quarta-feira, 18 de julho de 2012

Maior barragem dos maias descoberta na cidade de Tikal - Ciências - PUBLICO.PT

Maior barragem dos maias descoberta na cidade de Tikal - Ciências - PUBLICO.PT

Templo das Máscaras, na cidade de Tikal 
Templo das Máscaras, na cidade de Tikal (DR)
 
No meio de uma floresta tropical da Guatemala parece pouco provável que a água tenha sido um problema para o crescimento de uma civilização. Mas foi - e a engenharia é que permitiu à cidade de Tikal, uma das mais importantes da civilização maia, abastecer as suas casas, os seus palácios e templos ao longo de 1500 anos, utilizando um sistema de recolha e transporte de água complexo. A última prova desses feitos de engenharia está na descoberta da maior barragem construída pelos maias, revelada na última edição da revista norte-americana Proceedings of the National Academy of Sciences. Era a Barragem do Palácio.


As ruínas de Tikal podem ser visitadas, revelando a imponência da antiga cidade-Estado dos maias, que misteriosamente entrou em declínio no final do século IX d.C. Mas quem não soubesse dificilmente encontraria hoje as ruínas da cidade perdida no meio da floresta luxuriante, no Norte da Guatemala, com alguns templos em forma da pirâmide a ultrapassarem a altura da vegetação.

Antes dos problemas sociais ou de anos seguidos de seca terem esgotado a resistência desta e de outras cidades maias - duas das possíveis causas do declínio desta civilização, que séculos mais tarde ainda teve de enfrentar a chegada dos espanhóis -, estima-se que 120.000 pessoas tenham chegado a viver na região central de Tikal, num círculo com um raio de 12 quilómetros.

Como é que esta cidade se abastecia de água potável? O antropólogo Vernon Scarborough e colegas, da Universidade de Cincinnati, nos Estados Unidos, e da Universidade de San Carlos da Guatemala, entre outros, procuraram uma resposta. Tikal fica no meio da floresta de Petén, na Península do Iucatão, numa zona de grutas, onde a água se infiltra facilmente e desaparece terra adentro. Os maias tiveram de se adaptar a essa situação e construíram um sistema de recolha e transporte de água.

"O sistema de água de Tikal foi um dos maiores, mas não sabemos se foi o maior [da civilização maia]. Funcionava por gravidade e tinha uma série de reservatórios, tanques de assoreamento, sistemas de filtragem, barragens e pequenos canais", explica ao PÚBLICO Vernon Scarborough.

O sistema dependia completamente das chuvas. Perto do centro da cidade, o depósito de água mais alto que a equipa estudou, o Reservatório do Templo, ficava a quase 250 metros de altura. Tinha capacidade para 27.140 metros cúbicos, o equivalente a um cubo com 30 metros de lado.

"As grandes superfícies pavimentadas do centro ficavam no topo de um monte. Pátios rebocados, praças, campos onde se jogava à bola, pirâmides, todas estas construções foram concebidas para a água escorrer para antigos poços de pedreiras, que foram convertidos em reservatórios", descreve o antropólogo. "Deste modo, a água era contida nestes tanques, situados em altitude, e depois era libertada na encosta, para abastecer os residentes durante as temporadas de seca."

A ocupação de Tikal ter-se-á iniciado por volta de 600 a.C. e manteve-se durante mais de um milénio, com um período de crise pelo meio, também devido à falta de água, no século III d.C., quando a civilização maia passou do chamado período pré-clássico para o clássico.

Aquela região, refere o artigo científico, poderá ter atraído os primeiros habitantes da cidade devido às nascentes de água nas regiões de maior altitude. Depois, a urbanização terá alterado a paisagem.

Entre os seis reservatórios estudados, um deles, o do Palácio, é o segundo mais alto de Tikal, a quase 240 metros de altitude. E foi ao escavar esta zona que os cientistas encontraram aí aquela que é a maior barragem maia conhecida até agora. Os maias aproveitaram uma escarpa para construir a Barragem do Palácio, com pedras, cal e terra. Atingia dez metros de altura e armazenaria 14.000 metros cúbicos de água.

