quinta-feira, 14 de novembro de 2013

FMI insiste no corte de salários e pensões em Portugal - Dinheiro Vivo

FMI insiste no corte de salários e pensões em Portugal - Dinheiro Vivo

O Fundo Monetário Internacional (FMI) volta à carga com a necessidade de Portugal reduzir o valor dos salários e das pensões para conseguir um equilíbrio sustentável das contas públicas.
Na sua análise à oitava e nona revisões do Programa de Ajustamento Económico e Financeiro (PAEF), ontem divulgada, o Fundo diz que “seria importante combater as principais fontes de fraqueza das finanças públicas”, tais como a grande dimensão do sector público e os seus salários relativamente altos, bem como o valor das pensões, em comparação com os restantes países da Zona Euro.
Também ao referir as suas preocupações com o programa de reformas estruturais em Portugal, que considera não ser “suficientemente ambicioso”, salienta que , apesar das importantes reformas que já estão em curso, continua a haver “rigidez” em várias áreas. E defende que uma maior flexibilidade salarial, sobretudo nos salários mais baixos dos trabalhadores menos qualificados, ajudaria a impulsionar o emprego, aconselhando também uma descentralização da negociação coletiva.
O relatório refere que os indicadores de competitividade só tiveram até à data “uma melhoria modesta” e alerta para o risco de uma “reviravolta” na conta corrente externa, considerando que o equilíbrio alcançado “pode não ser sustentável”.
Receia, ainda, que as reformas implementadas não sejam suficientes para aumentar as condições da oferta com vista a uma rápida viragem do ciclo económico. E, para além da redução dos salários, insiste na redução dos custos da energia, através do corte das rendas excessivas e outras medidas para garantir a sustentabilidade do sistema elétrico sem aumentar os preços.
O FMI acredita que a atividade económica portuguesa irá permanecer estável até ao final do ano, começando a recuperar gradualmente em 2014, mas avisa que o país ainda tem “riscos significativos” pela frente que podem comprometer as previsões. Entre eles, a eventualidade do Tribunal Constitucional chumbar algumas medidas do Orçamento para o próximo ano: “O regresso à incerteza política na sequência de acórdãos do Tribunal Constitucional contra reformas fundamentais pode complicar os esforços de reforma e minar a confiança”, afirma o documento.
Já no que se refere a riscos externos, “permanece uma grande incerteza em torno da resistência e duração da recuperação na Europa”, com repercussões nas exportações portuguesas, salienta o Fundo. Enquanto alterações na política monetária norte-americana poderão aumentar a pressão sobre os juros da dívida soberana de longo prazo, como aconteceu no final de maio, e aumentar as dificuldades de financiamento.
A instituição liderada por Christine Lagarde considera que as metas do défice orçamental de 5,5% do PIB este ano e de 4% no próximo estão ao alcance de Portugal, mas adverte para a “dependência excessiva” de medidas temporárias, como o programa de cobrança de dívidas, em particular o perigo de “distorcer os incentivos ao cumprimento das obrigações fiscais ao introduzir o esquema de recuperação de dívidas.
Para 2015 e seguintes, o Fundo considera, no entanto, que será necessário um ajustamento estrutural mais significativo:.“Será necessário um ajustamento primário estrutural adicional de cerca de 1% do PIB em 2015” para atingir o défice de 2,5% do PIB fixado.

Não há um ‘número mágico’
para o regresso ao mercado
O chefe da missão do FMI para Portugal, Subir Lall, considera que não há um “número mágico” para os juros da dívida que dirão se Portugal está capaz de regressar aos mercados e recusa falar sobre mais ajuda pós-programa.
“Não há nenhum número mágico de juros, na nossa opinião, mas a maneira que vemos do que tem de ser o financiamento nos mercados é: o juro tem de ser considerado sustentável, e tem de ser considerado um acesso sustentável ao mercado durante um período duradouro”, afirmou Lall por teleconferência a partir de Washington,  em resposta a questões dos jornalistas sobre a fasquia de 4,5% colocada recentemente pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete.
Entre o conjunto de fatores para determinar se Portugal tem capacidade para financiar a sua dívida nos mercados está também o que será a dimensão do crescimento económico e do crescimento potencial do Produto Interno Bruto, acrescentou.

Quanto ao tipo de apoio que Portugal poderá necessitar após junho de 2014, terminado o atual programa de ajustamento, recusou avançar qualquer modalidade. “É muito prematuro especular sobre o que vai acontecer no próximo ano. Depende do que acontece em termos de financiamento de mercado”, justificou Subir Lall.

