quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Saiba quanto ganham os homens mais ricos de Portugal | iOnline

Saiba quanto ganham os homens mais ricos de Portugal | iOnline

Américo Amorim reconquistou em 2013 o primeiro lugar do ranking dos homens mais ricos de Portugal, num ano em que as 25 maiores fortunas cresceram, representando 10% do produto interno bruto, revela a edição anual da revista "Exame". Mais que um sinal da retoma económica, o crescimento de 2,3 mil milhões de euros, ou de 16% face a 2012, deve-se à recuperação da Bolsa de Lisboa. O PSI 20, que integra as maiores empresas, acumula ganhos de quase 15% este ano.
A "Exame" explica a reconquista do primeiro lugar, que Amorim ocupou entre 2008 e 2011, com o facto de ter duplicado "a sua fortuna em apenas um ano, com a subida em flecha do preço das acções que detém na Galp Energia, no Banco Popular e na Corticeira Amorim". Mas o homem que tem uma fortuna avaliada em 4,5 mil milhões de euros não é remunerado pelos cargos que exerce nestas empresas cotadas.
Américo Amorim é presidente não executivo da Galp, onde é o maior accionista, mas em 2012 não recebeu remuneração pelo cargo, segundo o relatório do governo da sociedade da petrolífera que é o activo mais valioso do empresário. O mesmo documento do Banco Popular, onde Amorim foi conselheiro no ano passado, também não indica o pagamento de remuneração. O empresário vendeu entretanto a maioria das acções do banco espanhol. Na Corticeira Amorim não está nos órgãos sociais, mas Américo Amorim era administrador de mais de 50 empresas, a maioria do Grupo Amorim, que não divulgam os vencimentos.
Alexandre Soares dos Santos perdeu o primeiro lugar, mas teve uma remuneração mais alta na empresa que é responsável pelo seu património, avaliado em 2,2 mil milhões de euros. O presidente não executivo da Jerónimo Martins ganhou em 2012 uma remuneração bruta de 689 mil euros pelo cargo que deixou no início de Novembro.
No top dos dez mais ricos segue-se a família Guimarães de Mello, que concentra participações na Brisa, na CUF, na Efacec e na EDP. O seu património manteve-se estável, nos 1,7 mil milhões de euros. Vasco de Mello é o rosto mais conhecido de uma família que juntou os negócios numa holding. O gestor recebeu 592,4 mil euros o ano passado por ser presidente da Brisa, empresa que saiu da bolsa. Já outros dois milionários da lista são da família Soares dos Santos mas têm negócios separados. Fernando Figueiredo dos Santos e Maria Isabel dos Santos são o sexto e sétimo mais ricos, com um património de 574,9 milhões de euros pela participação de 10% na holding que controla a Jerónimo Martins.
Belmiro de Azevedo duplicou a sua fortuna este ano, mas mantém-se no quarto lugar na lista dos mais ricos, com património avaliado em 1,2 mil milhões de euros. O líder histórico da Sonae desempenha cargos de administração em três empresas cotadas do grupo (Sonae SGPS, Sonae Indústria e Sonae Capital) e é remunerado pelos três cargos, segundo os relatórios de governo da sociedade. No total, terá recebido 944 mil euros brutos em 2012, caso a remuneração na holding não inclua as das empresas participadas, informação que não foi possível esclarecer com a Sonae até ao fecho da edição.
Tanto Belmiro de Azevedo como Soares dos Santos, empresários que passaram o testemunho da liderança em família, têm remunerações inferiores às dos filhos que são presidentes-executivos.
António Mota entra directamente para o top 10 no oitavo lugar, beneficiando da triplicação este ano do valor bolsista da Mota-Engil. A sua fortuna vale 537,8 milhões de euros. Enquanto presidente não executivo da construtora, António Mota recebeu 596 mil euros em 2012.
Na lista dos milionários nacionais há apenas dois nomes cujo património não está historicamente ligado a empresas da bolsa. António da Silva Rodrigues, da Simoldes (moldes), entra para o 5.o lugar, com uma fortuna avaliada em 642,9 milhões de euros. A família Alves Ribeiro está no nono lugar, com uma fortuna de 505 milhões de euros, graças a negócios de construção e centros comerciais, área em que controla a Mundicenter.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Mais de 99% dos portugueses acha que deve fazer análises todos os anos | iOnline

