quarta-feira, 6 de novembro de 2013

CO2 na atmofera bate novo recorde em 2012 - PUBLICO.PT

Concentração deste gás com efeito de estufa pode chegar a 400 partes por milhão em 2015 ou 2016.
Há cada vez mais CO2 ao redor da Terra PETER ANDREWS/REUTERS

O mundo está a dois ou três anos de atingir uma marca que não interessa a ninguém: a concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera deverá ultrapassar as 400 partes por milhão (ppm) em 2015 ou 2016, segundo a Organização Meteorológica Mundial.
Em 2012, o nível médio de CO2 na atmosfera atingiu um novo recorde: 393 partes por milhão. O aumento entre 2011 e 2012 foi maior do que a dos últimos dez anos, de acordo com a mais recente avaliação da OMM, divulgada esta quarta-feira.
O CO2 de origem humana — sobretudo o que resulta da actividade industrial, dos automóveis e da destruição das florestas — é apontado como o principal vilão do aquecimento global. Outros gases com efeito de estufa também continuam a acumular-se ao redor da Terra. Em 2012, a atmosfera tinha já 1819 partes por mil milhão de metano (CH4) e 325 partes por mil milhão de óxido nitroso (N2O).
Desde 1750 — o princípio da era industrial — a concentração de CO2 no ar subiu 41%, a de metano 160% e a de óxido nitroso 20%.
Se nada for feito para travar as emissões de gases com efeito de estufa, “a temperatura global pode ser 4,6 graus Celsius mais elevada no final do século, em comparação com níveis pré-industriais, ou ainda mais nalgumas partes do mundo”, alerta Michel Jarraud, secretário-geral da OMM, num comunicado. “Isto teria consequências devastadoras”, acrescenta.
Segundo o mais recente relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), a concentração actual de gases com efeito de estufa não tem precedentes nos últimos 800.000 anos.
Segundo a OMM, entre 1990 e 2012 o potencial destes gases em aquecer a atmosfera aumentou 32%. A temperatura da Terra subiu neste período, com um intervalo entre 1991 e 1993, devido ao bloqueio de parte da radiação solar pelas cinzas do vulcão Pinatubo. Entre esses anos, a temperatura média da Terra desceu substancialmente, mas voltou a subir até 1998.
Desde então, tem oscilado em torno de um patamar mais ou menos estável. Este novo hiato do aquecimento global nos últimos 15 anos tem sido utilizado como argumento por cépticos da culpa humana nas alterações climáticas.
Embora não haja ainda uma explicação para esta tendência recente, o IPCC aponta para possíveis razões naturais — como uma maior absorção do CO2 pelos oceanos — ou desvios dos modelos climáticos de curto prazo. Ainda assim, os dez anos mais quentes desde 1880 ocorreram a partir de 1998.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Uma em cada cinco estrelas tem planetas habitáveis - Ciência - DN

Uma em cada cinco estrelas tem planetas habitáveis - Ciência - DN

Uma em cada cinco estrelas tem planetas habitáveis
Investigadores dos Estados Unidos garantes que uma em cada cinco estrelas como o Sol tem planetas que podem ser habitáveis. Uma dessas estrelas está apenas a 12 milhões de anos luz da Terra e pode ver-se nitidamente do nosso planeta.
Astrónomos norte-americanos explicam que uma em cada cinco estrelas tem vários planetas na sua órbita tal como acontece na nossa Via Láctea, e um desses planetas pode encontra-se, tal como a Terra, nem demasiado perto nem demasiado longe do seu astro potenciando assim condições, quer de temperatura quer de água, para que possa ser habitável.
Os investigadores das universidades da Califórnia e do Havai acreditam que esses planetas, mais ou menos do tamanho da Terra, possuem uma temperatura superficial propícia à vida, graças às observações realizadas pela nave espacial Kepler da NASA.
Durante a sua missão a Kepler recolheu dados suficientes para determinar quantas das 100 mil milhões de estrelas da nossa galáxia têm planetas potencialmente habitáveis.
A equipa advertiu, no entanto, que os planetas do tamanho da Terra em órbitas similares não são necessariamente adequados à vida, apesar de se encontrarem na "zona habitável" da órbita da estrela. "Alguns podem ter atmosferas que não permitem a sobrevivência das moléculas de ADN", por exemplo, explica Geoffrey Marcy, professor de astronomia da universidade da Califórnia e autor do estudo.

