segunda-feira, 25 de março de 2013

Marcelo Rebelo de Sousa: "Sócrates acha que está perdoado" - Dinheiro Vivo

Marcelo Rebelo de Sousa: "Sócrates acha que está perdoado" - Dinheiro Vivo

No seu comentário habitual na TVI, Marcelo Rebelo de Sousa apresentou ontem três razões para o regresso de José Sócrates a Portugal: primeiro, porque o ex-primeiro-ministro "acha que já passou o período de nojo" e considera que "está perdoado", depois porque "quer condicionar Seguro", e por fim porque "quer ver se tem chance de ser candidato presidencial". Dois anos após a demissão, na sequência do chumbo do PEC IV, José Sócrates começa esta semana um espaço de comentários na RTP. "Acha que está perdoado", disse Marcelo Rebelo de Sousa, acrescentando que o ex-primeiro-ministro considera que esta é a altura para "poder fazer valer o que tinha de bom o caminho que estava a percorrer".
“Ele quer condicionar Seguro. Não é liquidá-lo, que isso não é fácil”, disse Marcelo na TVI, acrescentando que o antigo primeiro-ministro pretende também garantir que o actual líder do PS "nunca ataca o passado ‘socrático’".
Marcelo Rebelo de Sousa considera que José Sócrates vai usar o seu espaço de comentários para ver se "tem chance de ser candidato presidencial", embora o PS tenha vários candidatos, como António Guterres, António Vitorino, António Costa ou Luís Amado.
Sobre a decisão polémica de contratar o ex-primeiro-ministro, Marcelo disse tratar-se de uma estratégia para aumentar as audiências: "A RTP está a lutar pela vida. É legítimo". 

Estes economistas já vêem Portugal fora do euro e dizem como vai ser | iOnline

Estes economistas já vêem Portugal fora do euro e dizem como vai ser | iOnline

Defensores da saída do euro invocam o caso da Islândia. E dizem que a recuperação será mais rápida.

Há cada vez mais vozes a defenderem a saída de Portugal do euro. A receita troika aplicada pelo executivo mergulhou o país numa espiral recessiva onde não há fim à vista, pese o optimismo invocado em sucessivas projecções económicas que nunca vêem a luz do dia. Mais. As últimas projecções da Comissão Europeia apontam para uma contracção da economia na zona euro de 0,3% e um modesto crescimento de 0,1% em toda a União, um cenário que reforça o pessimismo.
Da esquerda à direita, está pelo menos aberta a obrigatoriedade do debate. Octávio Teixeira, João Ferreira do Amaral, João Rodrigues e Jorge Bateira são as vozes de esquerda a assumirem abertamente a saída, em prole do controlo da moeda. Octávio Teixeira preconiza mesmo um regresso anterior ao euro, quando o ecu permitia a cada estado uma banda de desvalorização da sua moeda relativamente ao euro, como aliás hoje acontece nos países da União Europeia que não pertencem à zona euro.
À direita, é mais difícil encontrar quem defenda abertamente a posição. Pedro Arroja é uma excepção, tendo assumido há muitos anos que a moeda única não serve ao país. O ex-assessor do governo liderado por Durão Barroso, Bráz Teixeira, partilha do mesmo princípio e considera o fim do euro uma evidência. Entre os defensores do fim do euro, todos concordam que Portugal vai sofrer menos e recuperar mais depressa do que se continuar a seguir a política imposta pela troika. Last, but not least, o crescimento das exportações através da desvalorização da moeda vai permitir um rápido aquecimento da economia e mais emprego.
João Duque e Silva Peneda, também contactados pelo i, acreditam menos na bondade destes argumentos, embora reconhecendo que a situação actual é muito complexa e de desfecho imprevisível. Silva Peneda defende que se não forem feitas as reformas na Europa, não será apenas Portugal a sair do euro, mas também outros países. “Uma moeda única num espaço onde há diferentes níveis de competitividade deve ir no sentido de reforçar a competitividade dos mais fracos e não o contrário”, defende, relembrando que o princípio da solidariedade que esteve na origem da União Europeia está em vias de extinção. “Estamos perante uma crise que é federal, mas onde não existem nem instrumentos nem soluções federais”, conclui.

