sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Lisboa tem primeira oficina self-service e gratuita de bicicletas - Sociedade - Sol

Lisboa tem primeira oficina self-service e gratuita de bicicletas - Sociedade - Sol

O primeiro posto 'self-service' gratuito de reparação e manutenção de bicicletas de Lisboa vai estar disponível no Largo do Intendente a partir de 30 de novembro, disse à Lusa um dos responsáveis pelo projeto.
"Lisboa será o primeiro município português a ter disponível o posto self-service gratuito para reparação de bicicletas", disse à Lusa António Cruz, da Post -- Cooperativa de Ação e Intervenção Cultural, promotora da iniciativa.
A ideia, adiantou António Cruz, "é ser replicável" a outros municípios. Além do posto no Largo do Intendente, a Post prevê que, "idealmente até ao final do ano", seja instalado um outro no Bairro da Boavista, também em Lisboa.
O responsável explicou que cada posto, onde podem ser feitas "pequenas reparações", tem uma bomba de ar, ferramentas penduradas com cabos de aço e um suporte onde as bicicletas ficarão suspensas.
A instalação do posto é concretizada com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa através do Programa Bairros e Zonas de Intervenção Prioritária (BIP/ZIP).
A instalação do posto 'urban fix', desenhado pela empresa portuguesa Biciway, faz parte de um projecto maior, o Bike Pop, para "promover a prática do ciclismo utilitário e não só, transformando positivamente a comunidade envolvente às áreas de intervenção, recorrendo ao potencial concreto e simbólico da bicicleta".
António Cruz explicou que o Bike Pop será "desenvolvido nos Bairros da Mouraria/Intendente e Boavista, que beneficiarão muito da disseminação do uso da bicicleta".
"Entre as actividades previstas, estão os cursos para aprender a pedalar, e de condução de bicicleta em cidade", referiu.

Cortes salariais vão começar nos salários a partir dos 675 euros - Dinheiro Vivo

Cortes salariais vão começar nos salários a partir dos 675 euros - Dinheiro Vivo

Os deputados do PSD e dos CDS/PP vão propor que os cortes dos salários da função pública comecem a ser aplicados a partir dos 675 euros e não dos 600 euros como prevê a proposta do Orçamento do Estado.
Esta subida do patamar mínimo dos salários sujeitos a redução salarial em 2014 integra o lote de alterações à proposta orçamental que os deputados da maioria vão divulgar esta sexta-feira, durante uma conferência de imprensa que está marcada para as 17h30.
 Inicialmente, tal como chegou a ser admitido por alguns deputados do PSD, a ideia era subir o patamar para os 700 euros, mas não terá sido possível obter a concordância do Governo, pelo impacto financeiro que a mudança acarretaria. Se a proposta dos 700 euros tivesse ido em frente, ficariam a salvo do corte algumas dezenas milhares de funcionários, estando o impacto da medida avaliado em 21 milhões de euros.
Ainda na quarta-feira, a ministra das Finanças salientou que a margem para negociar alterações ao OE é estreita e que quassquer mudanças deveriam ter um impacto financeiro neutro ou ser substituídas por soluções com a mesma eficácia do ponto de vista orçamental. O patamar dos 675 euros terá sido o possível pela dificuldade em encontrar medidas alternativas.
De acordo com a edição de hoje do "Público", o Governo terá recusado a criação de taxas sobre as PPP e o sector das telecomunicações - duas das soluções que a maioria equacionava para neutralizar o impacto das alterações que quer propor.
O Governo espera poupar cerca de mil milhões de euros em salário quando começar a ser aplicado o novo esquema de reduções salariais. A subida do patamar para os 675 euros deverá fazer com que um universo mais vasto de assistentes operacionais fique sem redução salarial.
Resta ainda saber se esta mudança será acompanhada ou não de um redesenho das percentagens de redução - que na proposta orçamental oscilam entre os 2,5% e os 12%.