E se pudesse vender a casa e continuar a viver nela? Agora pode - Dinheiro Vivo

E se pudesse vender a casa e continuar a viver nela? Agora pode - Dinheiro Vivo

A mediadora Buy4Rent lançou um novo serviço imobiliário que permite vender a casa e receber logo o dinheiro da transação, mas continuar a viver nela, pagando uma renda. A vantagem diz a empresa, é que ao receber logo o dinheiro, quem vende pode pagar as dívidas que tem à banca.
Aliás, de acordo com a empresa, este novo serviço tem como público-alvo "os proprietários de imóveis que necessitam já de liquidez e não conseguem financiamento na banca", pode ler-se no comunicado. "Há famílias que não conseguem cumprir as prestações dos seus créditos e que, apesar de querem continuar nas suas habitações, se veem obrigadas a vender para obter liquidez", acrescenta-se no mesmo documento.
O processo é muito simples. Primeiro faz-se uma avaliação do imóvel para ver qual o valor a que ele poderá ser vendido dentro deste sistema, o que demora cerca de 24 horas. Depois de encontrado um comprador, vende-se a casa e, em simultâneo, faz-se um contrato de arrendamento onde fica estipulado o preço de venda do imóvel, o valor da renda a pagar e durante quanto tempo se fica a ocupar a casa.

Pode ainda ficar definida uma clausula que permite recomprar a casa, sendo que, neste caso, fica logo definido o valor da recompra. 

Economia estabiliza e cresce pelo 2º trimestre consecutivo - Dinheiro Vivo

Economia estabiliza e cresce pelo 2º trimestre consecutivo - Dinheiro Vivo

O Produto Interno Bruto aumentou 0,2% no terceiro trimestre do ano, pelo segundo trimestre consecutivo.
Segundo os dados divulgados hoje pelo INE, este resultado deve-se à procura interna, que apresentou um contributo menos negativo para a variação homóloga do PIB, sobretudo devido à diminuição menos acentuada das despesas  de consumo final das famílias residentes. Em sentido oposto, o contributo da procura externa líquida diminuiu, refletindo principalmente a aceleração das Importações de Bens e Serviços.
Já na comparação homóloga, a economia portuguesa continua em recessão, embora menos acentuada, com o PIB a recuar 1% no terceiro trimestre, após ter diminuído 2% no trimestre anterior, de acordo com a estimativa rápida das Contas Nacionais Trimestrais.
Também o saldo anual da economia portuguesa deverá ser negativo, com o Governo a estimar uma contração do PIB de 1,8% para o conjunto deste ano. Este será o terceiro ano consecutivo de contração. Segundo os dados do INE, o PIB recuou 1,3% em 2011 e 3,2% em 2012.
Em agosto, o INE divulgava que a economia nacional cresceu 1,1% no segundo trimestre, superando todas as expectativas, que apontavam para uma subida máxima de 0,6%.
O crescimento da economia portuguesa vai ao encontro das expectativas, que apontavam para um crescimento entre os 0,2% e os 0,5%.

Também na zona euro a economia avançou 0,1%, enquanto no conjunto da União Europeia aumentou 0,2%, com as duas maiores economias, Alemanha e França, a desacelerarem. O PIB alemão aumentou 0,3% no terceiro trimestre, depois de ter aumentado 0,7% no trimestre anterior. Já a economia francesa contrariou as expectativas, contraindo 0,1% no mesmo período.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Elétricas vão ter de pagar 20 euros se falharem hora da visita. Mas clientes também - Dinheiro Vivo

Elétricas vão ter de pagar 20 euros se falharem hora da visita. Mas clientes também - Dinheiro Vivo

As empresas de eletricidade vão ter de pagar 20 euros ao cliente se chegarem atrasadas ou falharem as horas marcadas para ir a casa de um cliente, por exemplo, para ler o quadro elétrico ou para uma reparação. O mesmo se passa com o cliente que, se não estiver em casa na hora marcada, terá de pagar os mesmos 20 euros à empresa.
A contrapartida é que as visitas passam a ser agendadas entre a empresa e o cliente para que se possa encontrar a hora mais conveniente para ambos e, além disso, essas visitas terão um intervalo de duas horas e meia para minimizar os tempos de espera que costuma ser longos, por exemplo, uma manhã ou uma tarde inteira. 