Miguel Relvas e Álvaro Santos Pereira de saída na remodelação exigida pelo CDS | iOnline

Miguel Relvas e Álvaro Santos Pereira de saída na remodelação exigida pelo CDS | iOnline

Centristas já não escondem divergências e pedem ao primeiro-ministro que mexa na equipa paraque o governo não caia.

A Páscoa pode marcar um momento de viragem para o governo: uma remodelação na equipa está iminente e Álvaro Santos Pereira e Miguel Relvas podem estar de saída, sabe o i. A decisão ainda não está tomada, mas ao que o i apurou, os nomes dos dois ministros estão na short list para uma remodelação pedida quer pelo CDS quer por algumas vozes dentro do PSD que acontecerá a seguir à Páscoa. A remodelação permitiria a Passos Coelho refrescar a equipa, mas também fazer a vontade ao CDS e a alguns sociais-democratas. Aliás, o CDS fez um pedido, em tom de aviso, para que ela aconteça até dia 15 de Abril, data do próximo Conselho Nacional do partido.
A acrescentar a isto, as críticas em público de dirigente centristas e de Marques Mendes, no comentário semanal na SIC, fazem prever essa mesma mexida. Mesmo quem não tem a certeza que ela vá acontecer, acredita que o CDS só falaria tão abertamente de uma remodelação se ela estivesse para acontecer, o mesmo para o comentador político, bem informado junto de fontes governamentais.
A decisão ainda está entre Passos Coelho e o núcleo duro, mas estes são os dois ministros apontados por todos os críticos. Miguel Relvas, aliás, até já cumpriu os principais dossiês que tinha em mãos - reforma autárquica e privatização da RTP, esta última falhada, com o plano de reestruturação finalizado na outra semana - e várias fontes acreditavam que o ministro nunca sairia antes de ter o caso da RTP fechado. Um entrave à sua saída que já não se verifica. Quanto a Álvaro Santos Pereira, os números do desemprego e de falências de empresas são os indicadores que lhe apontam em como tem sido ineficaz à frente da pasta e, num momento em que o governo quer começar a falar em crescimento económico e virar para o segundo momento, os críticos exigem sangue novo à frente da Economia.
Isso mesmo fez António Pires de Lima, presidente do Conselho Nacional do CDS que defendeu em público que é “necessário reforçar a capacidade política deste governo, a capacidade de coordenação política” e também que é preciso “dar uma outra prioridade ao tema importante da economia, nomeadamente outra eficácia na captação de investimento”. Depois lá dentro, na reunião da Comissão Política Nacional (CPN) do CDS deste fim-de-semana, Paulo Portas nunca falou em remodelação e manteve uma postura mais institucional, mas os dirigentes do partido já não escondem a impaciência pela apatia ou teimosia do primeiro-ministro em não mexer na equipa do executivo e várias foram as vozes a pedir a remodelação em áreas-chave do executivo como a Economia e coordenação política, mas houve também quem lembrasse o ministro das Finanças.
Na CPN, os centristas defenderam uma “remodelação profunda” do governo sob pena de se abrir ainda mais as chagas de uma crise política. Se o presidente quer uma postura mais tranquila para evitar o caos, os dirigentes dizem que o chefe do governo tem tempo suficiente até dia 15 de Abril (data do Conselho Nacional do CDS) para remodelar sob pena de as críticas no CDS subirem ainda mais de tom e de não se disfarçar mais uma crise na coligação como foi aquando do anúncio da TSU. “Acho que é melhor remodelar a bem do país e da coligação”, diz ao i Artur Lima, vice-presidente do CDS. O centrista diz que “é tempo suficiente” até dia 15 de Abril para que Passos mexa na equipa “sob pena de o governo não funcionar”.
Além do CDS, Marques Mendes foi bastante crítico para o executivo alertando mesmo Passos Coelho que ou faz uma remodelação já em Abril ou o país entra “no caos”. O comentador e ex-líder social-democrata defendeu ainda que o governo, para mostrar a união entre a bancada e o governo, devia apresentar uma moção de confiança. A estratégia, para Marques Mendes, devia ser de mudança de discurso político, falando em esperança e crescimento, mas também de agenda.
Preocupação com metas Além da remodelação, os dirigentes do CDS mostraram-se preocupados com as metas do défice. O CDS queria ir mais longe (pedir dois anos em vez de um) e nesse quadro tem uma dupla acção: aproxima-se do governo ao colocar as causas na conjuntura externa e afasta-se por querer ir mais longe. A dualidade foi sintetizada por Telmo Correia que explicou: “Depende muito da economia europeia nós sabermos se as metas que saem desta avaliação serão ou não exequíveis. Portanto, há alguma preocupação.”
A necessidade de acautelar o sucesso na negociação do alargamento das metas foi um dos argumentos usados pelo líder parlamentar do CDS no último debate para criticar a moção de censura do PS. A remodelação, a acontecer logo a seguir à Páscoa, permite ao governo mostrar que se quer manter coeso a tempo da próxima reunião do Eurogrupo de meados de Abril, que vai discutir o alargamento dos prazos a conceder a Portugal.
Nuno Magalhães acusou os socialistas de apresentarem uma moção numa altura em que o país teria de estar unido perante os credores que podem assim desconfiar da solidez do governo tendo o principal partido da oposição cortado relações. E esse é o mesmo argumento para dentro do partido. Até ter o ok de Bruxelas definitivo, o clima terá de ser de união, nem que seja aparente.