De fora das propostas de alteração ao OE, deverá ficar a redução da sobretaxa de IRS em 0,5%, mais uma vez pela dificuldade em encontrar uma medida alternativa com igual valor. Números recentemente avançados davam conta de que a descida daquela sobretaxa de 3,5% para 3% custaria cerca de 120 milhões de euros

Paulo Portas: Governo quer baixar IRS em 2015 - Dinheiro Vivo

Paulo Portas: Governo quer baixar IRS em 2015 - Dinheiro Vivo

O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, disse hoje que o Governo quer começar a baixar o IRS em 2015, "deixando mais dinheiro disponível para as famílias", e procura um acordo com o PS para baixar o IRC em quatro anos.
"Queremos em 2015 começar a baixar o IRS, que se viu aumentado nos últimos anos. E isso tem a ver com o rendimento disponível das famílias", disse Portas num fórum empresarial em Madrid, onde também assumiu o desejo de baixar o IRC.
Paulo Portas falava em Madrid perante centenas de empresários e responsáveis de empresas espanholas e multinacionais, no Fórum de Alumni da IE Business School, onde foi o convidado principal.
Em diálogo com Guillermo de la Dehesa, presidente do International Advisory Board da IE, Portas admitiu que falta "recuperar muito" no capítulo do investimento, algo que obriga, por isso, a ter um imposto de sociedades mais "competitivo" para investidores internacionais.
"Gostaríamos de cortar 10 pontos mas não o podemos fazer. Estamos à procura de um acordo com o principal partido da oposição para reduzir 2,5% por ano nos próximos quatro anos. Isso transformará o imposto de sociedades num dos mais competitivos da Europa e isso é um fator importante para atrair investimento", disse, referindo-se ao IRC.
Portas referiu-se ainda ao trabalho do executivo no conjunto de reformas levadas a cabo nos últimos dois anos, com destaque para a redução da burocracia.
Apesar da vontade de baixar impostos, Paulo Portas recordou que o memorando com a troika "não permite descidas até ao final do programa" de assistência financeira internacional, motivo pelo qual o executivo quer, quanto antes, recuperar a soberania do país.
"Estamos a pensar no tema família, em baixar o imposto sobre o trabalho, o imposto mais pessoal. Mas é necessário que se saiba que pelo memorando não podemos baixar impostos. E por isso é tão importante cumprir e recuperar a nossa soberania", afirmou.
Portas sublinhou ainda que, do ponto de vista do financiamento, a situação europeia continua a ser "muito injusta para as empresas, que pagam pelo 'rating' dos países e não pelas suas performances como empresas".
"E é injusto que empresas com magnífica performance em Portugal ou Espanha tenham que pagar juros muito mais altos que outras empresas, talvez com pior performance, mas que estão no norte da Europa", disse.
Paulo Portas afirmou que é vital que Portugal tenha uma atitude "hiperativa, competitiva e pragmática na captação de investimento externo".

"Tenho uma visão pragmática da relação internacional. Não vou distinguir regimes. Não vou fazer política com o comércio. Tendo adaptar aos interesses de Portugal as relações com os países com os que estamos a trabalhar", frisou.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Estudo a esgotos revela uma dose de cocaína por 50 pessoas | iOnline

Estudo a esgotos revela uma dose de cocaína por 50 pessoas | iOnline

Primeira pesquisa do género feita em Portugal revela que Lisboa fica a meio da tabela europeia no consumo deste tipo de droga