Leia também: Novo posto da gasolineira de Champalimaud dá prémios como num casino
Esta é uma das novas regras de qualidade de serviço que as empresas vão ter de assegurar segundo o novo Regulamento de Qualidade de Serviço do Setor Elétrico que a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) publicou hoje.
Recorde-se que, desde a alteração de estatutos realizada o ano passado, que a ERSE passou a ter a competência de definir estes parâmetros de qualidade e ainda de monitorizar o seu cumprimento pelos comercializadores, incluindo agora os do mercado livre.
Outra das novas regras exige que as empresas tenham, obrigatoriamente, um serviço de atendimento telefónico, "ou equivalente que garanta resposta imediata", e também um serviço de resposta por escrito, que "para pedidos de informação e reclamações" também pode ser em formato eletrónico.
Exige-se ainda que os pedidos de informação sejam respondidos em menos de 15 dias e que, o prazo de respostas às reclamações - e também o valor de compensação a dar ao cliente - sejam acordados contratualmente com o cliente.

O novo regulamento estipula ainda que as empresas têm de dar à ERSE informação trimestral e anual sobre a qualidade de serviço comercial, têm de fazer um relatório anual sobre o mesmo tema e ainda que vão ser alvo de auditorias periódicas para monitorização do desempenho.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Estado gastou mais de 40 milhões em serviços privados de segurança em 2013 | iOnline

Estado gastou mais de 40 milhões em serviços privados de segurança em 2013 | iOnline

As despesas dos organismos públicos na aquisição de serviços de segurança e vigilância são o principal destaque do “Mercado  da República” desta semana. Em quase dois anos já foram gastos 83,4 milhões. Só em 2013 foram mais de 40 milhões. A REN, que assinou o contrato com o valor mais elevado nesta rubrica, foi também o organismo público que mais  encargos assumiu na última semana. A Mota-Engil foi a empresa que mais verbas contratualizou
Os organismos públicos gastaram mais de 40 milhões de euros na aquisição de serviços de empresas privadas de segurança e vigilância durante este ano. De acordo com a pesquisa efectuada pelo i aos contratos divulgados no portal Base (http://www.base.gov.pt/base2/), entre os dias 1 de Janeiro e 6 de Novembro, já foram publicados 401 contratos no valor de 39,4 milhões de euros.
Este montante - que representa quase tanto como o valor das despesas efectuadas com esta rubrica em todo o ano passado (44 milhões, em 431 contratos) - peca, no entanto, por defeito. E não deve ser pouco. É que entre os 832 contratos publicados desde o ano passado só constam 96 câmaras, 19 institutos, quatro freguesias, seis escolas, sete centros hospitalares, três hospitais e outras tantas Unidades Locais de Saúde. Na área da Justiça, por exemplo, não foi publicado nenhum contrato neste período.
A análise permitiu concluir que faltam contratos de muitas direcções gerais e regionais, empresas públicas e municipais e, mesmo em relação a alguns organismos, os contratos publicados só abrangem alguns períodos dos últimos dois anos. Há casos também de organismos com a mesma dimensão com valores muito díspares nesta rubrica.
ARS DE LISBOA FOI A QUE MAIS GASTOU A pesquisa do permitiu concluir que 34 organismos já gastaram mais de meio milhão de euros com estes contratos, desde 2012. A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) é a entidade com mais encargos assumidos. Os 84 contratos publicados (dos quais só um após concurso público) representam uma despesa de 11,5 milhões de euros. Em igual período, a ARS do Algarve só publicou quatro contratos por 258,6 mil euros, a do Centro três por 616,7 mil, a do Norte um por 8,5 mil e a do Alentejo nenhum.
O procedimento mais elevado tem um valor de três milhões de euros e um prazo de 152 dias. Esta ARS celebrou também um contrato, de 1,7 milhões, mas apenas por um período de três meses, e pagou ainda 3,2 mil euros pelas "deslocações de vigilantes devido a disparos de alarme nos Centros de Saúde de Loures, S. João da Talha e Moscavide."
O segundo organismo com mais encargos assumidos nesta rubrica foi a REN Serviços, SA. O único contrato celebrado, no montante de 5,2 milhões de euros, constitui mesmo o mais elevado entre todos os que foram publicados (ver tabela em baixo). Os lugares seguintes são ocupados por empresas públicas de transportes: a Refer - Rede Ferroviária Nacional com 3,9 milhões, a CP - Caminhos de Ferro Portugueses (3,1), o Metropolitano de Lisboa (2,4). No sexto lugar do ranking aparecem a empresa Portos dos Açores, o Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental e os serviços do Ministério da Economia (todos com dois milhões).
O top ten é fechado pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes e os serviços do Ministério da Educação com 1,5 milhões. Os três municípios que mais gastos assumiram com esta rubrica foram Odivelas (1,4), Funchal (1,2) e Maia (1,1).
PRESTIBEL FOI A QUE MAIS GANHOU Na lista das empresas privadas de segurança a que mais dinheiro recebeu foi a Prestibel, com um total de 22,5 milhões em 158 contratos. O principal cliente desta empresa foi a ARS de Lisboa, que representou mais de metade das verbas contratualizadas.
Os clientes que mais renderam a seguir foram o Instituto Português do Desporto e Juventude com 929,9 mil euros relativo a um único contrato e o Instituto dos Museus, 850,1 em quatro contratos.
O segundo lugar da tabela é ocupado pela Prosegur com 12,3 milhões em 116 contratos. Além do contrato que assinou com a REN esta empresa celebrou ainda um contrato de 1,1 milhões com a CP, dois por um milhão com a Administração dos Portos do Douro e Leixões e outros tantos com a Valnor - Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos, S.A por 944,1 mil euros. A Grupo 8, com 10,1 milhões em 78 contratos, surge em terceiro lugar do ranking. Refira-se ainda que 13 empresas ganharam contratos acima de um milhão de euros.

