembleia Municipal de Guimarães, após a Oposição PSD ter requerido todas as avaliações feitas aos terrenos da horta comunitária.



Doentes vão poder escolher hospital - JN.PT

Os utentes vão passar a ser ouvidos, pelo médico de família, na escolha do hospital onde terão acesso a consultas de especialidade, tratamentos ou cirurgias, tendo em conta os tempos de espera.

A medida, que deixa de vincular a referenciação dos utentes para os hospitais da área da residência, faz parte de um pacote anunciado pela tutela para reformar o Serviço Nacional de Saúde (SNS).
"A ideia é que o doente discuta com o seu médico de família e possa optar por uma unidade que lhe dê melhor resposta", explicou o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo. Segundo o governante, ao poderem mudar de hospital, os utentes estão a estimular "um mercado interno competitivo no SNS", permitindo que as grandes unidades "possam executar mais atos" sendo financiadas para esse efeito.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Preços. Saiba o que vai aumentar já em Janeiro - ionline.pt

Já estamos em contagem decrescente para um novo ano.

Banca e telecomunicações são os sectores que vão registar maiores aumentos no início do novo ano. No caso da Caixa Geral de Depósitos, há comissões que chegam a subir 20%, já nas telecomunicações prepare-se para pagar mais 12 euros por ano. Mas nem tudo são más notícias. Há sectores em que vamos assistir a uma manutenção ou descida de valores. Vai pagar o mesmo nas portagens, no pão e na renda de casa. Na conta da água e do IMI, a subida ou descida estará dependente da câmara onde vive
Luz
A factura vai subir 2,5%, quer para os clientes no mercado liberalizado quer para os consumidores que ainda têm as tarifas transitórias do regime regulado. Só os consumidores com tarifa social têm um aumento menor, de 0,9%. Esta é a proposta da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, que terá agora de ser validada pelo Conselho Tarifário – uma estrutura que reúne autoridades públicas, empresas e representantes de consumidores. A decisão final será conhecida a 15 de Dezembro, mas o Conselho Tarifário costuma seguir as recomendações da ERSE. Caso se confirme a subida de 2,5% para a generalidade dos consumidores, o impacto é de 1,18 euros num uma factura mensal de 47,6 euros.
Água
Os preços vão depender de cada município. Com a reforma do sector levada a cabo pelo anterior governo, está a ser feita uma harmonização de tarifas em todo o país, em que a regra geral é baixar preços na maioria dos concelhos do interior, fazendo aumentos graduais no litoral, onde estão os concelhos mais populosos. Na Grande Lisboa, por exemplo, os maiores municípios vão sofrer um agravamento do preço da água de 6%, se as câmaras decidirem transferir a subida da tarifa para o consumidor final. Sintra, Loures, Amadora, Cascais ou Odivelas estão neste grupo. Uma subida de  6% na tarifa da água representa apenas 19 cêntimos num consumo médio de 10m3 por agregado familiar, mas as famílias estão também expostas a múltiplas taxas e encargos que as câmaras somam à conta da água.
Comunicações
Tanto a Nos como a Meo já divulgaram o novo preçário para 2016 nos seus sites. No caso da Meo, todos as mensalidades vão subir um euro. Por exemplo, o tarifário unlimited (mensalidade com fidelização) vai passar de 11,99 para 12,99 euros. Já no caso da Meo, um tarifário que actualmente custa 9,90 euros por mês (com 200 MB) passa a custar 10,49. Se duplicar a navegação em vez de pagar 19,90 euros passará a custar já em Janeiro 13,49 euros. No caso de 1G em vez dos actuais 16,90 euros passará a a custar 17,49 euros mensais.
Bancos
Alguns dos principais bancos vão aproveitar o novo ano para actualizar comissões. A CGD tem das subidas mais acentuadas. Os aumentos podem chegar aos 20%, como na comissão anual de utilização dos cartões multibanco Caixautomática Electron e Maestro, que passa de 15 para 18 euros. Muitos clientes vão começar a pagar as comissões mensal e anual de manutenção de depósitos (4,95 euros e 59,4 euros, respectivamente). Até agora, quem tivesse um saldo médio de 3500 euros não pagava; só escapa quem tiver mais de 5000 euros.
IMI
As câmaras podem aplicar uma taxa de IMI que varia entre 0,3 e 0,5%. De um total de 308 autarquias, 294 já comunicaram o valor que irão cobrar aos munícipes. A maioria manteve as taxas mínimas, 41 optou por descer e apenas três decidiram subi-la. É o caso de Felgueiras, Aveiro e  Mourão.
Há quem tenha também optado por dar descontos se respeitar alguns critérios: os agregados familiares que tiverem um filho podem obter um desconto até 10%, os que tiverem dois filhos podem gozar de um desconto até 15%, e se tiverem três ou mais, o desconto pode chegar aos 20%. Muitas autarquias já tomaram a decisão de conceder esta benesse, nomeadamente Lisboa, Braga, Oeiras ou Viseu. Ao todo, foram 123 as câmaras que já deram o seu aval ao desconto. Das restantes 185 autarquias, um total de 27 já decidiram que não vão implementar a medida, muitas delas por se encontrarem em situação financeira delicada. São os casos da câmara do Porto, Faro, Ermesinde e Vila Nova de Gaia.
Saúde
Ainda não são conhecidos os valores que serão cobrados em 2016, mas ainda em Novembro os preços foram revistos. É o caso das taxas moderadoras cobradas nos Serviços de Atendimento Permanente (SAP) que passou a ser igual, independentemente do horário das consultas. Em vez de 10 euros passam a ser cobrados  5 euros, igual ao que é praticado nos centros de saúde. Já a interrupção voluntária da gravidez por opção da mulher passou a ser paga: 7,75 euros. Nas urgências hospitalares, podem ser necessários vários meios de diagnóstico de valor avultado, mas o utente pagará, no máximo, 50 euros pelo atendimento (consulta e exames médicos).
Rendas
As rendas vão sofrer uma actualização praticamente nula no próximo ano devido ao baixo valor da inflação. Isto porque os senhorios poderão actualizar os valores em apenas 0,16%, uma variação praticamente nula face aos valores actuais, e que acontece depois de em 2015 não se ter verificado qualquer alteração. O reduzido valor de actualização pode levar muitos proprietários a não fazer a actualização.
Os senhorios mesmo assim que queiram rever os valores poderão fazê-lo, respeitando uma antecedência mínima de 30 dias face à data de actualização.
O universo de contratos de arrendamento revelado pelos últimos Censos ascende a mais 700 mil, mas as regras de actualização não são iguais para todos.
Transportes e portagens
Cabe ao governo definir a actualização de preços dos transportes colectivos no início de cada ano, como o Metro ou a Carris, mas até ao momento ainda não o fez. O atraso deve-se ao período de indefinição política pós-eleitoral e à mudança de governo e das políticas para o sector, explicou ao i uma fonte das autoridades de transporte público. Como ainda não se sabe se há ou não reversão das concessões decididas pelo anterior governo, as decisões políticas sobre os preços estão também em aberto, justificou. Quanto às portagens, os condutores irão pagar o mesmo por passarem nas auto-estradas da Brisa e nas principais concessões. A actualização anual de preços  está indexada à inflação medida pelo INE em Outubro, que ficou em 0,63%. Como este valor não é suficiente para uma actualização mínima de cinco cêntimos nas taxas, os preços devem ficar inalterados.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Os alimentos certos para cada maleita - ionline.pt