A primeira análise feita em Portugal à presença de metabolitos de cocaína nas águas residuais, revelou um consumo médio de uma dose diária de 0,1 grama por 50 pessoas, noticia a edição desta quinta-feira do “JN”.
A investigação, que foi realizada por uma equipa da Faculdade de Farmácia de Lisboa sob a coordenação de Álvaro Lopes, especialista em toxicologia forense, recolheu amostras na entrada na Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alcântara, em Lisboa, e detectou nos resíduos analisados (urina e fezes) 252 gramas de cocaína, num período de 24 horas e abrangendo uma área onde se encontram vários estabelecimentos de diversão nocturna e por onde terão passado 380 mil pessoas. A ETAR de Alcântara recebe resíduos expelidos dos bares concentrados em zonas como o Bairro Alto, Santos, Cais do Sodré e Docas.
Álvaro Lopes diz, por isso, que o valor é significativo, mas ressalva que é arriscado transpor o cenário para todo o país porque a amostra apresenta características específicas, no caso clientes dos bares daquelas áreas da capital, apesar de ter sido recolhida às terças e quintas. “Ao fim-de-semana, estas quantidades disparariam”, explicou o investigador ao “JN”.
A realização do primeiro estudo do género, em Portugal, coloca Lisboa a meio da tabela relativamente ao consumo de cocaína, atrás de Milão, Santiago de Compostela, Paris e Bruxelas, mas à frente de Estocolmo, Oslo e Helsínquia.
Segundo Álvaro Lopes, este tipo de pesquisa permite uma avaliação mais rigorosa do consumo de drogas ilícitas, do que as investigações que são feitas com base em inquéritos e onde as pessoas podem mentir e omitir informações.
Apesar dos vestígios encontrados nas águas residuais, os metabolitos de cocaína não se apresentam como um perigo para a saúde pública.

As 7 recomendações do FMI para Portugal - Dinheiro Vivo

As 7 recomendações do FMI para Portugal - Dinheiro Vivo

Portugal concluiu com sucesso a oitava e a nona avaliação ao programa de ajustamento, mas um dos membros da troika, o Fundo Monetário Internacional (FMI), avisa, no seu relatório divulgado esta quarta-feira que ainda existem vários riscos que devem ser tidos em conta.
1. Redução de salários
Para aumentar a competitividade externa de forma mais rápida, porque o aumento de produtividade é um processo moroso, a redução de custos de produção é essencial.
Outro ponto essencial, é a redução de salários, defende o Fundo que sublinha que uma maior “flexibilização de ordenados” também iria aumentar a criação de postos de trabalho, particularmente nos empregos com rendimentos mais baixos.
O Fundo também aconselha a "identificação de políticas adicionais para travar a rigidez do mercado laboral".

2. Tribunal Constitucional 
A organização liderada por Christine Lagarde avisa que o Governo vai precisar de reformular o Orçamento do Estado caso os juízes do Palácio Ratton chumbem algumas medidas contidas no Orçamento do Estado.
No entanto, dado o “limitado espaço de manobra” a substituição destas medidas vai ser “extremamente difícil e pode implicar de novo a adopção de medidas de pior qualidade”. Os possíveis chumbos “aumentam os riscos de recuperação do crescimento e do emprego, por levarem a uma quebra no investimento e confiança, mas também por levarem à renovação da instabilidade política”, escreve o FMI.
3. Riscos políticos 
O FMI alerta que as divergências dentro da coligação governamental devido à fatiga das medidas de austeridade são uma “preocupação relevante”. Assim, “novas tensões devem ser evitadas porque vão atrasar a recuperação e aumentar os riscos para o programa”, diz o Fundo.
4. Bancos portugueses 
Os bancos devem aumentar os seus esforços de reestruturação, recomenda o FMI. Outro alerta para o setor, é que as empresas portuguesas altamente endividadas “constituem um risco significativo ao sistema bancário doméstico”. Desta forma, a organização recomenda que o Banco de Portugal continue os seus esforços para garantir que o sistema bancário resolva situações de crédito mal-parado “antes que a sua viabilidade fique em risco”.
A "vigilância contínua dos bancos é necessária", diz a instituição. "As condições de capital e liquidez do sistema bancário permanecem adequadas, mas os bancos estão a operar num ambiente desafiante, que prejudica os seus lucros".

