quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Workaholics? Não, obrigado. Os resultados estão no equilíbrio entre vida pessoal e trabalho | iOnline

Workaholics? Não, obrigado. Os resultados estão no equilíbrio entre vida pessoal e trabalho | iOnline

Compatibilizar a vida profissional com a vida pessoal é cada vez mais um desafio. A crise e as alterações às leis laborais exigem uma participação crescente dos trabalhadores nas empresas, sobrando, muitas vezes, pouco tempo para aproveitar fora dos limites da organização.
Apesar disso, algumas entidades continuam a apostar em práticas que permitam aos seus funcionários gerir essas duas componentes da sua vida – uma tarefa nem sempre fácil e que se depara muitas vezes com a natureza do próprio negócio das empresas, como explica Jaime Morais Sarmento, director de recursos humanos do Grupo Pestana, que acolheu, no hotel Pestana Palace, em Lisboa, mais uma edição do iBreakfast, uma parceria entre o jornal i e a consultora Stanton Chase.
Sobre o tema “Equilíbrio pessoal-profissional: boas práticas nas empresas em Portugal”, Jaime Morais Sarmento confessa tratar-se de uma gestão complicada em sectores como a hotelaria. “A situação que o sector vive, na permanente procura de equilíbrio financeiro, implica que as pessoas dediquem mais tempo à vida profissional, numa actividade que funciona todo o ano e 24 horas por dia”, refere o responsável, acrescentando que em todos os níveis hierárquicos “há um desequilíbrio familiar”.
Já na Century XXI, as famílias são o cerne do negócio. Comercialmente, a imobiliária lida frequentemente com estes agregados. “Entrámos em Portugal com o arrefecimento do boom imobiliário. O nosso modelo é centrado no regime franchisado, que pressupõe autonomia e interacção. Não se pode mandar, por isso o equilíbrio entre o profissional e o pessoal acaba por ser a chave do negócio”, diz Ricardo Sousa, CEO do grupo.
Neste modelo organizacional impõe- -se ter uma relação de confiança nos franchisados e na forma como estes coordenam o processo, uma vez que é a eles que lhes cabe definir o “como” e o “quando”. Ricardo Sousa explica que o sentimento de propriedade do negócio é o factor mais importante neste modelo, uma vez que a empresa-mãe abdica totalmente do controlo, focando-se exclusivamente nos resultados. O colaborador sente que o projecto é seu e é ele que decide o “como e o quando”.
Por isso, exemplifica o gestor, “há pessoas que trabalham muito sem resultados nenhuns e pessoas que trabalham de forma equilibrada e têm melhores resultados”. O segredo está em adequar as abordagens e sublinha: “Se houver essa compatibilização entre a vida profissional e uma vida pessoal realizada, tudo é negociável e leva a uma acção que produz resultados”.
Num país onde culturalmente ainda é ao sexo feminino que compete grande parte da gestão do lar e da vida familiar, essa conciliação pode ser mais difícil para as mulheres. Mas, na Century XXI, 80% das top performances são de mulheres, que representam 46% dos activos da organização.
Flexibilizar horários Na HP, onde a estrutura é maioritariamente masculina, existe um grande envolvimento dos homens na vida familiar, como conta Patrícia Calvário. Por isso, a liberdade que é dada aos colaboradores para fazerem o seu próprio horário não é condicionada por considerações de género, sendo antes uma política transversal a toda a organização. “Damos liberdade ao trabalhador para decidir como gere o seu tempo, facilitam-se os horários individuais para se obter melhores resultados”, refere a directora de recursos humanos da empresa.
Também na Samsung a gestão do tempo de trabalho é flexibilizada, apesar de haver algumas diferenças consoante a função dos trabalhadores. Para isso em muito contribui o facto de a multinacional ter um centro de decisão em Portugal. “As medidas são orientadas para a realidade local”, explica o gestor de recursos humanos da subsidiária portuguesa, onde a orientação também está voltada para os resultados.