Estradas de Portugal. Almerindo Marques admite pressão de Sócrates para adjudicar "mais e mais obra" | iOnline

Estradas de Portugal. Almerindo Marques admite pressão de Sócrates para adjudicar "mais e mais obra" | iOnline

Ex-presidente da Estradas de Portugal confirma reuniões com governo e Tribunal de Contas para contornar chumbo do visto aos contratos das subconcessões rodoviárias.

Na semana em que se soube do seu regresso à vida pública (televisiva), o papel do ex-primeiro-ministro na política de obras públicas do governo PS veio ontem ao de cima na comissão parlamentar de inquérito às parcerias público-privadas (PPP).
Sem referir o nome de José Sócrates, o antigo presidente da Estradas de Portugal (EP), Almerindo Marques, admitiu que havia pressões do primeiro-ministro para adjudicar “mais e mais obra”. Questionado sobre a intervenção de José Sócrates enquanto esteve à frente da EP, período que coincidiu com o lançamento e adjudicação de sete subconcessões rodoviárias, Almerindo Marques explicou: “O primeiro-ministro pressionava as estruturas políticas, o secretário de Estado (Paulo Campos) para me dar instruções a mim”.
Almerindo Marques contou ainda ter feito alertas regulares por carta relativamente aos problemas de tesouraria da Estradas de Portugal. Essas cartas foram enviadas aos secretários de Estado da tutela (Paulo Campos das Obras Públicas e Costa Pina do Tesouro), mas também aos ministros das Finanças e Obras Públicas (Teixeira dos Santos, Mário Lino e António Mendonça).
O antigo gestor da EP aponta como principal raiz do problema o não cumprimento de compromissos por parte do governo em relação à empresa, com destaque para a recusa em devolver o IVA e a demora em introduzir portagens nas Scut (vias sem custos para o utilizador). A gestão da EP não tinha alternativa “se não recorrer ao crédito para pagar as prestações das Scut”, o que explica o forte crescimento do endividamento da empresa. A falta destas condições, não havia soluções estruturais, mas sim remendos, foi o motivo dado por Almerindo Marques para se demitir da EP e passar a liderar a construtora Opway.
Mas antes quis deixar resolvida a situação criada pela recusa de visto do Tribunal de Contas (TC) a cinco em sete subconcessões adjudicadas pela Estradas de Portugal. E, neste processo, Almerindo Marques não poupou críticas à instituição liderada por Oliveira Martins.
O gestor confirmou aos deputados o envolvimento de elementos do Tribunal no processo que deu origem aos “contratos reformados”. Foi o não acesso a estes contratos “paralelos”, que alegadamente aumentaram a despesa pública em 705 milhões de euros, que justificou a denúncia de irregularidades numa auditoria do TC conhecida em 2011.
A reunião com governo e TC Almerindo Marques recorda em particular uma reunião na Presidência do Conselho de Ministros, num sábado, onde esteve, juntamente com técnicos da EP, do Ministério das Obras Públicas, o secretário de Estado das Obras Públicas e o director-geral do Tribunal de Contas, “o Sr. Tavares”. O objectivo dessa reunião, que já foi publicamente referida por Paulo Campos, era encontrar “uma saída para o impasse” criado com a recusa do Tribunal em dar visto. “Foi uma reunião em que se lançaram as bases da execução das reformas dos contratos. Os “contratos reformados, preparados por indicação do secretário de Estado, visaram ultrapassar as objecções jurídicas que fundamentaram a recusa de visto. A solução, defende, permitiu poupar milhões em indemnizações por obras paradas.
Estes contratos foram mais tarde criticados numa auditoria do TC, que ignorou o contraditório da Estradas de Portugal, sublinhou Almerindo Marques. O gestor acusa o Tribunal de “ser a única instituição do mundo que não assumiu a existência de uma crise internacional” a propósito da explicação para o desvio de 705 milhões de euros entre as ofertas iniciais e o valor de adjudicação das concessões. Esse valor, explicou, resulta de 30 anos de financiamento e da subida dos juros exigidos pelos bancos pós 2008. O gestor desafiou o TC a “provar que gastei mais 705 milhões de euros, qualificando de falsa a tese de que havia contratos paralelos. “O ónus da prova é do TC. É falso, que prove”.
Almerindo confirma que foi alvo de buscas no quadro do inquérito aberto pelo Ministério Público a estes contratos. Foi ouvido a propósito do relatório do TC, mas ficou como testemunha podendo voltar a ser chamado.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Governante usa carro do Estado para fins particulares - JN