Para cada mal há um remédio. A CNN fez um apanhado de alguns alimentos mais indicados para cada tipo de doença. 

Cada pessoa tem um ponto fraco. Há quem tenha mais problemas gástricos, outros respiratórios, por exemplo. Para cada mal há um remédio. Basta acertar nele.
A CNN fez um apanhado de alguns alimentos mais indicados para cada tipo de doença. Confirme!
Enjoo

A verdade é que a última coisa que uma pessoa com náuseas quer é comer. Mas há alimentos que podem aliviar esse mal-estar. O importante é regular os níveis de ácidos no estômago. A solução passa por comer pequenas porções de alimentos que não tenham cheiro intenso. É o caso de bolachas salgadas, tostas e cereais. Comer fatias de limão fresco e hortelã-pimenta também ajuda. Se prefere ingerir líquidos, opte por beber chá de limão ou gengibre.
Evite comida gordurosa, oleosa ou picante. No que diz respeito aos líquidos, recuse as bebidas alcoólicas, o café e os refrigerantes.
Dores Musculares
Se é adepto do ginásio, já deve ter ouvido falar nas maravilhas da banana. Kristine Arthur, do Centro Médico de Orange Coast Memorial, na Califórnia, sugere que consuma alimentos ricos em magnésio e cálcio. Por isso, bananas, nozes, feijões e abacates são o ideal.
A especialista sublinha que devem ser evitados os alimentos que  contribuam para a desidratação dos músculos, como o café e bebidas alcoólicas.
Problemas de pele
A pele pede o consumo de de ómega-3 através. Portanto, nada como ir buscá-lo aos peixes gordos e óleos de sementes. Segundo a dermatologista Debra Jaliman , os alimentos que podem causar mais irritação são nozes, chocolates, tomates, ovos, frutos silvestres, leite, trigo e soja. Fuja deles.
Dificuldade em respirar
Os vapores de um banho quente podem aliviar a sensação de falta de ar, mas há uma especiaria que também o pode ajudar a abrir as vias respiratórias. Já experimentou leite com açafrão? Esta especiaria tem propriedades anti-inflamatórias.
Para que o leite fique mesmo bom, acrescente duas colheres de côco, uma de gengibre seco, pimenta preta e mel. Ferva e beba ainda quente. Evite os picantes e evite o açúcar.
Diarreia
As diarreias são consequência de algum alimento estragado ou de um vírus. Se está desandado, experimente a dieta BRAT: bananas, arroz, purés de maçã e tostas.
O conselho é de James Lee, gastroenterologista do Hospital de St. Joseph, na Califórnia. O médico acrescenta a possibilidade de comer farinha de aveia, batatas cozidas, bolachas salgadas e galinha ou peru cozidos.
Evite  guloseimas e pastilhas sem teor de açúcar, porque estes alimentos não são facilmente digestíveis durante estas complicações.
Os alimentos que podem provocar flatulência e inchaço são cebolas, maçãs, bróculos, repolho e feijões. Enquanto estiver com diarreia, evite ainda o café, álcool e lacticínios.

sábado, 14 de novembro de 2015

Cimeira do clima. A última cartada pela sobrevivência do planeta - ionline.pt

É considerada a derradeira cimeira sobre alterações climáticas. Se não se chegar depressa a um acordo, só nos resta esperar pelo fim apocalíptico.