Porém, nem sempre é fácil monitorizar a relação entre o bem-estar dos colaboradores e a flexibilidade horária, como lembra Patrícia Calvário. “Muitos dos nossos funcionários trabalham de forma remota e acabam por ter grandes cargas horárias”, refere a representante da HP, apesar de ressalvar que o facto de estar nas mãos dos colaboradores a gestão do próprio tempo permite equilibrar melhor a vida profissional com a pessoal.
A individualização das necessidades dos colaboradores é, por isso, um factor cada vez mais essencial na conciliação da vida profissional e pessoal dos trabalhadores, e se numas empresas a flexibilidade horária é uma vantagem, noutras, como a DB Schenker, a abordagem é diferente. “Tentamos fazer com que as pessoas cumpram os seus horários de trabalho dentro da empresa. É isso que estimulamos, porque é essencial para as pessoas fazerem um bom trabalho”, afirma Sónia Mira, responsável pelos recursos humanos da organização.
definir prioridades Olhar para as organizações como uma soma de indivíduos com características diferentes é um ponto de partida para desenvolver políticas que permitam aos funcionários conciliar a sua vida pessoal e profissional.
“O desafio, agora, é encarar as organizações como a soma das partes”, refere Patrícia Calvário. Para a responsável da HP, conhecer os desejos e necessidades de cada colaborador pode fazer a diferença numa altura em que os benefícios atribuídos pelas empresas são cada vez menos. “Apesar de haver um DNA mínimo em cada organização, adaptando os benefícios às escolhas do próprio colaborador pode-se trabalhar com os mesmos recursos financeiros. Um seguro de saúde pode ser aliciante para uns, mas não para outros”, exemplifica a directora de recursos humanos da HP. Ricardo Sousa, da Century XXI, frisa ainda que as próprias necessidades individuais dos trabalhadores vão mudando e é preciso estar atento.
A política da Samsung neste campo tem permitido realizar os sonhos a alguns funcionários. “Houve colaboradores que tinham o sonho de trabalhar nos Jogos Olímpicos como voluntários. E nós proporcionámos essa oportunidade, dispensando o colaborador e mantendo o seu salário”, afirma Carlos Miguel Rodrigues. Babysitting, massagens e yoga são outras das regalias que a empresa proporciona aos funcionários para tentar compensar “uma dedicação profissional extra”.
Actividades abertas à família ou mercado de carreira internacional são também apostas na Century XXI e na DB Schenker.
Patrícia Calvário alerta, no entanto, para não se cair no exagero. “Numa altura em que muitas empresas reduzem custos, não se pode andar sempre a fazer festas. É preciso ter responsabilidade e credibilidade e, acima de tudo, saber separar o essencial do acessório”, defende.
A directora de recursos humanos da HP entende que, quando as empresas enfrentam crises e têm de emagrecer a estrutura, nem sempre adaptam as funções a essa redução. “Os portugueses não são famosos pela cultura da prioridade. Se tivermos dois operacionais a trabalhar por três, rapidamente esses operacionais deixarão de ter o mesmo nível de produtividade e de acrescentar valor à empresa”, afirma.
A esta situação, que tem reflexos na vida pessoal dos trabalhadores, juntam--se outras dificuldades que decorrem dos próprios sectores de actividade. Carlos Miguel Rodrigues recorda que existem ramos que empregam famílias inteiras e em que é preciso conciliar turnos e férias. “ O equilíbrio entre o profissional e o pessoal tem de ser muito a nível emocional.” Jaime Morais Sarmento prevê dificuldades, nos próximos anos, na área da hotelaria. “É muito complicado, nesta fase, as empresas estarem atentas à parte social e poderem facilitar este equilíbrio que sabemos que é fundamental no rendimento dos trabalhadores”, conclui.