Governante usa carro do Estado para fins particulares - JN

O secretário de Estado adjunto e da Defesa usou carro e motorista do Ministério para participar numa reunião de acionistas da Fundição Felino. Do currículo oficial de Braga Lino não consta a sua participação no capital da empresa.


Cerca das 11.45 horas de quinta-feira, o governante chegou às instalações da Felino, em Ermesinde, acompanhado de mais duas pessoas, num Mercedes cinzento, com matrícula inscrita como propriedade da Secretaria-Geral do Ministério da Defesa, conduzido pelo motorista.
O JN apurou que Paulo Braga Lino participou na assembleia de acionistas da empresa, da qual deterá, juntamente com o pai, uma participação no capital de 40%. A reunião decorreu até às 13.30 horas.
Ao sair - e quando se preparava para entrar na viatura - o secretário de Estado foi confrontado com a presença da equipa de reportagem do JN, que o tentou questionar. Visivelmente surpreendido, deu instruções ao motorista para partir e voltou de imediato para o interior das instalações. Sairia cerca de dez minutos depois, sentado no banco traseiro de uma viatura particular.
No exterior do edifício da Felino, permaneceram o administrador da empresa, Manuel Braga Lino (primo do secretário de Estado) e Rafael Campos Pereira, presidente da assembleia de acionistas. "O senhor secretário de Estado participou na assembleia de acionistas a título pessoal, nada tem com as funções do Governo", confirmou, ao JN, este último.
Também questionado pelo JN, o administrador acabou por confirmar a participação acionista do membro do Governo. "Ele [secretário de Estado] e o pai têm 40% de participação", adiantou, embora não esclarecesse a parcela detida por cada um deles.
Em resposta às questões suscitadas pelo JN, a Secretaria de Estado justificou a utilização de viatura oficial com o facto de Braga Lino se encontrar em deslocação oficial ao Porto. No entanto, o JN apurou que o membro do Governo efetuou outras deslocações à empresa, igualmente na viatura oficial e com o respetivo motorista.
No currículo do secretário de Estado que consta na página oficial do Governo, dá-se conta da sua passagem pela empresa. A biografia explicita que Braga Lino foi controler, diretor administrativo e financeiro e administrador da Felino, entre 1995 e 1999. Não é, contudo, feita qualquer referência ao facto de ser acionista.