Secas extremas, fome, sede, refugiados a procurar por água ou a fugir da subida dos mares. Cidades inteiras engolidas pelas cheias, falhas energéticas, colheitas arrasadas, economias paradas, escassez de alimentos, para não falar da sustentabilidade das espécies, entre as quais a humana está incluída. O cenário é apocalíptico e assemelha- -se ao fim do mundo que muitos realizadores já imaginaram na sétima arte. E é já um dado adquirido que as alterações climáticas provocadas pela acção humana nos últimos séculos não fazem só parte da ficção.
O problema é antigo e não vai afectar apenas os que habitam hoje o planeta Terra – caso contrário o alarme soaria mais alto –, mas sobretudo as gerações futuras, que vão ser as principais vítimas das mudanças climáticas e do aquecimento global.

A Cimeira do Clima (COP 21), que este ano acontece em Paris a partir do dia 30, é já considerada pelos especialistas a última oportunidade para chegar a um acordo universal, um consenso principalmente entre as grandes potências mundiais, que suavize o fenómeno. Sim, porque já ninguém consegue impedir a mudança climática. Essa batalha já está perdida, avisou recentemente a responsável pelas alterações climáticas da ONU, Christiana Figueres. É que a enorme quantidade de gases do efeito de estufa – principalmente o dióxido de carbono (CO2) – que a humanidade expeliu para a atmosfera torna o aquecimento irreversível e as consequências já se começam a sentir. 
Recordes de temperatura A subida dos termómetros é um dos efeitos que já estamos a enfrentar. Segundo uma previsão do Met Office (o instituto meteorológico britânico), as temperaturas médias globais à superfície terrestre vão superar este ano, pela primeira vez, um grau Celcius os níveis verificados na era pré-industrial. Apesar de todos os esforços e de 20 cimeiras dedicadas ao clima, a concentração de gases de efeito de estufa bateu em 2014 um novo recorde, tendo-se registado níveis nunca alcançados nos últimos 30 anos, alertou a Organização das Nações Unidas. 

Entre temperaturas mais altas que o normal para a época (quem não se começa já a habituar aos Verões fora de tempo?), enxurradas devastadoras, como as últimas cheias de Albufeira, no Algarve – falando apenas do nosso país – e a subida do nível das águas que em poucas décadas farão desaparecer cidades inteiras, como Miami e Nova Orleães, já todos percebemos que algo tem de ser feito. Não para impedir que isso venha acontecer, mas para atrasar a chegada desse momento.

Acordo à vista? Em cima da mesa da derradeira cimeira, a 21.a, vão estar várias formas de compromisso – entre os 195 países que vão estar presentes – para conseguir, pelo menos, reduzir as emissões de dióxido de carbono, tornando o problema um pouco menor. O grande objectivo é chegar a um acordo internacional que mantenha a subida da temperatura global do planeta abaixo dos 2oC até 2100, contrariando a provável subida de 5oC que irá acontecer se nada for feito.
Discórdias A maneira como nos podemos preparar para as já inevitáveis calamidades será outro dos tópicos discutidos em Paris até 12 de Dezembro. Mas impor limites de emissão de dióxido de carbono tem estado longe de reunir consensos num mundo minado de interesses económicos, sobretudo dos principais poluidores (China, Estados Unidos, Rússia e Índia) e de grandes empresas multinacionais, a que custa abdicar do negócio em prol das questões ambientais. Disso é exemplo o mais recente escândalo da Volkswagen, que descurou por completo a emissão de gases poluentes.

A boa notícia é que durante o período que antecede a cimeira parisiense, 156 países, incluindo os Estados Unidos e a China, já apresentaram propostas de metas nacionais para reduzir as emissões de gases, geradas pela queima de combustíveis fósseis na indústria, nos transportes e no sector agrícola. Depois do fracasso da cimeira de 2009, em Copenhaga, onde se pretendia substituir o Tratado de Quioto (do qual os EUA e a Rússia deixaram de fazer parte), e da Cimeira do Peru no ano passado, em que esse objectivo voltou a não concretizado, as propostas que vão a Paris podem ser um sinal de que desta vez pode mesmo chegar-se a um acordo amplo nesta matéria. Algo que nunca aconteceu em 20 anos de negociações. 

É pelo menos essa a vontade reiterada de Barack Obama, que pediu a todos os líderes mundiais que não poupem esforços na missão de atingir um “forte acordo”, avisando que “todos os países serão afectados pelas alterações climáticas, mas serão os mais pobres a carregar com o fardo”.