Imposto sobre subsídio de Natal para o privado pode ser inconstitucional | iOnline

Imposto sobre subsídio de Natal para o privado pode ser inconstitucional | iOnline

O lançamento de um novo imposto sobre o subsídio de Natal para o sector privado pode levar o executivo de Pedro Passos Coelho a ter mais um amargo de boca no Tribunal Constitucional, à semelhança do que aconteceu com os cortes no 13.º mês (subsídio de férias) dos funcionários públicos.
A opinião é partilhada por vários advogados e constitucionalistas contactados pelo i que, no entanto, não quiseram identificar-se porque o projecto, a existir, ainda não é conhecido.
Recorde-se que o primeiro- -ministro, Pedro Passos Coelho, chegou a referir-se a esta hipótese para conseguir cumprir o défice estabelecido para 2012.
Contudo, esta medida não se enquadra no princípio de equidade do acórdão do Tribunal Constitucional, que se manifestou sobre um pedido de 23 deputados do Partido Socialista.
A decisão tinha igualmente implícita uma outra componente, pouco abordada até agora: a taxação do capital, que tem passado incólume nesta discussão.
Mas percebe-se porquê. Um aumento de impostos sobre as grandes fortunas poderia provocar uma nova fuga de capitais, numa altura em que o governo criou uma amnistia para fazer regressar a Portugal os depósitos no exterior, em particular nas off-shore.
Público versus privado Embora não se possa comparar o sector público com o sector privado em termos até de rendimentos – a média dos vencimentos no Estado continua a ser superior à dos privados, por via de o sector público absorver mais mão-de-obra licenciada –, o acórdão do Tribunal Constitucional deixou claro que deve haver equidade entre os dois sectores.
No limite, uma das soluções seria o executivo repor o subsídio de Natal a todos os funcionários públicos e lançar uma nova sobretaxa sobre todos os trabalhadores, a ser aplicada em sede de IRS (ver texto ao lado).
Mas o primeiro-ministro teria também de enfrentar as confederações patronais, que já se manifestaram totalmente contra uma solução deste tipo. E os sindicatos. Ninguém quer mais cortes nos rendimentos dos trabalhadores privados, numa altura em que o maior problema de Portugal é precisamente o corte no poder de compra dos portugueses.
A própria troika, que está em Portugal para a última análise no âmbito do memorando de entendimento que concedeu um empréstimo de 78 mil milhões a Portugal, já deixou claro que o executivo tem de se concentrar no corte da despesa e não no aumento de impostos.
Será certamente mais um argumento para convencer o primeiro-ministro de que esta solução não contribui para a resolução do problema. Antes pelo contrário, agrava-o.
Fontes próximas da concertação social acreditam que esta ideia nunca avançará. E, se entrar em vigor, será apenas através de um valor residual, de 10 ou 20% – o que, mesmo assim, pode não ser suficiente para evitar uma nova iniciativa dos socialistas junto do Tribunal Constitucional, cientes que estão da grande vitória que obtiveram com o acórdão que repôs o pagamento dos subsídios de Natal e de férias aos funcionários públicos no próximo ano.
Passos e Gaspar terão, assim, de dar mais asas à imaginação para equilibrarem as contas públicas do país que não passem por mais cortes nos salários dos trabalhadores por conta de outrem – isto se não quiserem que o consumo afunde em linha com o que está a acontecer com as receitas.