Chipre: Merkel avisa Nicósia para não pôr à prova a paciência da 'troika' - Dinheiro Vivo

Chipre: Merkel avisa Nicósia para não pôr à prova a paciência da 'troika' - Dinheiro Vivo

A chanceler alemã, Angela Merkel, avisou o Governo de Nicósia que não deve pôr à prova a paciência da 'troika' nas negociações para o resgate de Chipre, disseram hoje deputados alemães citados pela agência Efe.
Segundo as mesmas fontes, o aviso de Angela Merkel ao Chipre foi feito numa reunião extraordinária do grupo parlamentar do partido CDU/CSU (cristãos-democratas e social-cristãos bávaros)
Os deputados avançaram que a chanceler alemã criticou a ausência de comunicação e contactos durante vários dias entre Nicósia e a 'troika', composta pela Comissão Europeia, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Central Europeu (BCE), sobre as alternativas das autoridades cipriotas para evitar a bancarrota no país.
Os deputados indicaram ainda que também o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, alertou o Chipre, na mesma reunião, para não esperar que a 'troika' permita que tudo se mantenha como está.
Por seu lado, o ministro dos Assuntos Exteriores, Guido Westerwelle, exigiu transparência ao Governo cipriota sob pena de a União Europeia poder paralisar por causa da atitude de Nicósia.
"Estou muito preocupado, já que está a acontecer, face à atitude cipriota, uma paralisação nas decisões da União Europeia, o que naturalmente não é bom para ninguém, afirmou hoje Westerwelle no jornal da manhã da televisão pública alemã ARD.
Depois de exigir que Chipre respeite as regras do jogo, Westerwelle afirmou que os Estados "estão dispostos a ser solidários, mas que os países que pedem essa solidariedade devem estar dispostos a cumprir os seus deveres".

'Sócrates chegou, Seguro censurou' - Política - Sol

'Sócrates chegou, Seguro censurou' - Política - Sol

Poucas horas depois do PS ter aprovado (antem à noite) a apresentação de uma moção de censura ao Governo, o primeiro-ministro vem ao Parlamento para o debate quinzenal. A situação económica e financeira do país, no quadro da sétima avaliação da troika, deverá estar no centro de debate entre as bancadas parlamentares e Passos Coelho. Acompanhe o debate com o SOL ao minuto.
10h33: Primeiro-ministro - «Eu não estou zangado com ninguém. Nem com o senhor deputado», afirmou Passos Coelho.
10h28: António José Seguro (PS) - O líder do maior partido da oposição apontou o défice acima do previsto; a dívida acima da prevista; os quase 1 milhão de portugueses desempregados; a economia numa espiral recessiva «de onde o senhor não consegue sair». Seguro disse que Passos Coelho «está zangado com toda a gente» e classificou como «arrogância política» e indisponibilidade anunciada do Governo de não conversar sobre o aumento do salário mínimo nacional. «Chegou ao fim do seu mandato», concluiu Seguro.
10h27: António José Seguro (PS) - «O seu Governo, senhor primeiro-ministro, chegou ao fim», afirmou o líder do PS.
10h26: Primeiro-ministro - «Desenganem-se que este Governo tem carácter e resistirá», afirmou Passos Coelho na conclusão da sua intervenção, numa referência à moção de censura do PS.
10h20: Primeiro-ministro - Sobre o aumento do salário mínimo nacional, Passos Coelho garantiu que o Governo não irá associar-se aos parceiros sociais no debate à volta do aumento do salário mínimo, uma proposta amplamente debatida pelo PS, BE e PCP. Passos afirmou que «aumentar o salário mínimo seria o maior presente envenenado que poderíamos dar às empresas e ao país», já que «agravaria a perspectiva sobre o desemprego e a credibilidade externa de Portugal».
10h16: Primeiro-ministro - Passos Coelho começou a sua intervenção por afirmar que «só não comete erros quem não toma decisões». O primeiro-ministro sublinhou que o Executivo de maioria PSD/CDS está a cumprir um programa negociado pelo PS. Em 2009, recordou Passos Coelho, o défice também ficou acima do esperado e o Governo de então responsabilizou a Europa pela incapacidade interna de travar o endividamento externo e o descontrolo nas contas públicas. Ora, o primeiro-ministro claramente a optar por fazer uma espécie de retrospectiva para explicar que os problemas estruturais vêm de trás.
10h05: Luís Montenegro (PSD) - O líder parlamentar começou a sua intervenção com uma referência ao regresso de José Sócrates. «José Sócrates voltou, António José Seguro censurou», afirmou o social-democrata, arrancando um aplauso da bancada laranja. O social-democrata acusou os socialistas de entrarem «numa esquerda radical» contribuindo, deste modo, para a «instabilidade política». O PSD, disse, «recusa o egoísmo do PS». A abertura do debate, do lado do PSD, fica ainda marcada pela enumeração de alguns sinais que apontam para a «retoma económica» e para «evitar um segundo resgate internacional». «Onde estávamos hoje se tivéssemos optado pela receita do Partido Socialista?», questionou Luís Montenegro para depois associar Sócrates e Seguro como os responsáveis pela política que obrigou Portugal a pedir ajuda internacional. Luís Montenegro anunciou ainda a bancada social-democrata «vai chumbar» uma iniciativa do PS que se traduz em «tacticismo político». O social-democrata afirmou ainda que «esta moção de censura vem vários anos atrasada. Devia ter vindo em 2009 ou em 2010».
10h01: Passos Coelho, primeiro-ministro, Miguel Relvas, ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Carlos Moedas, secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, e Teresa Morais, secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares já estão sentados na bancada do Governo. O PSD será o primeiro partido a ter a palavra.