A equipa quis perceber como era utilizado cada um dos reservatórios durante a ocupação maia, analisando para tal os sedimentos depositados ao longo dos tempos. "O sistema de reservatórios e de desvios de água ficou concluído no fim do período pré-clássico, quando se iniciou uma época mais seca. Provavelmente, esta adaptação ajudou Tikal e outros centros urbanos a sobreviver, enquanto muitos outros foram abandonados", explicam os cientistas no artigo.

O trabalho também permitiu descobrir que o sistema tinha vários tanques de filtragem - com areia -, para limpar a água, embora os investigadores pensem que seria depois fervida pela população.

Apesar de todo este sistema de abastecimento estar muito longe da tecnologia actual, Scarborough defende que é importante olharmos para estas construções maias para reflectir sobre a forma como esta civilização resolveu um problema essencial: a necessidade de ter água potável. "As regiões tropicais podem ser especialmente complicadas devido ao grande número de doenças infecciosas que aparecem quando a água não é filtrada. No entanto, os antigos maias desenvolveram um sistema inteligente de recolha e transporte de água. Logo desde o início da ocupação, estavam preocupados em recolher e ter água potável."

Se almoçar todos os dias no escritório oferece 16 dias de trabalho por ano ao patrão | iOnline

Se almoçar todos os dias no escritório oferece 16 dias de trabalho por ano ao patrão | iOnline

Se você é daqueles empregados stressados que leva o almoço e come no próprio escritório, saiba que em média trabalha mais 128 horas de borla.

Quase 60% dos assalariados do Reino Unido levam todos os dias a lancheira para o escritório e comem o almoço nas instalações da própria empresa, praticamente sobre o computador, em vez de usar os 60 minutos diários a que têm direito por lei. O resultado é a oferta anual de 16 dias de trabalho gratuito ao respectivo patrão, segundo investigadores da Universidade de Aston em Birmingham.
Apesar de em Portugal não ter sido feita qualquer sondagem sobre a matéria, a extrapolação deste inquérito, pelos menos a nível individual, é igualmente preocupante. Ann Tonks, a responsável do distrito empresarial de Colmore, em Birmingham, atribui a responsabilidade à crise económica: “Penso que o ethos da austeridade afectou profundamente a nossa atitude face ao almoço”, disse ao jornal “Daily Mail”.
Muitos empregados britânicos recusam-se a fazer uma pausa para almoço e metade dos inquiridos no estudo admitiu que sente culpa quando usa diariamente uma hora para almoçar.
Uma sondagem a mil empregados descobriu que 60% dos trabalhadores comem na mesa de trabalho e dois terços só gastam 30 minutos do seu tempo a almoçar.
O resultado é que os trabalhadores oferecem 16 dias de trabalho gratuito aos patrões, ao comerem à mesa de trabalho. Isto significa que trabalham 128 horas extra, o que equivale a oito horas diárias durante 16 dias.
Um especialista em assuntos de trabalho disse que os trabalhadores estão a colocar a sua saúde em risco ao recusarem fazer a pausa legal para almoço.
O decano do departamento de Gestão da Universidade de Aston, Patrick Tissington, disse que “as pessoas se sentem sob pressão no local do emprego, com muitas a passarem longas horas à secretária, batendo nas teclas do PC, vidradas nos monitores e sentadas com má postura”.
O especialista recorda que é importante que os trabalhadores façam pausas regulares, se levantem, se mexam e caminhem um pouco.
“Descansar ou fazer uma pausa a meio do dia ajuda a clarear as ideias e prepara-nos para uma tarde mais produtiva”, afirma.
“Não importa o que se faça durante a pausa do almoço, o importante é que se faça algo diferente”, salienta.
Tissington afirma que faz questão de se afastar do escritório ao almoço e escolher deliberadamente almoçar em locais diferentes, variando até o caminho para lá chegar.
A pausa do almoço tem o benefício do exercício, disse, acrescentando que trabalhar numa grande organização dá a oportunidade de encontrar colegas de diferentes departamentos.
As pessoas que responderam ao inquérito admitiram que não almoçam fora do trabalho para ver se conseguem progredir mais depressa nas suas carreiras.
Uma das inquiridas, a relações públicas Tammy Phillips, de 24 anos, revelou que não almoça fora da empresa há dois anos.
“Eu acho que se pode trabalhar melhor quando o ambiente está mais sossegado e também porque não prejudica a carreira se o patrão nos vir a trabalhar quando todos os colegas foram à rua comer uma sandes”, explicou.
“A competição pelos empregos é agora tão feroz que conheço colegas que deixaram de fumar só porque não queriam ser olhados com desconfiança por fazerem pausas para fumar. Quero progredir e farei a pausa de uma hora para almoçar quando for eu o patrão.”
Quando um assalariado faz uma pausa, o seu cérebro continua activo, como recordam o psicólogo francês Yves François e o médico em neurociências Jérémy Grivel: “Fazemos uma pausa e o cérebro continua muito activo e a consumir tanta energia como quando se lê uma página. Apenas funciona de forma diferente.”