Poluição: Centenas de milhões de pessoas em risco - Sociedade - Sol

Poluição: Centenas de milhões de pessoas em risco - Sociedade - Sol

Centenas de milhões de pessoas podem ficar expostas a poluição tóxica, alertaram na segunda-feira vários grupos ambientalistas, que divulgaram uma lista das piores zonas, incluindo um local em África que processa resíduos electrónicos europeus.
"Estimamos em mais de 200 milhões o número de pessoas em risco devido a esta poluição no mundo em desenvolvimento", disse Richard Fuller, que dirige um observatório ambiental sediado nos EUA, designado The Blacksmith Institute.
Esta organização e a Cruz Verde suíça publicaram uma nova listagem com os dez piores "Lugares mais Poluídos do Mundo", que se baseou em mais de duas mil avaliações de risco em locais contaminados em 49 países.
A segunda maior área de processamento do lixo electrónico na África Ocidental, em Agbogbloshie, nas redondezas da capital do Gana, Accra, está entre as novas inclusões.
Cada ano, o Gana importa 215 mil toneladas de electrónica de consumo usada, na sua maioria da Europa Ocidental, quantidade que se espera duplique até 2020, de acordo com o documento.
Entre locais que foram agora incluídos está a Citarum River Basin, na Java Ocidental, onde estão nove milhões de pessoas, mas também duas mil fábricas.
O rio, que é usado para consumo humano e irrigar plantações de arroz, está contaminado por um largo espectro de toxinas, incluindo alumínio e manganésio.
Os testes à água usada para consumo humano revelaram a presença de chumbo em níveis que excedem em mil os padrões dos EUA, acrescenta-se no documento.

Índia lança com sucesso a sua primeira missão a Marte - JN

Índia lança com sucesso a sua primeira missão a Marte - JN

A missão da Índia com destino a Marte completou, esta terça-feira, com sucesso a sua primeira fase ao entrar na órbita terrestre 44 minutos após o seu lançamento, informou a agência espacial indiana.
O foguetão de lançamento "colocou a nave Mangalyaan (Veículo de Marte) de forma muito precisa numa órbita elíptica à volta da Terra", disse o presidente da Organização de Investigação Espacial, K. Radhakrishnan, a partir da sala de controlo.
A Índia lançou assim com sucesso a sua primeira missão a Marte, com o objetivo de se tornar o primeiro país da Ásia a alcançar aquele planeta, tendo a partida sido registada às 14.38 locais (9.08 horas em Lisboa).
O lançamento do satélite com o objetivo de navegar na órbita do chamado planeta vermelho foi transmitido em direto pelas televisões locais a partir do Centro Espacial Satish Dhawan en Sriharikota, no estado de Andhra Pradesh.
A nave dourada, de 1.350 quilos e do tamanho de um pequeno carro, vai manter-se em órbita terrestre até 1 de dezembro, altura em que começará uma viagem de 300 dias para Marte, onde deverá chegar a 24 de setembro de 2014, depois de percorrer 400 milhões de quilómetros.
Quando orbitar Marte, a nave deverá estudar, através de cinco instrumentos, a superfície, a topografia e a atmosfera do planeta e ainda procurar dados sobre a presença de metano na atmosfera.
A Índia é o sexto país a tentar chegar a Marte, um objetivo falhado por mais de metade das missões até agora enviadas. Apenas Estados Unidos, Rússia e União Europeia conseguiram atingir o "planeta vermelho", tendo as missões japonesa, em 2003, e chinesa, em 2011, sido um fracasso.
A possibilidade de se tornar no primeiro país asiático a chegar a Marte é destacada pela imprensa local como um feito de superação em relação ao poderoso vizinho chinês.
A missão tem um orçamento de 73 milhões de dólares (54 milhões de euros), cerca de cinco vezes menos do que operações similares dos Estados Unidos, e foi desenvolvida durante 15 meses por cerca de mil cientistas da agência espacial indiana.
O programa espacial da Índia existe há 50 anos, mas o primeiro lançamento aconteceu apenas em 1975, quando foi enviado o satélite Arybhatta através de um foguetão russo.
A Organização de Investigação Espacial, com sede em Bangalore, conta atualmente com 16 mil cientistas e um orçamento de mil milhões de dólares (741 milhões de euros) e, através do seu braço comercial, coloca também em órbita satélites de países estrangeiros.
A índia lançou em 2008 uma sonda lunar e prevê ter a primeira missão tripulada em 2016,