Cancro. Hospitais recuam para remédios mais antigos para poupar | iOnline

Cancro. Hospitais recuam para remédios mais antigos para poupar | iOnline

A despesa dos hospitais com remédios para o cancro caiu 5% no primeiro semestre deste ano, tanto como no ano passado. Se a revisão anual dos preços e os descontos comerciais são algumas das explicações invocadas para os medicamentos em que não há novos genéricos no mercado, há pelo menos uma substância em que a causa é o recuo para tratamentos mais antigos. Nos primeiros meses de 2012, a despesa com o medicamento capecitabina, indicado para o cancro do cólon, caiu 10,4%. Os hospitais estão a retomar o uso do medicamento anteriormente indicado para o mesmo tipo de diagnósticos, o 5-fluorouracilo, confirmou o i junto da Roche, a empresa que comercializa a capecitabina, e de médicos.
Ao contrário da opção mais recente – um comprimido –, este medicamento tem de ser administrado por via intravenosa, o que obriga os doentes a deslocar-se ao hospital. Além da menor comodidade do tratamento, quando o Infarmed autorizou a utilização da capecitabina nos hospitais, em 2010, concluiu que havia vantagens económicas, uma vez que os custos (com a diminuição no uso de dispositivos médicos e deslocações) eram inferiores. Porém, os hospitais, ao administrar este medicamento, podem facturar um episódio clínico ao Estado, enquanto na dispensa do medicamento – não havendo um financiamento autónomo desta medicação dispensada nas farmácias hospitalares – saem penalizados no orçamento. Além disso, a capecitabina só agora tem um genérico aprovado (ainda não está à venda) e o 5-fluorouracilo tem quatro apresentações disponíveis, a primeira desde 1993. Este expediente para reduzir custos é, contudo, recente: em 2011, a despesa com capecitabina nos hospitais aumentou 13,8%, para 6,6 milhões de euros. Este ano, no primeiro semestre, os hospitais gastaram só 2,9 milhões com este medicamento.
Este caso de recuo para tratamentos mais antigos não será o único nos hospitais do país, apurou o i. Não é possível, contudo, perceber o significado desta opção. A nível central, não é feita uma análise que avalie se os doentes oncológicos, em função dos seus diagnósticos, estão a ter os tratamentos indicados. Restam, portanto, as suspeitas levantadas pontualmente por doentes, médicos e associações. Também a Apifarma respondeu ao i que não dispõe de dados que permitam avaliar a quebra na despesa.
Os dados do Infarmed, nas monitorizações mensais, são por isso o único balanço disponível. Além da capecitabina, há quebras em seis medicamentos oncológicos. O Infarmed só justifica a maior: o medicamento docetaxel, indicado para diferentes cancros, e que este ano já custou menos 76,9% aos hospitais. Em causa está a introdução no mercado de diferentes apresentações genéricas, este ano obrigadas a apresentar preços 50% inferiores aos medicamentos de marca. O papel dos genéricos na redução da despesa termina, porém, aqui. A despesa com o medicamento sorafenib – indicado, por exemplo, para cancro renal avançado –, sem genérico, caiu 32,5%.
Segundo o i apurou, houve uma alteração nas indicações terapêuticas, mas isso poderá não ser suficiente para explicar a quebra. Contactado, o laboratório que comercializa o medicamento (Bayer) não respondeu. O mesmo aconteceu com outras farmacêuticas responsáveis por outras substâncias com quebras e sem genérico no mercado: Pfizer e Merck.
Só a Roche respondeu ao i, afastando cenários de racionamento de medicamentos. Um dos medicamentos deste laboratório que apresenta uma quebra significativa é o trastuzumab, indicado para 15% a 18% dos novos casos de cancro da mama e 20% dos casos metastizados, explicou ao i o presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro e especialista nesta área, Carlos Oliveira. O médico alerta que quebras no consumo deste medicamento, não explicadas por condições comerciais, seriam muito preocupantes, dado que significariam haver doentes a ser mal tratadas. “É um medicamento obrigatório, complementar da cirurgia.”
José Tavares de Castro, porta-voz da Roche, esclareceu ao i que tanto no caso do trastuzumab (que teve uma quebra de 6,1% na despesa) como no medicamento indicado para cancros do sangue rituximab (-4,1%), a explicação está na alteração das condições comerciais, descontos e revisão de preços. O responsável admite, contudo, que possa haver quebras ligeiras nas vendas de ambos os medicamentos, mas que elas também poderão ser explicadas por mudanças na gestão dos stocks nos hospitais.