Mais de 99% dos portugueses acha que deve fazer análises todos os anos | iOnline

Mais de 87% dos portugueses questionados indicaram ainda que realiza aquelas análises com periodicidade anual e 37,7% do total afirmaram que recorrem a estes serviços por sua iniciativa

A quase totalidade dos portugueses adultos acredita que deve fazer análises ao sangue e à urina todos os anos e a esmagadora maioria acaba por as realizar com aquela periodicidade, segundo um estudo publicado numa revista científica internacional.
Depois de inquéritos efetuados a cerca de mil pessoas entre os 18 e os 97 anos, uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto concluiu que 99,2% dos inquiridos acredita que deve fazer análises ao sangue e urina a cada 12 meses.
Mais de 87% dos portugueses questionados indicaram ainda que realiza aquelas análises com periodicidade anual e 37,7% do total afirmaram que recorrem a estes serviços por sua iniciativa, apesar de os investigadores ressalvaram que, geralmente, só se consegue realizar análises com prescrição médica.
"A maioria dos portugueses adultos acredita que deve utilizar um grande número de serviços de saúde, numa base anual. A nossa pesquisa indica uma tendência para o uso excessivo de recursos", afirmam os investigadores no artigo publicado na revista Plos One.
O estudo sublinha que a realização anual de "análises gerais" parece estar fortemente enraizada na população portuguesa.
"Em Portugal não há recomendação oficial para a frequência de exames de saúde em adultos, nem para análises ao sangue", com exceção de alguns rastreios oncológicos, ressalvam os investigadores.
O artigo avisa que, atualmente, não há evidência científica de que os exames gerais em adultos reduzam a mortalidade geral ou específica, embora contribua para aumentar o número de diagnósticos.
Além disso, os investigadores referem que a perceção dos doentes em relação aos exames médicos necessários está longe do que é recomendado pela evidência científica.
Um dos exemplos apresentados como incoerente é o indicador que mostra que mais portugueses consideram um raio-x aos pulmões mais necessário do que uma análise ao sangue oculto nas fezes (geralmente feita para despiste de cancro colo-retal).
Os investigadores concluem que a estratégia para uma prescrição mais racional de exames médicos deve ser mais orientada para o doente.
As estratégias orientadas para o médico, como os incentivos financeiros, com o objetivo de racionalizar as prescrições, não têm em conta a recente evolução das consultas médicas nem a forma como as decisões são tomadas no consultório.