Quercus pede decisões difíceis nas alterações climáticas - Ciência - DN

Quercus pede decisões difíceis nas alterações climáticas - Ciência - DN

Começa hoje em Varsóvia, na Polónia, a 19.ª Conferência das partes da Convenção das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas
Começa hoje em Varsóvia, na Polónia, a 19.ª Conferência das partes da Convenção das Nações Unidas sobre Alterações ClimáticasFotografia © Reuters
A Quercus defendeu hoje que os países têm de mostrar coragem e avançar decisões "difíceis mas necessárias" para enfrentar as alterações climáticas, com um plano vinculativo para todos, apontando a subida do nível do mar como uma preocupação para Portugal.
"Chegou a altura dos países enfrentarem a realidade das alterações climáticas, de mostrarem liderança e coragem para tomarem neste momento decisões difíceis, mas necessárias", salienta a associação ambientalista, em comunicado.
A Quercus vai participar na 19.ª Conferência das Partes (COP19) da Convenção das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, que hoje começa em Varsóvia, com o objetivo de preparar uma nova tentativa de acordo global, a alcançar em 2015.
Segundo vários estudos, "a subida do nível do mar é uma das maiores preocupações para Portugal", realça a Quercus, explicando que os impactes ambientais estão a acelerar, nomeadamente nas camadas de gelo, que estão a derreter muito mais rapidamente, ou no aumento do nível do mar, que está a acelerar.
A subida do nível do mar, causada pela expansão dos oceanos devido ao aumento da temperatura e do degelo, poderá vir a destruir 67% das zonas costeiras portuguesas, acrescenta.
"A ameaça ao nosso território é real, dramática e poderá ter fortes implicações económicas e sociais, pelo que os portugueses deverão estar na primeira linha de defesa de uma política climática ambiciosa a nível mundial", alerta a Quercus.
"A falta de vontade política não deve continuar a impedir a definição de ações ambiciosas que façam frente às alterações climáticas", considera a organização ambientalista portuguesa, que defende ser ainda possível traçar o caminho para um futuro climático seguro.
Para isso, os países presentes na conferência em Varsóvia devem assumir os compromissos necessários para garantir um aumento da temperatura global abaixo dos 2,0 a 1,5 graus Celsius (ºC).
Para a associação ambientalista, esta reunião, que se prolonga até dia 22, "deve ter como meta trabalhar com vista a um plano climático justo, ambicioso e vinculativo aplicado a todo o mundo" e a prioridade é o aumento da ambição de redução de emissões a curto prazo e de financiamento das medidas.
Estes resultados vão ajudar a cimentar a confiança entre os países e a criar condições para um novo e efetivo regime climático pós 2015, resume a Quercus, salientando que os limites do planeta e o estado de equilíbrio dos ecossistemas estão prestes a ser ultrapassados.
Os efeitos das mudanças do clima já se registam em vários pontos do mundo através de tempestades, cheias, secas e cada vez mais fenómenos climáticos extremos, com custos para os países.
Apesar de todas as resoluções internacionais dos últimos anos, falta passar à ação e as emissões globais de gases com efeito de estufa continuam a "empurrar o mundo para um aumento de temperatura de quatro graus Celsius até ao final deste século, em relação aos níveis de temperatura pré-industrial", considera.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Milionários portugueses aumentam 11% na pior recessão desde 1975 - Dinheiro Vivo