5. Reformas estruturais

O Fundo avisa que as reformas estruturais são para continuar, como no caso do controlo de custos no setor da saúde; reestruturação do setor empresarial do Estado; redução de custos nas Parcerias Público Privadas (PPP); implementação da lei no controlo de custos. Desta forma, devem ser “renovados esforços para garantir que uma orçamentação adequada, uma implementação efetiva das medidas de redução de custos e num controlo da despesa mais apertado”.
6. Setor elétrico
As autoridades nacionais devem fazer mais “para melhorar a sustentabilidade do sistema elétrico nacional, prevenindo, ao mesmo tempo, aumentos excessivos de preços” que colocariam em risco a competitividade do país.
O FMI aconselha o Governo a convidar os principais atores do setor para renegociarem contratos, de forma a reduzir rendas para aliviar o défice tarifário. Sobre a introdução da taxa, em 2014, sobre os produtores elétricos para reduzir o défice tarifário, o FMI considera que o seu efeito vai depender de como esta receita for usada.
7. Ser bom aluno só não chega
Mesmo que “uma forte implementação do programa de ajustamento permaneça uma condição sine qua non para ganhar pleno acesso aos mercados, as reformas institucionais e fortes políticas institucionais, ao nível da zona euro, são também essenciais para ajudar Portugal a aguentar possíveis choques”, avisa o FMI.

O compromisso dos líderes europeus para ajudar Portugal no período pós-troika é essencial para Portugal, em particular no acesso ao programa de transações monetárias definitivas (TMD ou OMT), ou seja, a compra de dívida pública portuguesa de forma ilimitada pelo Banco Central Europeu (BCE).

FMI insiste no corte de salários e pensões em Portugal - Dinheiro Vivo

FMI insiste no corte de salários e pensões em Portugal - Dinheiro Vivo

O Fundo Monetário Internacional (FMI) volta à carga com a necessidade de Portugal reduzir o valor dos salários e das pensões para conseguir um equilíbrio sustentável das contas públicas.
Na sua análise à oitava e nona revisões do Programa de Ajustamento Económico e Financeiro (PAEF), ontem divulgada, o Fundo diz que “seria importante combater as principais fontes de fraqueza das finanças públicas”, tais como a grande dimensão do sector público e os seus salários relativamente altos, bem como o valor das pensões, em comparação com os restantes países da Zona Euro.
Também ao referir as suas preocupações com o programa de reformas estruturais em Portugal, que considera não ser “suficientemente ambicioso”, salienta que , apesar das importantes reformas que já estão em curso, continua a haver “rigidez” em várias áreas. E defende que uma maior flexibilidade salarial, sobretudo nos salários mais baixos dos trabalhadores menos qualificados, ajudaria a impulsionar o emprego, aconselhando também uma descentralização da negociação coletiva.
O relatório refere que os indicadores de competitividade só tiveram até à data “uma melhoria modesta” e alerta para o risco de uma “reviravolta” na conta corrente externa, considerando que o equilíbrio alcançado “pode não ser sustentável”.
Receia, ainda, que as reformas implementadas não sejam suficientes para aumentar as condições da oferta com vista a uma rápida viragem do ciclo económico. E, para além da redução dos salários, insiste na redução dos custos da energia, através do corte das rendas excessivas e outras medidas para garantir a sustentabilidade do sistema elétrico sem aumentar os preços.
O FMI acredita que a atividade económica portuguesa irá permanecer estável até ao final do ano, começando a recuperar gradualmente em 2014, mas avisa que o país ainda tem “riscos significativos” pela frente que podem comprometer as previsões. Entre eles, a eventualidade do Tribunal Constitucional chumbar algumas medidas do Orçamento para o próximo ano: “O regresso à incerteza política na sequência de acórdãos do Tribunal Constitucional contra reformas fundamentais pode complicar os esforços de reforma e minar a confiança”, afirma o documento.
Já no que se refere a riscos externos, “permanece uma grande incerteza em torno da resistência e duração da recuperação na Europa”, com repercussões nas exportações portuguesas, salienta o Fundo. Enquanto alterações na política monetária norte-americana poderão aumentar a pressão sobre os juros da dívida soberana de longo prazo, como aconteceu no final de maio, e aumentar as dificuldades de financiamento.
A instituição liderada por Christine Lagarde considera que as metas do défice orçamental de 5,5% do PIB este ano e de 4% no próximo estão ao alcance de Portugal, mas adverte para a “dependência excessiva” de medidas temporárias, como o programa de cobrança de dívidas, em particular o perigo de “distorcer os incentivos ao cumprimento das obrigações fiscais ao introduzir o esquema de recuperação de dívidas.
Para 2015 e seguintes, o Fundo considera, no entanto, que será necessário um ajustamento estrutural mais significativo:.“Será necessário um ajustamento primário estrutural adicional de cerca de 1% do PIB em 2015” para atingir o défice de 2,5% do PIB fixado.