Tribunal Constitucional aprova lei das 40 horas no Estado - Dinheiro Vivo

Tribunal Constitucional aprova lei das 40 horas no Estado - Dinheiro Vivo

O Tribunal Constitucional aprovou hoje o aumento do período normal de trabalho na função pública, que assim sobe de 35 para 40 horas semanais. Para uma das juízas que votou a favor, não é líquido que a lei seja imperativa na questão do aumento do horário de trabalho. Ou seja, deixa margem à existência de cargas horárias inferiores a 40 horas na mesma.
"O Tribunal Constitucional decide não declarar a inconstitucionalidade das normas dos artigos 2.º, em articulação com o artigo 10.º, 3.º, 4.º e 11.º, todos da Lei n.º 68/2013, de 29 de agosto", lê-se no site do TC.
O artigo 2º da lei 68/2013 é o que estabelece que "o período normal de trabalho dos trabalhadores em funções públicas é de oito horas por dia e quarenta horas por semana". O artigo 10º define que este aumento de horário disposto no artigo 2º "tem natureza imperativa e prevalece sobre quaisquer leis especiais e instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho".
O acórdão, divulgado ao início da noite de hoje, mostra que foi uma votação renhida, com sete juízes a votarem a favor (pela "não inconstitucionalidade") e seis a votarem "vencidos".
A favor foram Pedro Machete, Maria João Antunes, Maria de Fátima Mata-Mouros, José Cunha Barbosa, Maria Lúcia Amaral, Lino Rodrigues Ribeiro e Ana Maria Guerra Martins.
Foram "parcialmente" contra Catarina Sarmento e Castro, Maria José Rangel de Mesquita, João Cura Mariano, Fernando Vaz Ventura, Carlos Fernandes Cadilha e Joaquim de Sousa Ribeiro, o presidente do TC.
A questão da afronta à contratação coletiva
O principal motivo de discordância relativamente à lei 68/2013 dos seis conselheiros que votaram pela inconstitucionalidade tem a ver com o facto do diploma atentar contra o direito à contratação coletiva, contra a questão da prevalência - o referido artigo 10º.
Dos conselheiros que votaram a favor, apenas Ana Guerra Martins juntou uma declaração de voto na qual acaba por relativizar o poder imperativo da lei e aceitar que "o legislador não terá querido efetivamente afastar a possibilidade de períodos de trabalho inferiores a 8 horas diárias e 40 horas semanais dos trabalhadores em funções públicas", embora isso signifique "que se afasta a letra da lei e se admite uma interpretação corretiva da mesma".
Com alguma ironia, a juíza escreve: "admito, no entanto, em casos excecionais, como, em meu entender, é o que se está a analisar, aceitar a interpretação conforme com a Constituição mesmo em sentido contrário à letra da lei, se for evidente que o legislador disse o contrário daquilo que teria querido dizer".
Assim, frisa Ana Guerra Martins, "nada permite concluir que o legislador tenha pretendido afastar para o futuro a existência de normas mais favoráveis ao trabalhador em matéria de período normal de trabalho dos trabalhadores em funções públicas. Ou seja, a imperatividade do artigo 10.º não significa que, para futuro, o legislador e os instrumentos de regulamentação coletiva não possam estabelecer períodos de trabalho inferiores ao estipulado no artigo 2.º da Lei n.º 68/2013".
Com esta leitura, o atentado ao direito à contratação coletiva acaba por sair claramente diminuído. Daí a juíza ter votado a favor do Governo PSD/CDS.
Corte acontece só nas horas extraordinárias
Relativamente aos argumentos da oposição de que um aumento do horário de trabalho leva a uma redução do salário hora, o coletivo de juízes considera que esse corte acontece apenas ao nível das horas extraordinárias.
Assim, "não é decisiva, no sentido da inconstitucionalidade, a diminuição das quantias efetivamente recebidas como remuneração do trabalho extraordinário. Desde logo, não sendo aplicável, nos termos da citada jurisprudência constitucional, a garantia da irredutibilidade do salário, não poderá ser este o fundamento de qualquer julgamento de desconformidade com a Constituição", refere o acórdão. "O que se proíbe, em termos absolutos, é apenas que as entidades empregadoras, públicas ou privadas, diminuam injustificadamente o quantitativo da retribuição, sem adequado suporte normativo".
A lei das 40 horas, aprovada no Parlamento a 29 de julho deste ano com os votos favoráveis do PSD e do CDS e votos contra de toda a oposição, está a ser aplicada desde finais de agosto.
Segundo o próprio primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, na carta que enviou à troika em maio, esta medida permitirá ao Governo poupar cerca de 400 milhões de euros em quase dois anos e meio.
A dilatação do horário normal de trabalho dos funcionários públicos permite, por exemplo, poupar bastante em horas extraordinárias.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Israel adota medidas para expulsar imigrantes africanos - Globo - DN