Governo treme com 'rombo' do TC - Política - Sol

Governo treme com 'rombo' do TC - Política - Sol

O primeiro documento de trabalho dos juízes mostrava fortes dúvidas sobre os cortes nas pensões. Mas as últimas informações na maioria e no PS apontam para um chumbo mais alargado. Se no Governo já se admite a saída de Passos, há quem desconfie de manobras de pressão.
O primeiro sinal de fumo negro do Tribunal Constitucional (TC) chegou logo no início de Fevereiro, no memorando preparado pelo presidente, que serviu de base para toda a discussão dos juízes. O texto, soube o SOL, deixou clara a casa de partida, apontando para a irregularidade dos cortes sobre as pensões incluídos no Orçamento do Estado (OE), sobretudo as taxas mais altas, cobradas apenas aos pensionistas ricos. Mas também no que respeita à Contribuição Extraordinária de Solidariedade – que apanha reformas acima dos 1300 euros.
De então para cá, sobretudo nos últimos dias, alguns elementos da maioria e também do PS começaram a receber novas indicações – coincidentes – sobre o desenvolvimento da discussão no plenário do TC, indicando que o âmbito do chumbo se alargou. O cenário para que todos se preparam é, agora, para um ‘rombo’ no Orçamento em vigor, com impacto superior aos 420 milhões de euros referentes às pensões. Há quem admita que alargado ao subsídio de férias cortado a funcionários públicos e reformados, na linha do decidido em 2012 – o que, a verificar-se, teria um impacto, só por si, de quase mil milhões de euros.
Sem ‘plano B’
A hipótese de o TC não limitar o chumbo à questão das pensões ganhou peso nos corredores da Assembleia após o chamado ‘efeito Pinhal’ – o movimento de reformados ricos, liderado por Filipe Pinhal, ex-presidente do BCP, que clama contra os cortes avultados nas suas reformas ‘douradas’. Do CDS ao PCP, vários dirigentes partidários acham «implausível» que o TC tome uma decisão que beneficie apenas estes reformados.
Seria, porém, a decisão mais acomodável pelo Executivo, onde Vítor Gaspar tem dito e repetido aos seus colegas que não tem ‘plano B’ preparado. E muitos repetem que não há modo de acomodar um chumbo, sequer, das pensões. «Não há folga, não há ‘plano B’», sintetiza um dirigente ao SOL.