Não há um ‘número mágico’
para o regresso ao mercado
O chefe da missão do FMI para Portugal, Subir Lall, considera que não há um “número mágico” para os juros da dívida que dirão se Portugal está capaz de regressar aos mercados e recusa falar sobre mais ajuda pós-programa.
“Não há nenhum número mágico de juros, na nossa opinião, mas a maneira que vemos do que tem de ser o financiamento nos mercados é: o juro tem de ser considerado sustentável, e tem de ser considerado um acesso sustentável ao mercado durante um período duradouro”, afirmou Lall por teleconferência a partir de Washington,  em resposta a questões dos jornalistas sobre a fasquia de 4,5% colocada recentemente pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete.
Entre o conjunto de fatores para determinar se Portugal tem capacidade para financiar a sua dívida nos mercados está também o que será a dimensão do crescimento económico e do crescimento potencial do Produto Interno Bruto, acrescentou.

Quanto ao tipo de apoio que Portugal poderá necessitar após junho de 2014, terminado o atual programa de ajustamento, recusou avançar qualquer modalidade. “É muito prematuro especular sobre o que vai acontecer no próximo ano. Depende do que acontece em termos de financiamento de mercado”, justificou Subir Lall.

E se pudesse vender a casa e continuar a viver nela? Agora pode - Dinheiro Vivo

E se pudesse vender a casa e continuar a viver nela? Agora pode - Dinheiro Vivo

A mediadora Buy4Rent lançou um novo serviço imobiliário que permite vender a casa e receber logo o dinheiro da transação, mas continuar a viver nela, pagando uma renda. A vantagem diz a empresa, é que ao receber logo o dinheiro, quem vende pode pagar as dívidas que tem à banca.
Aliás, de acordo com a empresa, este novo serviço tem como público-alvo "os proprietários de imóveis que necessitam já de liquidez e não conseguem financiamento na banca", pode ler-se no comunicado. "Há famílias que não conseguem cumprir as prestações dos seus créditos e que, apesar de querem continuar nas suas habitações, se veem obrigadas a vender para obter liquidez", acrescenta-se no mesmo documento.
O processo é muito simples. Primeiro faz-se uma avaliação do imóvel para ver qual o valor a que ele poderá ser vendido dentro deste sistema, o que demora cerca de 24 horas. Depois de encontrado um comprador, vende-se a casa e, em simultâneo, faz-se um contrato de arrendamento onde fica estipulado o preço de venda do imóvel, o valor da renda a pagar e durante quanto tempo se fica a ocupar a casa.

Pode ainda ficar definida uma clausula que permite recomprar a casa, sendo que, neste caso, fica logo definido o valor da recompra. 