Israel adota medidas para expulsar imigrantes africanos - Globo - DN

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel
Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de IsraelFotografia © Reuters
O Governo israelita aprovou ontem uma série de medidas destinadas a expulsar os milhares de imigrantes africanos que vivem e entram no país, considerados uma ameaça ao "caráter judaico" do Estado.
Segundo um comunicado oficial, as medidas em causa preveem sanções contra os empregadores desses imigrantes e incentivos financeiros ao seu regresso às origens, aumentados para 2.500 euros por indivíduo.
Está ainda prevista a criação de um centro de detenção "fechado" para os imigrantes que entrem clandestinamente em Israel e para os que, já aí se encontrando, forem apanhados a "perturbar a ordem pública".
De acordo com o plano, as unidades responsáveis por controlar os fluxos migratórios serão reforçadas com 550 novos agentes.
Estas diretrizes destinam-se "a encorajar os imigrantes a regressarem aos seus países de origem, a aumentar a segurança dos habitantes de Israel e a reduzir a presença de imigrantes nos centros das cidades", justifica o Governo israelita.
No comunicado, o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, garante estar "determinado" a "reduzir a zero" o recurso a trabalhadores ilegais e a expulsar as "dezenas de milhares de migrantes clandestinos" já instalados nas cidades israelitas.
"Estas medidas, aprovadas por unanimidade, são proporcionais e necessárias para manter o caráter judaico e democrático do Estado", defendeu.
Simultaneamente, o Ministério da Administração Interna está a preparar um projeto de lei que autoriza a detenção de imigrantes em situação irregular durante um ano, sem julgamento.
Este documento, que deverá ser apresentado ao Parlamento segunda-feira, acontece depois de o Supremo Tribunal ter anulado, em setembro, a lei anterior, adotada em 2012, que permitia uma detenção sem julgamento durante três anos.
Medidas repressivas deste tipo não são novas. Já em 2012, estimando existirem 60 mil imigrantes africanos em situação irregular em Israel, as autoridades procederam à expulsão, até final desse ano, de quase quatro mil pessoas, para além da construção de uma barreira ao longo da fronteira com o Egipto.
A construção de uma linha de segurança ao longo da fronteira sul do país está praticamente concluída.
Segundo as organizações de defesa dos direitos humanos, a maioria dos imigrantes africanos em Israel, oriundos sobretudo de Sudão e Eritreia, correm risco de vida se regressarem aos seus países de origem.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Embalagens recicladas pesam três pontes Vasco da Gama - Ciência - DN

Embalagens recicladas pesam três pontes Vasco da Gama - Ciência - DN
Cerca de 6 milhões de toneladas de embalagens foram enviadas para reciclagem desde a criação da Sociedade Ponto Verde (SPV), que terça-feira assinala 17 anos de atividade, segundo informação disponibilizada pela empresa.

O peso dos resíduos, encaminhados para a reciclagem através do Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagem (SIGRE), gerido pela Sociedade Ponto Verde, equivale ao peso de três pontes Vasco da Gama.
Durante este período, as empresas aderentes da Ponto Verde, a quem cabe a responsabilidade de gerir os resíduos em que se transformam as embalagens dos seus produtos, gastaram mais de 600 milhões de euros na sua recolha.
As empresas aderentes da SPV investiram também na reciclagem de alguns materiais (nomeadamente embalagens de cartão para alimentos líquidos, poliestireno, plásticos mistos e madeira) mais de 14 milhões de euros, na educação dos consumidores 46 milhões de euros, em projetos de investigação e desenvolvimento 2 milhões de euros, e em ações de responsabilidade social 1 milhão de euros.
Luís Veiga Martins, diretor-geral da Sociedade Ponto Verde sublinhou a evolução da reciclagem de resíduos de embalagens desde a criação da empresa.
"Atualmente mais de 650 mil toneladas de resíduos de embalagens são enviadas por ano para reciclagem, 99 por cento da população tem acesso à recolha seletiva e 69 por cento da população já separa os seus resíduos de embalagens", disse.

Nasa lançou sonda para estudar atmosfera de Marte - Ciência - DN

Nasa lançou sonda para estudar atmosfera de Marte - Ciência - DN
A Nasa lançou hoje para a órbita de Marte uma sonda que terá por objetivo decobrir porque é que o planeta se tornou um deserto frio. A Maven levará 10 meses a chegar ao destino.

A cápsula MAVEN - sigla em inglês, que em português significa Evolução Atmosférica e Volátil de Marte - irá viajar dez meses até atingir uma órbita de Marte, onde deverá chegar a 22 de setembro de 2014.
A sonda, que custou 671 milhões de dólares, irá recolher dados que permitam perceber como o planeta Marte se transformou no deserto frio que é hoje.
Até agora, as várias investigações levadas a cabo indicam que Marte foi um planeta com água, e por isso habitável, mas a influência do Sol e outros fatores fizeram com que a tenha perdido.
"Quando a água líquida fluía em abundância em Marte - como demonstram muitos indícios -, o planeta devia ter uma atmosfera mais densa, que produzia gases de efeito estufa, permitindo que o planeta fosse mais quente", disse este domingo, durante uma conferência de imprensa, Bruce Jakosky, da Universidade do Colorado. "Queremos compreender o que aconteceu, para onde foi a água e o CO2 que antes formavam uma atmosfera densa", acrescentou o chefe científico da missão. Com Maven, "teremos uma compreensão da história de Marte e seu potencial para a vida, sua habitabilidade, que depende principalmente da história da água e de seu clima".
Maven é a segunda missão do programa americano Scout, que consiste em pequenas missões menos onerosas, dedicadas a explorar Marte antes de uma missão tripulada prevista para 2030, segundo planos da Nasa.