Vil metal dá mais divórcios que adultério - Dinheiro Vivo

Vil metal dá mais divórcios que adultério - Dinheiro Vivo

Se pensa que o adultério é a maior causa de divórcio fique sabendo que não é assim. Nem tão pouco a falta de sexo (imagine-se) ou as discussões em torno dos filhos.
Segundo um estudo recente da Kansas State University, publicado no jornal norte-americano Journal Family Relations, os problemas financeiros provocam estragos mais intensos e extensos no casamento do que quaisquer outras razões.
O mesmo estudo defende também que, em muitos casos, estas dificuldades vêm desde o namoro, agravam-se passam pelo casamento, até resultar no divórcio.
"Não é possível medir a situação financeira das pessoas quando casam", assinala Sonya Britt, professora assistente da universidade de Kansas. "Não interessa há quanto tempo essas dificuldade existem, mas quando vão viver juntos e têm a primeira discussão por causa de dinheiro, há uma grande possibilidade de terem uma relação muito fraca", alerta a especialista.
Mas quanto mais durarem os desentendimentos, mais a relação vai enfraquecendo, levando ao divórcio, defende a especialista.
"Sabemos que o nível de infidelidade financeira, na forma de mentira, encobrimento, desonestidade em geral, está a aumentar no Reino Unido e EUA, segundo dados mais recentes", aponta, por seu turno, o psicólogo Kim Stephenson.
Em Portugal, as dificuldades financeiras também fazem dos casamentos as suas primeiras vítimas. Isso mesmo confirma, ao Dinheiro Vivo Pedro Monteiro, do Gabinete de Apoio ao Sobreendividamento (GAS) da Deco, que aponta o divórcio como uma das principais razões para famílias portuguesas procurarem ajuda.
Só este ano, o GAS da Deco já abriu três mil processos de sobreendividamento.
As pessoas que procuram a Deco trazem "os problemas dos três 'D': divórcio, desemprego e doença", identifica Pedro Monteiro, explicando que o "divórcio e a separação pesam nas razões de 22% das famílias que pedem ajuda.
O valor tem-se mantido estável desde 2011, não porque o número de famílias que procuram a Deco tenha caído, mas porque a legislação mudou, obrigando as instituições, sobretudo bancárias, a resolver as dívidas. E aí os divórcio não são permitidos.
"Em termos de créditos, ambos são titulares, sendo muito difícil, com rendimentos reduzidos, que uma entidade bancária abdique do crédito", reforça o responsável da Deco.
"As coisas começam a correr mal e entra-se na fase da culpabilização, que, muitas vezes, é feita da mulher para o marido que tomou decisões erradas", relata Pedro Monteiro.
Grande número de pessoas endividadas que procuram a Deco já vão em situação de separação. "Acontece muitas vezes um elemento do casal desaparecer, chegar mesmo a sair do país, deixando o outro com as dívidas, com os filhos...", revela Pedro Monteiro, acrescentado que, no decorrer do processo, mais separações costumam ocorrer.

É a pressão ainda que o "mais lógico viver em conjunto permite dividir as contas e despesas mais facilmente", destaca Pedro Monteiro.