Alemanha cooperou com Setembro Negro depois de ataque nos Olímpicos de 1972 | iOnline

Alemanha cooperou com Setembro Negro depois de ataque nos Olímpicos de 1972 | iOnline

Após o massacre da equipa israelita nos Jogos Olímpicos de 1972 em Munique, o governo alemão entrou em contacto com o Setembro Negro oferecendo-se para criar uma “nova base de confiança” com o grupo terrorista palestiniano.
A informação foi avançada ontem pelo jornal alemão “Der Spiegel”, que teve acesso a documentos, até agora secretos, do executivo da altura, e onde se lê que o então ministro dos Negócios Estrangeiros, Walter Scheel, foi o responsável pelos contactos mantidos com o grupo ao longo de vários anos depois do atentado em Munique – que levou à morte de 11 atletas e treinadores israelitas e um agente da polícia alemã.
Segundo o semanário, quando a polícia francesa deteve Abu Daoud, um dos principais organizadores do massacre levado a cabo nos Olímpicos, e contactou as autoridades alemãs para discutir uma possível extradição, o então secretário da Justiça da Baviera, Alfred Seidl, terá recomendado que a Alemanha não se envolvesse no assunto.
Abu Daoud foi libertado de imediato. Meses depois, o governo da Alemanha Ocidental propunha uma reunião secreta entre Scheel e o palestiniano. O objectivo final: evitar novos ataques na Alemanha.
Mostram os documentos citados pelo “Der Spiegel” que os alemães impuseram um quid pro quo (troca directa de favores) antes da reunião clandestina. A Organização para a Libertação da Palestina (OLP, à qual o Setembro Negro tinha ligação directa) punha um ponto final aos ataques em solo alemão em troca de um upgrade político.
Por outras palavras, a OLP passava a ter legitimidade política perante o governo alemão, mas apenas enquanto mantivesse a sua parte do acordo e não voltasse a levar a cabo, ou permitisse, atentados em território germânico. A fechar o encontro, um outro documento, assinado por Paul Frank, o então secretário de Estado no Ministério dos Negócios Estrangeiros, onde se pode ler: “O capítulo Munique está agora fechado.”
As revelações não caíram bem junto dos israelitas. Assim que a notícia foi avançada (ao final da tarde em Lisboa), vários meios de comunicação do Estado judeu repetiram--na, acrescentando parágrafos com informação actualizada sobre a actual postura da Alemanha para com outros grupos considerados terroristas.
Segundo o “Jerusalem Post”, citando fontes alemães, o Estado alemão tem hoje um quid pro quo com o Hezbollah semelhante ao oferecido ao Setembro Negro: enquanto o movimento político libanês e partido mais votado no Líbano, com elementos no governo, não levar a cabo ataques na Alemanha, 950 dos seus membros podem trabalhar legalmente no país – situação que desagrada às autoridades de Telavive .

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Nova central hidroeléctrica do Alqueva inicia produção até Dezembro | iOnline