Programa cautelar. Portugal vai ser a cobaia europeia | iOnline

Programa cautelar. Portugal vai ser a cobaia europeia | iOnline

Irlanda preferiu ficar sozinha para evitar a confusão europeia

"Eu tinha este medo de poder acabar em Bruxelas, às três da manhã, lá para Dezembro, com um caso de sucesso a ser transformado numa espécie de crise irlandesa, porque alguns países teriam de fazer passar a decisão nos seus parlamentos nacionais." Esta declaração do ministro das Finanças irlandês, Michael Noonan, ao "Sunday Business Post" explica tudo sobre a recusa da Irlanda em aderir a um programa cautelar e revela, por antecipação, o que irá acontecer a Portugal nos primeiros meses de 2014, quando começar a discutir no Eurogrupo o chamado pós-troika. "Diziam-nos sempre: 'Olhem, decidam como decidirem, apoiar-vos-emos na mesma, porque pensamos que a Irlanda está a fazer tudo bem e que vocês estão numa boa posição.'"
Michael Noonan faz uma radiografia exemplar do estado a que chegaram as instâncias europeias e o vespeiro que estava destinado à Irlanda como primeiro país sob resgate a experimentar os chamados programas cautelares: "O governo manteve contactos com os parceiros de alguns países-chave e com os responsáveis da troika, e constatou que, além de obter conselhos diferentes, nenhum deles era baseado em dados sólidos."
Com 25 mil milhões em caixa que lhe permitem evitar a ida aos mercados a curto prazo, Dublin jogou pelo seguro e deixou o caminho aberto para Portugal experimentar os dramas, as incertezas e a ira de alguns países pouco abertos a mais ajudas para quem entrou na bancarrota e tem dificuldades em ajustar as suas contas públicas. Por terra ficam também as análises de muitos especialistas nacionais em programas cautelares que nem os seus autores sabem como pôr em prática e muito menos adivinham os seus efeitos nas cobaias.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Economia nacional cresce 0,4% em 2014, metade da previsão do Governo - JN

Economia nacional cresce 0,4% em 2014, metade da previsão do Governo - JN

A OCDE prevê que a economia portuguesa recue 1,7% este ano e que volte ao crescimento em 2014, mas apontando para um crecimento de apenas 0,4%, metade do previsto pelo Governo e pela "troika".
 
foto VÍTOR RIOS / GLOBAL IMAGENS
Economia nacional cresce 0,4% em 2014, metade da previsão do Governo
O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho
 
Para 2015, de acordo com o "Economic Outlook", divulgado esta quinta-feira, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) espera que Portugal registe um crescimento de 1,1%, inferior à previsão do Governo e da "troika" (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), que apontam para um crescimento de 1,5%.
Em 2013, a concretizar-se a previsão da OCDE, o recuo da economia será ligeiramente inferior ao previsto pelo Governo e pela "troika" cuja previsão é de uma recessão de 1,8%.
"À medida que as condições globais melhorem e que a procura interna recupere, o crescimento deve retomar lentamente, com um crescimento marginalmente positivo esperado para 2014", lê-se no documento da organização com sede em Paris.
Os técnicos da OCDE referem que a conta corrente de Portugal será excedentária no final de 2013, "refletindo em parte as melhorias na competitividade, mas também uma procura interna muito fraca".
A OCDE recomenda que o Governo prossiga com as reformas estruturais, incluindo a reforma do IRC, melhorar o sistema judicial e reestruture as empresas públicas.
Quanto ao desemprego, a OCDE espera que a taxa continue a cair à medida que a economia recupere e apresenta perspetivas mais favoráveis do que o executivo.
Para 2013, a Organização estima que a taxa de desemprego atinja os 16,7%, baixando para os 16,1% no ano seguinte e para os 15,8% em 2015.
O Governo antecipa que a taxa de desemprego seja de 17,4% em 2013, subindo para os 17,7% em 2014 e voltando a cair para os 17,3% em 2015.