IRS. Famílias sem qualquer rendimento disparam 78% | iOnline

IRS. Famílias sem qualquer rendimento disparam 78% | iOnline

Entre as mais de 4,7 milhões de famílias que entregaram IRS relativo a 2010 contam-se 61,5 mil agregados sem qualquer tipo de rendimento declarado, valor que compara com as 42 mil existentes em 2009 e os menos de 35 mil agregados nesta situação durante 2008.
O valor registado nos dados do Ministério das Finanças relativo aos rendimentos de 2010 mostra, assim, um salto de 78% nestes casos desde 2008. Considerando apenas a evolução de 2009 para o ano seguinte, o salto foi de 47%. Em relação ao total de declarações de IRS entregues, os agregados familiares sem qualquer rendimento passaram de ter um peso de 0,7% no total (em 2008) para 1,3% do total em 2010 – segundo os dados disponibilizados pelas Finanças.
Ao aparecimento de 27 novos mil agregados familiares sem rendimentos de 2009 para 2010 correspondeu uma queda quase idêntica no total de agregados que declaravam rendimentos entre um e cinco mil euros de um ano para o outro. Neste patamar, os dados das Finanças mostram que em 2010 registaram-se menos 24,5 mil agregados em comparação com o ano anterior: assim, e em Portugal, existem agora cerca de 575 mil agregados que declaram menos de 357 euros brutos mensais de rendimento – considerando 14 meses e o patamar máximo de 5 mil euros anuais.
Já no patamar seguinte, entre os cinco mil e os dez mil euros, houve também um crescimento, com mais 21,9 mil declarações registadas em 2010 face ao ano anterior. Contam-se agora 1,35 milhões de famílias com rendimentos que variam entre os 5 mil e os 10 mil euros anuais, ou seja, 1,35 milhões de lares que ganham entre 358 euros e não mais de 715 euros brutos mensais – considerando 14 meses.
E no top3? Já do outro lado da realidade das declarações de rendimentos, é de notar que as famílias com rendimentos declarados acima dos 50 mil euros estão a subir desde pelo menos 2008, ano em que havia 272,4 mil agregados com rendimentos superiores a 50 mil euros. Em 2010 eram já 284 mil as famílias com rendimentos acima dos 50 mil euros. De 2008 para 2009 surgiram mais 7058 famílias com rendimentos acima daquele patamar, e de 2009 para 2010 foram mais 4835. Contudo, se fecharmos a análise apenas ao último patamar do IRS – acima de 250 mil euros anuais –, então o total de agregados familiares com um rendimento neste nível até tem decrescido: os 4051 agregados em 2008 foram diminuindo até aos 3561 no final de 2010.
O crescimento do top3 tem assim estado assente no total de lares com rendimentos entre os 50 mil e os 100 mil euros, que subiram 2,1% de 2009 para 2010, para 154,7 mil lares. No patamar seguinte, entre 100 mil e 250 mil euros, houve também uma subida, de 0,7%, com mais 321 agregados registados.
De notar ainda o aumento do total de declarações de IRS entregues entre 2008 e 2010, que passaram de 4,6 milhões de declarações para mais de 4,72 milhões no IRS de 2010, ou seja, mais 2,3%.