Nova central hidroeléctrica do Alqueva inicia produção até Dezembro | iOnline

  • Barragem do Alqueva
    Barragem

O novo projeto hidroelétrico de reforço da potência de Alqueva entrou na reta final, com a fase de testes prestes a arrancar e o início da produção prevista para este ano, segundo Óscar Liberal, diretor de projeto da EDP.
"A expectativa de entrada em funcionamento da central [Alqueva II] será até ao final do corrente ano. No final desta semana ou no início da próxima procederemos ao primeiro enchimento do circuito hidráulico do primeiro grupo gerador a entrar em serviço", revelou o responsável, no decorrer de uma visita ao local com a comunicação social.
A aposta política nas energias renováveis acelerou o projeto, que está concessionado à Energias de Portugal (EDP) durante 35 anos, tendo a construção de Alqueva II começado no final de 2008. Agora, quatro anos depois, a nova central, que tem características técnicas muito semelhantes às de Alqueva I, está quase pronta para entrar em funcionamento.
Com uma potência total instalada de 256 MW e uma produção total anual de 381 GWh, Alqueva II representa um investimento estimado em 189 milhões de euros, permitindo um acréscimo de produção de cerca de 82 por cento relativamente à central já existente.
"Em termos anuais médios, a produção deste reforço de potência servirá para abastecer o somatório da população dos concelhos de Évora, Beja, e dos três concelhos limítrofes da zona de Alqueva: Portel, Moura e Vidigueira", sublinhou Óscar Liberal, diretor de projeto de Alqueva II.
A construção da nova central esteve a cargo de uma média de 350 trabalhadores, tendo sido atingidos os 550 funcionários nos picos de trabalho, isto só em termos de emprego direto, sendo de destacar que 30 por cento da força laboral envolvida reside num raio de 30 quilómetros de Alqueva.
Soma-se o impacto nos serviços da região, como a hotelaria e a restauração, e os efeitos indiretos, além de a elevada incorporação nacional do projeto, que ultrapassa os 80 por cento.
"Numa altura como esta, em especial, este é um indicador muito relevante", destacou Óscar Liberal, recordando o elevado nível de desemprego do país e, em concreto, do Alentejo, onde se localiza a barragem de Alqueva, que tem uma altura de 96 metros e cujo comprimento da albufeira se estende por 80 quilómetros, com 25 mil hectares de área inundada.
*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela agência Lusa.

Quando deixa de fumar?

"Curiosity" envia primeiras imagens de alta resolução de Marte - JN

"Curiosity" envia primeiras imagens de alta resolução de Marte - JN

O robot "Curiosity", enviado pela Nasa para explorar Marte, captou as primeiras imagens de alta resolução do planeta vermelho, permitindo ver com nitidez o solo.
 
foto Nasa/AFP
"Curiosity" envia primeiras imagens de alta resolução de Marte
"Curiosity" enviou as primeiras imagens de alta resolução de Marte
 
As imagens são determinantes para se estabelecerem os objetivos da missão da Nasa no terreno. Assim, consoante o que se verificar nas fotografias, os geólogos vão determinar o que é mais importante investigar. "Ainda que haja informação das naves que estão em órbita e com as quais elegemos a cratera de Gale para a aterragem do Curiosity, não podes saber exatamente como é o lugar até que aterres e o vejas desde o solo", explicou John Grotzinger, chefe da missão da Nasa.
As fotografias revelam a paisagem desértica da cratera de Gale mas é possível ver uma imagem de primeiro plano e uma espécie de montanhas ao fundo, num segundo plano, com camadas de areia de cor diferente que, segundo Mike Malin, responsável pelas câmaras do Curiosity, "indica diferentes composições".
Mike Malin explicou que as imagens foram tratadas ao nível da cor e estão mais brilhantes para que se distingam melhor as diferentes camadas de areia. "Na realidade têm uma cor mais caqui", explicou Malin.
Os investigadores já determinaram que a imagem mais próxima está a cerca de 125 metros e que a imagem de segundo plano pode estar até 16,2 km de distância. No entanto, é para montanhas que se avistam na linha de horizonte de Marte que o Curiosity se deverá dirigir. O robô demora cerca de 100 dias a chegar ao local mas "é o objetivo que dirigimos ao Curiosity ao longo do próximo ano e meio", adiantou Mike Malin.
Na semana passada, o Curiosity deu o "primeiro passeio" em Marte precisamente para verificar a sua capacidade de deslocação. Os testes foram satisfatórios mas os investigadores da Nasa não adiantam uma data para o início da viagem de Curiosity por território marciano.
Segunda-feira, o Curiosity voltou a deixar um marco na história da exploração do sistema solar: enviou a primeira mensagem de voz humana reproduzida diretamente de Marte. "Olá. Sou Charlie Bolden, administrador da Nasa e estou a falar-lhes através da capacidade de difusão do Curiosity Rover, que agora está na superfície de Marte", foram as palavras que ecoaram em Marte e que se puderam ouvir nas instalações da Nasa.