Bruxelas clarifica que não há novo desvio nas contas públicas portuguesas | iOnline

Bruxelas clarifica que não há novo desvio nas contas públicas portuguesas | iOnline

“Para ser claro, a Comissão não descobriu qualquer novo ‘buraco’ nas finanças públicas portuguesas em 2013”

A Comissão Europeia esclareceu que o desvio de 0,5% na execução orçamental portuguesa em 2013 mencionado nas previsões económicas hoje divulgadas já havia sido identificado na última avaliação do programa de assistência e acordadas soluções com o Governo.
Numa declaração à Lusa, o porta-voz do comissário europeu dos Assuntos Económicos vincou que o desvio referido nas previsões de outono, que suscitou "alguma confusão na imprensa portuguesa (...) não é novo, foi identificado durante as oitava e nona avaliações” do programa, tendo durante a mesma missão da ‘troika’, concluída em outubro, sido acordado com as autoridades portuguesas como lidar com a situação, o que, acrescentou, foi plenamente feito.
“As medidas acordadas com o Governo durante a missão de revisão incluem a redução dos fundos disponíveis para investimento e um controlo mais apertado no consumo intermédio dos ministérios. A juntar a isso, o Governo anunciou um programa de regularização de dívidas ao Fisco e à Segurança Social’ com uma receita esperada de 0,4% do PIB”, apontou Simon O’Connor.
O porta-voz do comissário Olli Rehn afirmou que, desse modo, a Comissão considera que o problema foi devidamente tratado, pelo que continua confiante em que a meta de um défice de 5,5% do PIB para este ano inscrita no programa será alcançada.
“Para ser claro, a Comissão não descobriu qualquer novo ‘buraco’ nas finanças públicas portuguesas em 2013”, concluiu.
No documento hoje divulgado, a Comissão Europeia indica que existe um buraco de 820 milhões de euros na execução orçamental (o equivalente a 0,5% do PIB face à meta acordada), já depois de usada a reserva orçamental, e que, para cumprir a meta do défice deste ano, Portugal vai tomar medidas adicionais.
Segundo Bruxelas, este desvio acontece apesar das receitas fiscais até estarem a ter um bom desempenho e da execução orçamental ter sido gerida de forma cuidadosa.
A Comissão, prossegue o documento, continua a esperar que Portugal cumpra a meta do défice orçamental acordada com a 'troika' (da qual a CE faz parte) para este ano, que é de 5,5% do PIB, mas diz que para isso vai ter de recorrer a medidas adicionais, como é o caso do perdão fiscal que será feito na parte final deste ano, assim como novos cortes no investimento e um novo aperto nas despesas de consumo intermédio dos ministérios, as medidas com as quais o Governo então se comprometeu por ocasião da anterior revisão do programa.
O executivo comunitário aponta também como principal risco à execução do orçamento questões de natureza legal, que neste caso são só e apenas o escrutínio pelo Tribunal Constitucional (TC) da legalidade das normas contidas na proposta de Orçamento para 2014 que a Assembleia deverá aprovar no final deste mês.

Governo admite que concessão das águas "não é inevitável" | iOnline

Governo admite que concessão das águas "não é inevitável" | iOnline

Moreira da Silva, que está hoje no Parlamento no âmbito da discussão sobre o Orçamento do Estado, sublinhou que "no curto e médio prazo" o que está em causa é a reestruturação da 'holding' estatal para o sector da água

O ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia (MAOTE), Jorge Moreira da Silva, admitiu hoje que a concessão das empresas do grupo Águas de Portugal "é uma possibilidade" e não "uma inevitabilidade".
Moreira da Silva, que está hoje no Parlamento no âmbito da discussão sobre o Orçamento do Estado, sublinhou que "no curto e médio prazo" o que está em causa é a reestruturação da 'holding' estatal para o setor da água.
"A concessão não é uma inevitabilidade, é uma possibilidade. Não vale a pena empurrarmos este Governo para uma decisão que este Governo não tomou", respondeu ao deputado da bancada comunista, Bruno Dias, que questionou o governante sobre os objetivos da privatização.
O ministro do Ambiente, que assumiu a pasta anteriormente tutelada pela ministra da Agricultura, Assunção Cristas, salientou que "não é possível ter sustentabilidade" com a atual fragmentação do setor em que "500 entidades distribuem água aos cidadãos", sublinhando que o objetivo e ter "uma gestão mais integrada das infraestruturas".
Atualmente, "a discussão deve ser mais centrada na coesão [entre litoral e interior] e não nas concessões", afirmou Moreira da Silva considerando que essa questão é "extemporânea".
O governante negou, no entanto, que a nova orgânica ministerial "ponha em causa as opções do Governo", enfatizando que o quadro legal abre esta possibilidade, mas não a coloca como "inevitabilidade".
Sobre os resíduos, reafirmou que a opção foi "autonomizar a EGF" e que o processo de privatização será desencadeado "em breve".