Economia estabiliza e cresce pelo 2º trimestre consecutivo - Dinheiro Vivo

Economia estabiliza e cresce pelo 2º trimestre consecutivo - Dinheiro Vivo

O Produto Interno Bruto aumentou 0,2% no terceiro trimestre do ano, pelo segundo trimestre consecutivo.
Segundo os dados divulgados hoje pelo INE, este resultado deve-se à procura interna, que apresentou um contributo menos negativo para a variação homóloga do PIB, sobretudo devido à diminuição menos acentuada das despesas  de consumo final das famílias residentes. Em sentido oposto, o contributo da procura externa líquida diminuiu, refletindo principalmente a aceleração das Importações de Bens e Serviços.
Já na comparação homóloga, a economia portuguesa continua em recessão, embora menos acentuada, com o PIB a recuar 1% no terceiro trimestre, após ter diminuído 2% no trimestre anterior, de acordo com a estimativa rápida das Contas Nacionais Trimestrais.
Também o saldo anual da economia portuguesa deverá ser negativo, com o Governo a estimar uma contração do PIB de 1,8% para o conjunto deste ano. Este será o terceiro ano consecutivo de contração. Segundo os dados do INE, o PIB recuou 1,3% em 2011 e 3,2% em 2012.
Em agosto, o INE divulgava que a economia nacional cresceu 1,1% no segundo trimestre, superando todas as expectativas, que apontavam para uma subida máxima de 0,6%.
O crescimento da economia portuguesa vai ao encontro das expectativas, que apontavam para um crescimento entre os 0,2% e os 0,5%.

Também na zona euro a economia avançou 0,1%, enquanto no conjunto da União Europeia aumentou 0,2%, com as duas maiores economias, Alemanha e França, a desacelerarem. O PIB alemão aumentou 0,3% no terceiro trimestre, depois de ter aumentado 0,7% no trimestre anterior. Já a economia francesa contrariou as expectativas, contraindo 0,1% no mesmo período.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Elétricas vão ter de pagar 20 euros se falharem hora da visita. Mas clientes também - Dinheiro Vivo

Elétricas vão ter de pagar 20 euros se falharem hora da visita. Mas clientes também - Dinheiro Vivo

As empresas de eletricidade vão ter de pagar 20 euros ao cliente se chegarem atrasadas ou falharem as horas marcadas para ir a casa de um cliente, por exemplo, para ler o quadro elétrico ou para uma reparação. O mesmo se passa com o cliente que, se não estiver em casa na hora marcada, terá de pagar os mesmos 20 euros à empresa.
A contrapartida é que as visitas passam a ser agendadas entre a empresa e o cliente para que se possa encontrar a hora mais conveniente para ambos e, além disso, essas visitas terão um intervalo de duas horas e meia para minimizar os tempos de espera que costuma ser longos, por exemplo, uma manhã ou uma tarde inteira. 

Leia também: Novo posto da gasolineira de Champalimaud dá prémios como num casino
Esta é uma das novas regras de qualidade de serviço que as empresas vão ter de assegurar segundo o novo Regulamento de Qualidade de Serviço do Setor Elétrico que a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) publicou hoje.
Recorde-se que, desde a alteração de estatutos realizada o ano passado, que a ERSE passou a ter a competência de definir estes parâmetros de qualidade e ainda de monitorizar o seu cumprimento pelos comercializadores, incluindo agora os do mercado livre.
Outra das novas regras exige que as empresas tenham, obrigatoriamente, um serviço de atendimento telefónico, "ou equivalente que garanta resposta imediata", e também um serviço de resposta por escrito, que "para pedidos de informação e reclamações" também pode ser em formato eletrónico.
Exige-se ainda que os pedidos de informação sejam respondidos em menos de 15 dias e que, o prazo de respostas às reclamações - e também o valor de compensação a dar ao cliente - sejam acordados contratualmente com o cliente.

O novo regulamento estipula ainda que as empresas têm de dar à ERSE informação trimestral e anual sobre a qualidade de serviço comercial, têm de fazer um relatório anual sobre o mesmo tema e ainda que vão ser alvo de auditorias periódicas para monitorização do desempenho.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Estado gastou mais de 40 milhões em serviços privados de segurança em 2013 | iOnline

Estado gastou mais de 40 milhões em serviços privados de segurança em 2013 | iOnline