terça-feira, 17 de julho de 2012

FMI: Zona Euro é o ponto fraco

A instituição liderada por Christine Lagarde atualizou as suas previsões sobre a economia mundial. Reduziu a previsão do crescimento mundial para 2012 e 2013. Repetiu que a crise das dívidas soberanas da zona euro é o mais importante risco imediato e deixou uma interrogação sobre os EUA.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) na sua atualização do "World Economic Outlook" reviu em baixa as previsões para a taxa de crescimento da economia mundial, que prosseguirá o abrandamento verificado desde 2011.
Depois de uma taxa de crescimento de 5,3% em 2010, quando terminou a primeira fase da atual Grande Recessão, o crescimento mundial abrandou para 3,9% em 2011 e o FMI estima que abrandará ainda mais em 2012, com uma previsão de 3,5%. Em 2013 - o ano crítico para o plano de ajustamento português -, a previsão é que regresse a um crescimento de 3,9%. Estamos longe obviamente da recessão de 2009, quando o PIB mundial caiu 0,7%.
A revisão implicou um "corte" de 0,1 pontos percentuais na previsão para 2012 e de 0,2 pontos percentuais para 2013. O "corte" em 2012 derivou de uma apreciação menos otimista para a taxa de crescimento nos EUA, Reino Unido, Novos Países Industrializados da Ásia, Índia, China (neste caso, a previsão é, ainda, de 8% em 2012, ao contrário do que pensam muitos analistas que preveem um crescimento abaixo desse patamar) e Brasil. Para 2013, o "corte" deriva de um corte nas expetativas para a zona euro no conjunto, Espanha, Reino Unido, Índia e China. Nos BRIC, o abrandamento mais importante e continuado desde 2011 é o da Rússia, e no conjunto do G20 o do México. O Brasil, a China, a Índia, a África do Sul e os Novos Países Industrializados da Ásia conseguirão taxas de crescimento mais elevadas em 2013 do que as previstas para 2012.

Risco mais imediato na zona euro

O traço marcante de 2012 é a recessão na zona euro, prevendo-se uma quebra do PIB da área da moeda única em 0,3%. Duas das quatro grandes economias da zona euro estarão em recessão em 2012 e 2013 - Espanha e Itália - e duas das cinco grandes economias da União Europeia - França e Reino Unido - estarão em quase estagnação em 2012.
A situação na zona euro é considerada "o risco mais imediato" nesta segunda fase da Grande Recessão iniciada em 2007. A deterioração dos mercados da dívida soberana na zona euro "demonstram que a implementação atempada destas medidas [tomadas na cimeira europeia de 28 de junho], com progressos nas uniões orçamental e bancária, deverão ser a prioridade". O problema europeu pode, ainda, ser mais agravado com a "fadiga do ajustamento", refere a atualização ao "Fiscal Monitor" do FMI. A evolução política grega seria o seu sinal precoce.

À espera das eleições nos EUA

A segunda dor de cabeça para a instituição liderada pela francesa Chrstine Lagarde poderá ser os EUA. O problema orçamental, dependente dos resultados das eleições presidenciais deste ano, marcará a evolução norte-americana. O chamado penhasco orçamental poderá causar um declínio severo no crescimento dos EUA, com efeitos significativos no resto do mundo, alega o FMI. Se os EUA não aumentarem o teto federal da dívida pública, aumentará o risco de uma "disrupção financeira de mercado e uma perda de confiança no consumo e nas empresas", acrescenta-se.
As "bolhas" nas economias emergentes, derivadas das medidas de estímulo, são uma terceira linha de preocupação do FMI. Ainda que, no conjunto, diz o FMI, "os mercados emergentes aguentaram bem a crise".