Chineses da EDP puxam orelhas a Portas | iOnline

Chineses da EDP puxam orelhas a Portas | iOnline

Mensagem terá sido dada em Macauno encontro do presidente da China Three Gorges com Paulo Portas

A contribuição extraordinária sobre o sector energético é encarada como um facto consumado pelos principais accionistas da EDP. Mas apenas para vigorar em 2014. Esta tem sido a mensagem transmitida pelos responsáveis da China Three Gorges nas conversas com governantes portugueses. O tema terá sido abordado no encontro entre o presidente da empresa, Cao Guangiing, e o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, que se realizou ontem em Macau no quadro da 4.a reunião do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os PALOP.
Segundo informação recolhida pelo i a partir de uma fonte em Macau, o tom da conversa foi cordato. Os chineses são pragmáticos e não querem guerras. Aceitam por isso engolir a contribuição, mas apenas a título extraordinário e para o próximo ano. Ou seja, não querem mais surpresas para 2015. Se no ano seguinte (2015) as medidas de penalização da EDP se mantiverem, tal como foram concebidas, então teremos problemas, admitiu a fonte contactada pelo i.
Na apresentação do novo pacote de cortes até 1400 milhões para o sector eléctrico, o ministro do Ambiente e da Energia, Jorge Moreira da Silva, admitiu que a contribuição poderia não se aplicar apenas no próximo ano. Mas as declarações de ontem de Paulo Portas sobre o tema estão a ser lidas como indo de encontro às expectativas chinesas.
"Portugal nunca aceitaria alterações de natureza contratual ou regulatória porque Portugal gosta de honrar a sua palavra e os seus compromissos. Outra coisa são alterações de natureza fiscal que se justificam por uma circunstância excepcional, num momento extraordinário e em que se tem de pedir mais a quem pode mais para se ter autoridade para pedir aos demais." No seminário "No caminho da internacionalização", o vice-primeiro-ministro lembrou ainda as alterações no IRC, uma medida "boa para todas as empresas, incluindo para as empresas chinesas que operam em Portugal, que foi a descida do IRC nos próximos quatro anos". Fonte oficial do gabinete do vice-primeiro confirmou ao ao i o encontro com o chairman da China Three Gorges em Macau, mas não deu pormenores sobre a conversa.
Paulo Portas foi o membro do governo a quem o presidente da China Three Gorges escreveu, há cerca de um mês, uma carta violenta de protesto contra a criação do imposto sobre a energia. Ontem foi a primeira vez que o governante, que tem a pasta da diplomacia económica, falou publicamente sobre o tema. O ministro da Energia já tinha revelado a existência de conversas em Lisboa com os representantes da China Three Gorges, que tem 21,3% da EDP. Na semana passada Paulo Portas esteve no jantar dos 35 anos da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa.
A versão final da contribuição sobre as centrais eléctricas foi alargada a outras actividades e empresas de energia (gás natural e petróleo), suavizando o impacto sobre a EDP, que está estimado em 45 milhões de euros. A taxa deverá gerar 153 milhões, dos quais 100 milhões irão para o Orçamento do Estado.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Sorteio de carro para quem pede fatura não exige inscrição. Veja aqui como funciona - Dinheiro Vivo

Sorteio de carro para quem pede fatura não exige inscrição. Veja aqui como funciona - Dinheiro Vivo