Investigador quer produzir electricidade a partir de vides do Douro | iOnline

Investigador quer produzir electricidade a partir de vides do Douro | iOnline

O projeto Da_Vide quer produzir eletricidade diretamente a partir das vides do Douro, tecnologia que poderá ser usada no desenvolvimento de pilhas ou baterias biodegradáveis, anunciou hoje o investigador Pedro Teixeira.
Pedro Teixeira, a residir no Peso da Régua, está a desenvolver o projeto Da_Vide, que visa utilizar as vides, os resíduos resultantes da limpeza das videiras, após as vindimas, e que, até agora, estavam a ser desperdiçados.
E, segundo defende, as aplicações para estes materiais vão desde o artesanato, à produção energética, indústria, componentes e acessórios, engenharia e tecnologia e ainda 'design', decoração e moda.
Agora, Pedro Teixeira quer produzir eletricidade diretamente a partir de vides.
A primeira demonstração pública deste projeto científico vai realizar-se sábado, no Peso da Régua, na mesma altura em que será inaugurada uma exposição de joalharia feita a partir deste material.
“A explicação para este trabalho é simples. As vides, tal como qualquer material lenhoso, são compostas por uma diversidade de fibras que têm características distintas entre si, nomeadamente o processo de composição ou a estabilidade iónica”, afirmou o responsável.
Portanto, segundo acrescentou, “é possível, através da criação de um substrato composto por diversas dessas fibras, obter uma determinada distribuição espacial de carga, ou seja, a produção de um campo elétrico interno que tem como resultado uma força eletromotriz nas extremidades desse substrato”.
“Basicamente temos uma coisa parecida com uma pilha a partir de vides”, frisou.
Para esta “demonstração do princípio”, Pedro Teixeira utiliza apenas vides e condutores.
“Nós conseguimos obter células elementares que produzem valores entre 0,5 e um volt, sendo que essas células podem ser associadas em série ou em paralelo para se obter diversas voltagens ou para se obter diversas capacidades de corrente”, explicou ainda.
Como se trata de uma corrente muito fraca, há a necessidade de se usar um condensador para aproveitar para acumular a energia que está a ser produzida pelas vides.
Pedro Teixeira salientou que uma das aplicações possíveis para esta tecnologia é o desenvolvimento de pilhas e baterias biodegradáveis.
“Esperamos, daqui a dois três meses, apresentar o primeiro telecomando a vides, o qual terá como fonte de energia, não uma pilha normal, como as que costumamos usar, mas sim uma feita em vide”, garantiu.
E, em plena época de crise, o projeto Da_Vide apresenta uma exposição de joalharia e acessórios de moda em vide.
No fundo é, segundo Pedro Teixeira, uma provocação. “Teremos anéis a um euro. É rirmo-nos um pouco desta lamentável situação que temos vivido em Portugal”, salientou.
Aos anéis juntam-se brincos, pulseiras, 'piercings', colares e acessórios de moda como pentes ou rimeis.
No âmbito do “Da_vide” já foi criado o “combustível sólido inteligente”,que queima à medida, com mais chama ou mais brasa, quer seja para um assador ou para uma lareira, e a ”super madeira”, um material cuja matéria base é igual às madeiras naturais, mas em que as fibras de vide são estruturadas de forma diferente, permitindo, por exemplo, obter uma resistência mecânica muito superior em todas as direções, ser mais leve e facilmente moldável (na fase de produção).

quinta-feira, 21 de março de 2013

Terapia experimental na cura de leucemia com sucesso - Ciência - DN

Terapia experimental na cura de leucemia com sucesso - Ciência - DN

Uma terapia experimental que altera geneticamente as células imunes de um paciente para destruir as células cancerígenas teve sucesso em adultos com um tipo raro de leucemia, indica um estudo publicado na revista Science Translational Medicine.
Segundo o estudo, dos cinco pacientes que sofriam de leucemia severa e que tinham registado recaídas após a quimioterapia, três deles mostraram sinais de remissão da doença entre cinco e 24 meses e puderam submeter-se a transplantes de medula óssea.
Num dos pacientes, todos os traços da leucemia desapareceram totalmente em oito dias.
"Tínhamos esperança, mas não podíamos prever que a resposta poderia ser tão profunda e rápida", explicou o médico Renier J. Brentjens, coautor do estudo e especialista em leucemia no Memorial Sloan-Kettering Cancer Center de Manhattan, em declarações ao diário New York Times.
Os investigadores assinalaram que o prognóstico dos pacientes sobreviventes é "positivo", apesar de existirem possibilidades de recaída.
Os pacientes deste tipo de leucemia severa que sofrem recaídas após a quimioterapia habitualmente só sobrevivem uns meses.
O tratamento, ainda em fase muito experimental, extrai as células T, um tipo de glóbulos brancos que normalmente combatem os vírus e o cancro, e modifica-as geneticamente para que sejam reprogramadas de modo a que ataquem e eliminem qualquer célula B que tenha um determinado tipo de proteína, a CD19, vinculada a este tipo de leucemia.
Outro dos coautores do estudo, o médico Michel Sadelain, afirmou ser "uma estimulante história que está apenas a começar" e que se baseia na "criação de drogas vivas".
A leucemia severa é muito mais mortal em adultos do que em crianças, dado que a percentagem de cura em adultos é de 40 % e em crianças entre 80 % e 90 %.