As despesas dos organismos públicos na aquisição de serviços de segurança e vigilância são o principal destaque do “Mercado  da República” desta semana. Em quase dois anos já foram gastos 83,4 milhões. Só em 2013 foram mais de 40 milhões. A REN, que assinou o contrato com o valor mais elevado nesta rubrica, foi também o organismo público que mais  encargos assumiu na última semana. A Mota-Engil foi a empresa que mais verbas contratualizou
Os organismos públicos gastaram mais de 40 milhões de euros na aquisição de serviços de empresas privadas de segurança e vigilância durante este ano. De acordo com a pesquisa efectuada pelo i aos contratos divulgados no portal Base (http://www.base.gov.pt/base2/), entre os dias 1 de Janeiro e 6 de Novembro, já foram publicados 401 contratos no valor de 39,4 milhões de euros.
Este montante - que representa quase tanto como o valor das despesas efectuadas com esta rubrica em todo o ano passado (44 milhões, em 431 contratos) - peca, no entanto, por defeito. E não deve ser pouco. É que entre os 832 contratos publicados desde o ano passado só constam 96 câmaras, 19 institutos, quatro freguesias, seis escolas, sete centros hospitalares, três hospitais e outras tantas Unidades Locais de Saúde. Na área da Justiça, por exemplo, não foi publicado nenhum contrato neste período.
A análise permitiu concluir que faltam contratos de muitas direcções gerais e regionais, empresas públicas e municipais e, mesmo em relação a alguns organismos, os contratos publicados só abrangem alguns períodos dos últimos dois anos. Há casos também de organismos com a mesma dimensão com valores muito díspares nesta rubrica.
ARS DE LISBOA FOI A QUE MAIS GASTOU A pesquisa do permitiu concluir que 34 organismos já gastaram mais de meio milhão de euros com estes contratos, desde 2012. A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) é a entidade com mais encargos assumidos. Os 84 contratos publicados (dos quais só um após concurso público) representam uma despesa de 11,5 milhões de euros. Em igual período, a ARS do Algarve só publicou quatro contratos por 258,6 mil euros, a do Centro três por 616,7 mil, a do Norte um por 8,5 mil e a do Alentejo nenhum.
O procedimento mais elevado tem um valor de três milhões de euros e um prazo de 152 dias. Esta ARS celebrou também um contrato, de 1,7 milhões, mas apenas por um período de três meses, e pagou ainda 3,2 mil euros pelas "deslocações de vigilantes devido a disparos de alarme nos Centros de Saúde de Loures, S. João da Talha e Moscavide."
O segundo organismo com mais encargos assumidos nesta rubrica foi a REN Serviços, SA. O único contrato celebrado, no montante de 5,2 milhões de euros, constitui mesmo o mais elevado entre todos os que foram publicados (ver tabela em baixo). Os lugares seguintes são ocupados por empresas públicas de transportes: a Refer - Rede Ferroviária Nacional com 3,9 milhões, a CP - Caminhos de Ferro Portugueses (3,1), o Metropolitano de Lisboa (2,4). No sexto lugar do ranking aparecem a empresa Portos dos Açores, o Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental e os serviços do Ministério da Economia (todos com dois milhões).
O top ten é fechado pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes e os serviços do Ministério da Educação com 1,5 milhões. Os três municípios que mais gastos assumiram com esta rubrica foram Odivelas (1,4), Funchal (1,2) e Maia (1,1).
PRESTIBEL FOI A QUE MAIS GANHOU Na lista das empresas privadas de segurança a que mais dinheiro recebeu foi a Prestibel, com um total de 22,5 milhões em 158 contratos. O principal cliente desta empresa foi a ARS de Lisboa, que representou mais de metade das verbas contratualizadas.
Os clientes que mais renderam a seguir foram o Instituto Português do Desporto e Juventude com 929,9 mil euros relativo a um único contrato e o Instituto dos Museus, 850,1 em quatro contratos.
O segundo lugar da tabela é ocupado pela Prosegur com 12,3 milhões em 116 contratos. Além do contrato que assinou com a REN esta empresa celebrou ainda um contrato de 1,1 milhões com a CP, dois por um milhão com a Administração dos Portos do Douro e Leixões e outros tantos com a Valnor - Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos, S.A por 944,1 mil euros. A Grupo 8, com 10,1 milhões em 78 contratos, surge em terceiro lugar do ranking. Refira-se ainda que 13 empresas ganharam contratos acima de um milhão de euros.