Delegado do IEFP de Faro nega favorecimento em oferta de emprego - JN

Delegado do IEFP de Faro nega favorecimento em oferta de emprego - JN

O delegado regional do Instituto de Emprego e Formação Profissional de Faro negou, esta terça-feira, a existência de favorecimento a uma trabalhadora indicada numa oferta de emprego de educadora de infância para Tavira, sublinhando que é "legal" a entidade empregadora fazê-lo.
 
foto DR
Delegado do IEFP de Faro nega favorecimento em oferta de emprego
Nome da candidata terá sido lapso da entidade empregadora ao registar o anúncio
 
Em causa está uma oferta de emprego para apoio social a pessoas idosas no Centro Paroquial e Social de Santa Maria, em Tavira, que foi apresentada na página de anúncios de emprego do IEFP na Internet e continha a indicação de "Só admitir Vera Pereira", entretanto retirada do site netemprego.gov.pt.
Questionado pela Lusa sobre se houve favorecimento da trabalhadora, o delegado regional do IEFP, Carlos Baía, respondeu que "não", explicando que, por erro, o nome da pessoa indicada pela entidade empregadora para a função, ao abrigo do previsto na medida estímulo2012, passou para a Internet.
"Não, de forma nenhuma. A oferta de emprego tal qual como está caracterizada no [site] netemprego foi colocada ao abrigo da medida estímulo2012, que prevê que a empresa contratante possa indicar desde logo o trabalhador a contratar. Portanto é legítimo que a empresa o faça", afirmou o delegado regional do IEFP de Faro.
Carlos Baía esclareceu que "o que aconteceu de forma incorreta neste caso concreto foi que o nome da pessoa passou para a Internet e isso não devia ter acontecido, enquanto procedimento".
O delegado regional do IEFP precisou que "a portaria 45/2012, que regulamenta a medida estímulo2012 e todos os normativos internos do IEFP, prevê que as empresas, quando se candidatam, indiquem um trabalhador", mas sublinhou que, "para beneficiar do apoio financeiro, esse trabalhador tem que estar inscrito no centro de emprego há pelo menos seis meses consecutivos" e " essa é uma regra fundamental".
Carlos Baía acrescentou que sempre que uma empresa indica um trabalhador para beneficiar do apoio financeiro à contratação previsto na medida Estímulo2012, é verificado pelo IEFP se ele reúne o requisito dos seis meses.
"Se reunir, informamos a empresa e ela continua com o processo de candidatura. Se não reunir, informamos que aquele trabalhador não reúne condições, não será objeto de apoio financeiro e questionamos a empresa sobre se quer continuar com aquele trabalhador, desistindo do apoio previsto no Estímulo2012, ou se quer que o IEFP apresente outros trabalhadores que reúnam condição para beneficiar do apoio financeiro", explicou.
Para Carlos Baía, "este é o procedimento que está instituído" e a única "situação atípica foi efetivamente o nome da trabalhadora indicado pela entidade contratante ter passado para a internet".
A polémica do anúncio com o nome da pessoa a contratar está a ter ampla difusão nas redes sociais.

Comentário:
Lapso!?