O sorteio semanal de carros que o Governo está a preparar para quem pedir fatura com número de contribuinte é imediata e não obriga a nenhuma inscrição da parte do consumidor, garantiu ao DN/Dinheiro Vivo a Secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais.
“O sorteio será imediato e envolverá todas as faturas emitidas e comunicadas à Autoridade Tributária (AT), não necessitando de qualquer inscrição prévia”, esclareceu a aquela entidade numa resposta enviada ontem à tarde por e-mail.
Além disso,explicou a mesma fonte, quem já tiver ganho um carro não será excluído, ou seja, sempre que se pede uma fatura com número de contribuinte e ela fica registada, o consumidor entra automaticamente no sorteio e, se tiver sorte, pode ganhar mais carros. “Todos os consumidores finais que tenham incluído o seu Número de Identificação Fiscal (NIF) nas faturas serão elegíveis para todos os sorteios”, adiantou a Secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais.
O sorteio, que segundo noticiou ontem o jornal Expresso arranca em janeiro de 2014 e acontecerá todas as semanas, não discrimina também o tipo de faturas. Ou seja, a fatura de um café ou de um bolo que custe 50 cêntimos também pode ganhar um carro, desde que tenha número de contribuinte.
“Todas as faturas com o NIF do consumidor final, emitidas por todos os setores de actividade, independentemente do seu valor, serão elegíveis para o sorteio”, disse ao DN/Dinheiro Vivo a mesma fonte do Governo. E mais: “o sorteio (envolvendo as faturas de todos os setores) acresce ao incentivo fiscal em sede de IRS nas faturas de quatro setores (alojamento, restauração, oficinas e cabeleireiros)”, que o Governo já criou no início deste ano.
A realização deste sorteio - e consequente atribuição de um prémio - para todos os consumidores que peçam fatura com contribuinte é uma das novidades do Orçamento do Estado para 2014, aprovado sexta-feira na generalidade. Contudo, nele não estava ainda definido que o prémio a atribuir seria um carro. Aliás, segundo avança ainda o jornal Expresso, o Governo poderá mesmo sortear um carro de gama mais alta e dois de gama mais baixa.
Por definir está também se haverá um sorteio todas as semanas do ano e se continuará nos anos seguintes, já que o valor dos prémios será considerada uma despesa corrente do Estado. Contudo, segundo a proposta de lei do Orçamento disponibilizada no dia 15 de outubro, tudo indica que sim. “O valor total dos prémios a atribuir, em cada ano, deve ficar legalmente estabelecido”.

Seja qual for o figurino deste sorteio, que ainda está a ser ultimado pelo Governo, o objetivo não podia ser mais claro: o reforço do combate à fraude e à fuga ao fisco. “A atribuição do prémio visa, em conjunto com outras medidas, a prevenção da fraude e evasão fiscais, valorizando a atuação dos cidadãos na exigência de fatura comprovativa da existência de uma operação tributável localizada em território nacional”, pode ler-se na proposta de lei do Orçamento do Estado para 2014. 

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Novo estudo diz que "a vida começa aos 54" - Globo - DN

Novo estudo diz que "a vida começa aos 54" - Globo - DN

Um estudo inglês hoje divulgado sugere que a demora em ter filhos, assim como as preocupações financeiras, fazem com que "a vida dos homens comece aos 54 anos".
Era hábito dizer que "a vida" começava "aos 40", mas hoje em dia já não será assim. É o que sugere um estudo de uma clínica de Manchester, publicado hoje na edição online do jornal Telegraph. Os resultados do estudo que envolveu mil indivíduos indica que muitos homens não acreditam que tenham uma vida estável antes de atingirem os 54 anos, 12 anos antes da idade da reforma, 66 anos, que entrará em vigor em Portugal já em janeiro.
O estudo concluiu assim que, em média, é aos 54 anos que os homens se sentem estáveis e seguros em relação à sua vida.
Os medos e as inseguranças que os homens sentem para não "começarem a sua vida" mais cedo como "verdadeiros adultos", foram também destacados pelo estudo.
Para os homens britânicos, o primeiro desses receios é não serem capazes de comprar uma casa, vivendo em casas arrendadas. A perda de cabelo, o medo de serem despedidos e a incapacidade dos seus filhos conseguirem a autossuficiência são outras das inseguranças apontadas.