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/fmi-zona-euro-e-o-ponto-fraco=f740185#ixzz20semDEvF

Prémio: uma ilha de Moçambique. Sorteio: esta semana - Dinheiro Vivo

Prémio: uma ilha de Moçambique. Sorteio: esta semana - Dinheiro Vivo

Benguerra
Esta é a ilha que pode ser sua
D.R.
 
O sorteio da ilha de Benguerra, uma das maiores reservas marinhas do índico, abre já esta semana, garantiu o Turismo de Moçambique ao Dinheiro Vivo, acrescentando que se estão a ultimar os últimos pontos para que o sorteio possa arrancar. Para se habilitar a ganhar "uma ilha paradisíaca" basta enviar um SMS e esperar pelo mês de dezembro. O vencedor ganha a utilização da ilha por 25 anos. Os números de telefone ainda não estão disponíveis, mas vá acompanhando o Dinheiro Vivo no Facebook, para conhecer o contacto a utilizar pelos portugueses.
Sortear uma ilha foi a forma que o Ministério do Turismo de Moçambique encontrou para promover o destino no mercado internacional e trazer o desenvolvimento a uma região que há apenas duas décadas subsistia unicamente da pesca.Veja aqui os termos de utilização do concurso e mais algumas informações
De acordo com o diretor do Instituto de Turismo de Moçambique (INATUR), José Tomo Psico, candidatos de 120 países poderão participar através de um simples SMS - Portugal está incluído.  Seleção feita, apenas 15 pessoas poderão disputar o prémio final. Este será discutido num programa de televisão, a passar no Travel Channel.
O vencedor receberá o pagamento do aluguer da vila durante 25 anos, tendo todas as despesas pagas num período de duas semanas, ao longo de três anos. É permitido ao vencedor levar três amigos.De acordo com os organizadores da promoção, o valor total do prémio é de cerca de 19 milhões de euros.
O governo de Moçambique está a tentar desenvolver a região, pelo que lançará também, em agosto deste ano, a construção de um complexo com dois hotéis de luxo, mil casas, campos de golfe e casinos de jogo, em Inhassaro, em frente ao Parque Natural de Bazaruto.
A ilha de Benguerra, é um destino de luxo pela beleza natural, mas permanece alheia ao projeto hoteleiro no qual se pretendem construir infraestruturas para acomodar até 3.000 pessoas.

sábado, 14 de julho de 2012

Revolução Branca apresenta queixa contra políticos por "traição à pátria" - Política - PUBLICO.PT

Revolução Branca apresenta queixa contra políticos por "traição à pátria" - Política - PUBLICO.PT

O recém-criado Movimento Revolução Branca considera que há políticos responsáveis pela perda de soberania a que Portugal foi sujeito nos últimos anos e foi com base nessa convicção que apresentou esta semana uma queixa-crime contra incertos no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) do Porto.

Diz o movimento que "os destinos de Portugal como nação estiveram nas mãos de sucessivos titulares de cargos políticos com capacidade de decisão, que exerceram os seus poderes e funções numa completa adulteração e desvio dos fins das mesmas". A queixa é apresentada contra "aqueles que exerceram cargos políticos com funções de decisão, poder soberano ou executivas entre o ano de 1998 e o dia 17 de Maio de 2011, e que se venha a apurar tenham comprovadas responsabilidades no estado de perda de soberania em que Portugal se encontra".

Pedro Pereira Pinto, um dos subscritores do documento e fundador do Movimento Revolução Branca (MRB), espera agora que o Ministério Público investigue a queixa, porque, frisa, "há uma efectiva perda da soberania". Esta perda, sustenta, "é culposa e criminalmente relevante e, sendo assim, os culpados devem ser punidos". O advogado adianta, por outro lado, que "a perda de soberania consubstancia um crime de lesa-pátria com uma punição entre dez a 20 anos".

Defendendo uma "verdadeira refundação do sistema político-social do país", o movimento observa que o memorando de entendimento com a troika "configura uma real perda de soberania para Portugal como nação". A queixa especifica que, "nos últimos 15 anos e, especialmente, nos últimos 12, o pais foi enganado e assistiu a uma consciente violação dos deveres daqueles que estiveram à frente dos destinos de Portugal". A terminar, o texto dá ainda nota de que, "pelo menos desde finais da década de 90 do século passado, os poderes políticos e órgãos de soberania com responsabilidade na condução do país estavam a ignorar as mais básicas regras de boa governação".