Milionários portugueses aumentam 11% na pior recessão desde 1975 - Dinheiro Vivo

Há mais multimilionários no mundo e estes estão cada vez mais ricos. Portugal não é exceção. Além do número de ‘super-ricos’ ter aumentado, o montante das suas fortunas também cresceu no último ano, deixando o país bem colocando entre o resto da Europa, apesar de a economia portuguesa ter sofrido no ano passado a mais profunda recessão desde 1975. As conclusões fazem parte do ‘Relatório de Ultra Riqueza no Mundo 2013’ divulgado ontem pela consultora Wealth-X e pelo banco suíço UBS.
Contas feitas, o número de multimilionários em Portugal, ou seja com fortunas superiores a 25 milhões de euros, aumentou 10,8% para 870 pessoas no último ano. São mais 85 ‘afortunados’ do que os 785 registados em 2012. Este crescimento de dois dígitos foi maior do que a média europeia (8,7%) e permitiu a Portugal ter o sexto maior crescimento de ‘super-ricos’ na Europa, sendo apenas ultrapassado pela Suíça (13,1%), Alemanha (13%), Roménia (12%), Sérvia (11,1%) e pela Grécia (11,1%), país que está numa situação económica mais grave que Portugal.
Mas não foi apenas o número de multimilionários portugueses que cresceu, o montante do seu património também aumentou.
De acordo com o relatório, o valor das fortunas dos ‘super-ricos’ nacionais cresceu 11,1%, passando de 90 para 100 mil milhões de dólares (de 67 para 75 mil milhões de euros). Novamente, o crescimento da riqueza em Portugal foi superior ao da média europeia (10,4%) e o nono maior, sendo superado pela Roménia (21,4%), Grécia (20%), Áustria e República Checa (16,7%), Suíça (14,5%), Alemanha (14,4%), Hungria (12,5%),e pela Bélgica (11,8%).
Estes números permitem a Portugal ocupar a décima segunda posição num ranking de 30 países europeus com mais multimilionários e com as maiores fortunas. Os países europeus com mais multimilionários são a Alemanha (17.820), o Reino Unido (10.910), a Suíça (6330), a França (4490) e a Itália (1625). Paralelamente, é nestes países que estão concentrados as maiores fortunas.
Analisando apenas os três primeiros lugares do pódio, os alemães têm um património de 2,35 biliões de dólares (1,75 biliões de euros), seguidos pelos britânicos com 1,38 biliões de dólares (1,02 biliões de euros), e pelos suíços com 750 mil milhões de dólares (559 mil milhões de euros).
O relatório revela ainda as 10 cidades europeias com mais ‘super-ricos’. Apesar deste ranking ser liderado por Londres, com 6360 multimilionários, a Alemanha volta a dominar ao contar com três cidades: Munique (1740), Dusseldorf (1420), Hamburgo (1380) e Frankfurt (1310).
A nível global, o relatório da consultora e do banco suíço confirma que, ao contrário do Sol, a crise quando nasce não é para todos. Em todo o mundo existem atualmente 199.235 multimilionários, mais 6,3% ou quase mais 12 mil ‘super-ricos’ que há um ano, com uma riqueza total de quase 27,8 biliões de dólares (20,7 biliões de euros), o equivalente a 40% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.

O estudo revela ainda que o crescimento no último ano foi maior na América do Norte e na Europa (com mais 10 mil multimilionários) e um aumento total do valor das fortunas. Em sentido inverso, a desaceleração nos mercados emergentes levou a uma queda do número de ‘super-ricos’ na China e Brasil. A análise por género demonstra que a fortuna das mulheres foi maioritariamente herdada, enquanto que os homens construíram a sua própria riqueza.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Brasil e França têm quatro das dez cidades mais congestionadas do mundo - Internacional - Sol

Brasil e França têm quatro das dez cidades mais congestionadas do mundo - Internacional - Sol