Portugal é o terceiro país da Europa onde a venda de automóveis cresceu mais - Dinheiro Vivo

Portugal é o terceiro país da Europa onde a venda de automóveis cresceu mais - Dinheiro Vivo

Apesar do crescimento em outubro, as vendas de automóveis na União Europeia continuam no vermelho no total dos 10 primeiros meses deste ano. No entanto, algo pode estar a mudar no mercado europeu, pois não se registavam dois meses consecutivos de vendas, setembro e outubro, desde setembro de 2011.
No passado mês, as vendas aumentaram 4,7% (1,004,935 unidades), mas entre janeiro e outubro caíram 3,1% em comparação com período homólogo (10,006,807 unidades), com Portugal a figurar no pódio das vendas, segundo dados da ACEA (Associação Europeia de Produtores de Automóveis).
Os países que registaram o maior volume de vendas em outubro foram: Eslováquia com +37,6%, Holanda com +37,4% e Espanha com +34,4%. com Portugal a registar uma subida de +22,8% (9,073 viaturas) neste período. Em sentido descendente seguem o Chipre com -34,1% e Bélgica e Itália, ambos com uma queda de -5,6%.
Olhando para o total dos 10 primeiros meses, Estónia com +14,7%, Reino Unido com +10-2% e Portugal com +8,1% lideram as subidas. Em queda segue o Chipre com -38,5% de vendas, seguido da Holanda com -25,4% e Eslováquia com -8,5%.
Nas maiores economias da zona euro, as vendas de automóveis até outubro foram negativas: a Alemanha registou uma quebra de -5,2%, França de -7,4% e Itália com -8%.
Analisando as vendas por marca nos 28 países da União Europeia, a Mazda liderou as vendas em outubro com um crescimento de +59%, seguida da Lexus com +29,% e da Skoda com +23,7%  Por seu turno, a GM com -50%, a Alfa Romeo com -33,9% e a Lancia/Chrysler com -12,3% registaram as maiores quedas no passado mês.

No período entre janeiro e outubro, a marca Dacia, do grupo Renault, vendeu +20,2% dos veículos que em período homólogo, seguida pela Jaguar com 16,6% e a japonesa Mazda com 14,1%. A Alfa Romeo com -30%, a Lancia/Chrysler com -22,2%, ambas do grupo Fiat, e a Chevrolet com -18,3% registaram a maior queda nos 10 primeiros meses.

Portugal não vai cumprir meta da troika em 2015 - Economia - Sol

Portugal não vai cumprir meta da troika em 2015 - Economia - Sol

Portugal não vai cumprir as metas acordadas com a 'troika', permanecendo com um défice acima de 3% em 2015, segundo a OCDE, que defende um desvio dos objectivos, se o crescimento for menor do que o previsto.
De acordo com o 'Economic Outlook', hoje divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Portugal vai chegar ao fim deste ano com um défice orçamental de 5,7%, valor que deverá cair para os 4,6% em 2014 e para os 3,6% em 2015.
Todos estes valores estão acima dos objectivos acordados entre as autoridades portuguesas e a troika, de 5,5% em 2013, 4% em 2014 e 2,5% em 2015.
Os técnicos da OCDE consideram que, tendo em conta que a economia portuguesa permanece fraca, "é importante permitir que os défices orçamentais se desviem dos objectivos se o crescimento se revelar mais baixo do que o esperado para evitar uma espiral negativa entre as condições macroeconómicas e os objectivos orçamentais".
Sublinhando que "a consolidação orçamental vai aumentar a confiança", a OCDE considera que há riscos negativos que se colocam à evolução da economia portuguesa.
Entre os riscos apontados para 2014 estão "a possibilidade de uma contracção do consumo privado mais elevada do que o previsto, devido às medidas de austeridade e ao crescimento das exportações mais baixo do que o esperado".
Além disso, a OCDE alerta que um crescimento económico inferior ao projectado iria prejudicar o cumprimento dos objectivos orçamentais.
A Organização aponta ainda riscos políticos, destacando que "um novo chumbo do Tribunal Constitucional às medidas incluídas no Orçamento para 2014, que iria tornar mais difícil o cumprimento da meta do défice e pode aumentar as taxas de juro".
No entanto, a OCDE considera também que há factores que podem influenciar positivamente a economia portuguesa: "uma recuperação da concessão de crédito mais rápida vai permitir uma recuperação [económica] mais rápida", lê-se no relatório.