Na queixa-crime surgem como testemunhas os nomes de António Nogueira Leite, vice-presidente da Caixa Geral de Depósitos, Medina Carreira, antigo ministro das Finanças, e dos juízes Carlos Moreno e José Mouraz Lopes, entre outras personalidades. Mas tanto Nogueira Leite como Medina Carreira e Mouraz Lopes disseram ao PÚBLICO desconhecer a existência do movimento e mais ainda que os seus nomes constavam da própria participação. Pereira Pinto diz que foi decidido incluir os nomes daquelas personalidades, porque "todos eles escreveram obras de cariz contundente onde denunciaram esta situação".

Comissão Europeia revê as emissões dos veículos ligeiros novos para 2020

Comissão Europeia revê as emissões dos veículos ligeiros novos para 2020


A Comissão Europeia apresentou esta quarta-feira, em Bruxelas, uma proposta que vai obrigar as marcas automóveis a reduzirem as emissões médias dos veículos ligeiros de passageiros novos vendidos na União Europeia para 95 gramas de CO2 por quilómetro (g/km) em 2020.
“Sabemos que é uma meta ambiciosa, mas vai impulsionar ainda mais o sucesso da regulamentação que entrou em vigor em 2009 ” disse Connie Hedegaard, comissária europeia para a Acção Climática.

O regulamento em vigor desde 2009 tinha estabelecido que os veículos novos não deveriam emitir, em média, mais de 130 g/km em 2015, e se possível 95 g/km, em 2020.

Devido aos vários casos de sucesso no cumprimento antecipado do regulamento, a Comissão reviu novamente os valores, passando para obrigatório o valor esperado para 2020.

“Portugal já tinha cumprido a meta para 2015 em 2010. Obviamente que as expectativas tinham de aumentar”, comenta Mafalda Sousa, da associação ambientalista Quercus.

“A população europeia efectua 83% das suas deslocações em carros ou carrinhas. O carro já faz parte do quotidiano do consumidor. Basta lembrar que 14% do orçamento familiar europeu destina-se a gastos com os automóveis” disse Monique Goyens, directora-geral da Comissão Europeia para o consumo, numa conferência de imprensa em Bruxelas.

O transporte rodoviário é responsável por 15% das emissões totais de CO2 na Europa, mas até 2020 espera-se que este valor diminua para um terço.

“Este é o momento certo para a indústria automóvel investir em tecnologias mais eficientes, acompanhando o compromisso político assumido pela União Europeia para a redução das emissões de CO2 nos transportes, e será um passo fundamental para cumprir a meta de redução de gases de efeito de estufa dos transportes em 60%, até 2050,” declarou Francisco Ferreira, dirigente da Quercus.

Para Setembro, a Comissão prevê apresentar uma nova revisão para as emissões dos automóveis, onde serão incluídos planos pós-2020 e metodologias a utilizar para o cumprimento das metas.