Apoios à Economia: Saiba como as autarquias vão pagar as dívidas - Dinheiro Vivo

Apoios à Economia: Saiba como as autarquias vão pagar as dívidas - Dinheiro Vivo

O Programa de Apoio à Economia Local (PAEL foi hoje publicado em Diário da República. Aprovado em junho em Conselho de Ministros, o PAEL inclui uma linha crédito de mil milhões de euros. É dirigido apenas para as dívidas registadas na Direção-Geral das Autarquias Locais e subdivide-se em duas vertentes, a primeira das quais direcionada para autarquias em situação de desequilíbrio estrutural e com pedido de reequilíbrio financeiro apresentado ao Estado.Nesse caso, o contrato de financiamento tem o prazo máximo de vigência de 20 anos e o “montante máximo de financiamento obrigatório igual a 100% do montante elegível”. O segundo dirige-se às dívidas em atraso pelo menos há 90 dias, tem um prazo máximo de vigência de 14 anos e os contratos podem cobrir entre 50 a 90% das dívidas.
Às autarquias que estabeleçam um contrato ao abrigo do PAEL é imposto um conjunto de obrigações e estão previstas multas no caso de existir um aumento do endividamento no período da execução do contrato. “A celebração do contrato de empréstimo não pode conduzir ao aumento do endividamento líquido do município conforme estabelecido na Lei das Finanças Locais”, lê-se no Diário da República.
Os municípios que integram o primeiro programa têm ainda de aplicar a taxa máxima de participação variável no IRS, prevista na Lei das Finanças Locais, fixar os preços do saneamento, água e resíduos de acordo com as recomendações da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos e não promover quaisquer novas parcerias público-privadas.
De acordo com as contas do Governo, são 263 os municípios que podem usufruir das condições deste programa, dos quais 53 inserem-se no primeiro grupo e 210 no segundo.

Falta 1% para violar meta da dívida pública estimada pela troika - Dinheiro Vivo

Falta 1% para violar meta da dívida pública estimada pela troika - Dinheiro Vivo

Falta 1% para violar meta da dívida pública estimada pela troika

Vítor Gaspar, ministro das Finanças
Vítor Gaspar, ministro das Finanças
D.R.
28/08/2012 | 12:14 | Dinheiro Vivo

A dívida pública total direta do Estado valia 188,8 mil milhões em julho, 99% do que prevê a troika para o final do ano.A quinta avaliação ao programa de ajustamento português, que hoje começa e se prolongará por duas  semanas, estará totalmente centrada na construção do Orçamento do Estado de 2013 e, em concreto, na questão do endividamento.
Mais do que o défice orçamental, os investidores internacionais e analistas que integram as agências de rating, por exemplo, já fizeram saber que o rácio da dívida é a variável mais importante para perceber se Portugal conseguiu estancar ou não a subida do peso da dívida no produto interno bruto.
Aparentemente, não está a conseguir. Segundo o Banco de Portugal, que cita números do IGCP (agência do crédito público), a dívida total no final de julho valia quase 189 mil milhões de euros, estando assim prestes a furar a projeção da Comissão Europeia e do FMI para o ano como um todo (cerca de 191 mil milhões de euros).
Pior: com o défice desde ano a derrapar por causa dos impostos, significa que a necessidade de financiamento do país (que é tapada integralmente com recurso a dívida já que as receitas não chegam para cobrir as despesas) aumenta. Se o desvio rondar 1,5 mil milhões a dois mil milhões de euros este ano, significa que Portugal terá de ir pedir mais dinheiro ao mercado de curto prazo (bilhetes do Tesouro).
Se não o puder fazer, cenário mais provável já que a troika não dará mais dinheiro este ano e o IGCP tem um programa de financiamento relativamente contido para não engrossar ainda mais o stock da dívida, a meta do défice só continuará em 4,5% com recurso a mais medidas adicionais. Ou mais impostos, ou maiores cortes na despesa, ou mais flexibilidade para usar dinheiro que permita financiar o orçamento sem entrar nas contas oficiais do Eurostat. É o caso das verbas do QREN.
Os 'mercados' querem, no fundo, saber como é que Portugal vai honrar os compromissos (pagar aos credores) e em que condições poderá ir ao mercado sozinho pedir emprestado cerca de dez mil milhões de euros em obrigações de médio/longo prazo, uma modalidade até agora suportada integralmente pelo envelope da troika. Para tal, o país não pode continuar a acumular endividamento. Tem de estabilizar o referido rácio, custe o que custar.
Esta é a preocupação central da atual missão da troika quando faltam  apenas dois mil milhões de euros (1% do total) para furar o limite de endividamento estimado pela missão externa para 2012.