O Brasil e a França são os únicos países a ter duas cidades entre as dez mais congestionadas do mundo, de acordo com o Índice de Trânsito da TomTom, uma das maiores empresas de sistemas de navegação.A lista é liderada por Moscovo, tendo o Rio de Janeiro em terceiro lugar e São Paulo em sétimo, no caso do Brasil, e Marselha e Paris em sexto e nono lugar, respectivamente.
Lisboa e Porto aparecem na 37ª e 41ª posição numa tabela que resulta da análise em tempo real das informações enviadas de forma anónima pelos condutores que utilizam o sistema de navegação da Tomtom em todo o mundo.
Istambul, Varsóvia, Palermo, Roma e Estocolmo completam a lista das dez cidades mais congestionadas do mundo durante o segundo trimestre deste ano, de acordo com o relatório, que conclui que, em média, os condutores perdem oito dias de trabalho parados no trânsito, por ano.
"Conseguimos identificar um padrão muito claro, que mostra que os níveis de congestionamento aumentam à medida que as economias emergem da recessão. As respostas mais tradicionais ao congestionamento, tais como a construção de novas estradas ou o alargamento de estradas já existentes, já não surtem efeito, pelo que a forma como se lida com o trânsito deve ser alterada", disse o CEO da TomTom, Harold Goddijn, num comunicado distribuído à imprensa.

Número de multimilionários em Portugal cresceu

Número de multimilionários em Portugal cresceu

O número de ultramilionários em Portugal aumentou entre 2012 e 2013, de acordo com um relatório da Wealth-X, organização que monitoriza a atividade financeira a nível internacional.

Os dados, revelados esta quinta-feira e citados pela «Renascença», mostram que existem 870 habitantes no País com fortunas superiores a 22 milhões de euros, um número superior aos 785 registados no ano passado.

O relatório divulgado mostra que Portugal é o 12º país europeu, num total de 24, com mais habitantes muito ricos, ficando à frente de países como a Bélgica, Dinamarca, Luxemburgo e Áustria. 

Neste caso, a lista não estabelece a relação percentual entre número de muito ricos por milhões de habitantes, baseando-se apenas no número unitário de fortunas.

A nível mundial, o número de ultramilionários subiu 6,3 por cento em 2013.

Défice será de 4,3% sem medidas temporárias e não recorrentes | iOnline

Défice será de 4,3% sem medidas temporárias e não recorrentes | iOnline

Para conseguir alcançar a meta do défice orçamental do próximo ano, o Governo “fica assim em parte dependente das medidas temporárias” que refere, diz o CFP

O défice orçamental será de 4,3% do PIB em 2014, superior aos 4% acordados com a ‘troika’, se forem excluídas as medidas temporárias e não recorrentes previstas na proposta de orçamento, segundo o Conselho das Finanças Públicas.
Na análise que faz à proposta de Orçamento do Estado para 2014, apresentada pelo Governo no dia 15 de outubro, a instituição liderada pela ex-administradora do Banco de Portugal Teodora Cardoso diz que o défice ajustado deste tipo de medidas seria de 7.203 milhões de euros, cerca de 4,3% do PIB.
Segundo o CFP, estas medidas têm um peso de 0,24% do PIB nas contas públicas e correspondem “sobretudo à receita de concessões e de transferências de fundos de saúde dos CTT.
Entre as concessões previstas está por exemplo a concessão dos portos portugueses.
O CFP diz que o esforço previsto para 2014 na proposta de Orçamento do Estado é o mesmo que já era previsto no Documento de Estratégia Orçamental publicado em abril deste ano – 1,6 pontos percentuais do PIB – o que significa que parte do desvio nas contas públicas estimado este ano será passado para 2014.
Assim, para além do ajustamento necessário, o Governo vai ter de arranjar maneira de compensar em 2014 um desvio extra que passa das contas deste ano, e que segundo o CFP, acaba por se refletir num aumento do défice orçamental (ajustado deste tipo de medidas) superior em 478 milhões de euros.
Para conseguir alcançar a meta do défice orçamental do próximo ano, o Governo “fica assim em parte dependente das medidas temporárias” que refere, diz o CFP.
A instituição diz ainda que a meta do défice de 4% vai acabar por exigir uma melhoria de 1,9 pontos percentuais do PIB no saldo orçamental do próximo ano, em comparação com os 5,9% previstos para este ano.
Esta melhoria necessária é quase quatro vezes maior que a esperada pelo Ministério das Finanças para o ano de 2013, de apenas 0,5 pontos percentuais do PIB.