Por: Fábio Monteiro

Retirado de:  http://ecosfera.publico.pt/noticia.aspx?id=1554477

quinta-feira, 12 de julho de 2012

SIDA: Eficácia preventiva dos anti-retrovirais confirmada - Ciência - DN

SIDA: Eficácia preventiva dos anti-retrovirais confirmada - Ciência - DN

SIDA: Eficácia preventiva dos anti-retrovirais confirmada


Os resultados definitivos de dois ensaios clínicos divulgados na quarta-feira nos Estados Unidos e realizados em África junto de casais heterossexuais sorodiscordantes confirmam a eficácia dos anti-retrovirais para prevenir a infeção.
Já um terceiro estudo realizado no Quénia, África do Sul e Tanzânia, cujos resultados foram divulgados também na quarta-feira na revista médica americana "New England Journal of Medicine", não revelou quase nenhum efeito protetor devido, segundo os autores, "à baixa adesão ao tratamento anti-retroviral [Truvada] pelos participantes", todos seronegativos.
Para ter uma eficácia profilática, os anti-retrovirais deverão ser tomados oralmente sob a forma de comprimido uma vez por dia.
O primeiro estudo foi financiado pela fundação de Bill e Melinda Gates e conduzido entre 2008 e 2010 no Quénia e Uganda junto de 5000 casais heterossexuais, em que um dos parceiros era seropositivo.
Os anti-retrovirais foram prescritos aos parceiros seronegativos, que viram o risco de serem infetados pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH), responsável pela Sida, entre 67 e 75 por cento.
O segundo ensaio foi realizado entre 2007 e 2010 no Botswana junto de 1219 homens e mulheres. Os parceiros seronegativos que tomaram anti-retrovirais viram o risco de serem infetados reduzido em 62,2 por cento.
Já no terceiro estudo, desenvolvido junto de 2120 mulheres seronegativas no Quénia, África do Sul e Tanzânia, nenhuma diferença foi constatada entre o grupo que tomou anti-retrovirais e o grupo que recebeu placebo.

Grafeno repara-se a si próprio - Ciência - DN

Grafeno repara-se a si próprio - Ciência - DN

Um material com propriedades extraordinárias também pode reconstruir a sua estrutura: é preciso juntar carbono.
Não lhe bastava ser um material promissor em aplicações tão diversificadas como células solares ou equipamentos de dessalinização de água, mas o grafeno tem outra propriedade miraculosa: pode reparar-se. A afirmação é do Prémio Nobel da Física de 2010, Konstantin Novoselov, da Universidade de Manchester, que fez uma nova experiência surpreendente com este material à base de carbono. Na lâmina foram efectuados minúsculos buracos, usando um raio de electrões. Ao juntarem paládio e níquel, os cientistas conseguiram parar a degradação e, ao juntarem carbono, o paládio e o níquel foram expulsos, ao mesmo tempo que os buracos desapareceram.
A capacidade de autoreparação é apenas mais uma das notáveis propriedades deste material, conhecido há mais de um século, mas só nas últimas décadas verdadeiramente testado. Novoselov integrou a equipa de Manchester, que descobriu muitas das capacidades do grafeno, tendo partilhado o nobel com o seu colega Andre Geim.
O grafeno consiste numa lâmina com a espessura de um átomo de carbono. O produto é fácil e barato de fazer e tem surpreendentes propriedades eléctricas, ópticas e mecânicas. Uma membrana de grafeno é impermeável a gases, mas deixa passar água. O material permite detectar moléculas, tem uma elevada condutividade elétrica e baixa transparência ótica.
A aplicação na engenharia promete ser quase ilimitada. O grafeno pode revolucionar a área da dessalinização e das células de energia solar, tem já amplas aplicações na eletrónica, sobretudo nos transístores, mas também na produção de biocombustíveis e na luta contra a poluição. Alguém já inventou uma ótima forma de destilar vodka e está demonstrada a possibilidade de fabricar impressoras capazes de produzir lâminas de baixo custo.

Condutores terão de revalidar carta aos 30 anos - Portugal - DN

Condutores terão de revalidar carta aos 30 anos - Portugal - DN

Os condutores de veículos ligeiros vão passar a revalidar a carta de condução aos 30 anos e os motoristas de pesados passam a fazê-lo aos 25 anos, segundo as novas regras que entram em vigor em janeiro.
O Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMTT) indica que a carta de condução vai ter novas regras a partir de 02 de janeiro de 2013, tendo em conta o novo regulamento da habilitação legal para conduzir, que já foi publicado em Diário da República.
As novas regras estabelecem que, a partir do próximo ano, a revalidação da carta de condução se inicia aos 30 anos para os condutores de ciclomotores, motociclos e ligeiros e aos 25 anos para as restantes categorias.
Segundo o IMTT, os condutores de automóveis ligeiros e de motas vão ter de revalidar o título de 10 em 10 anos até aos 60 anos de idade, passando o tempo a ser encurtado para cinco anos e, depois, para dois anos a partir dos 70 anos de idade.
Para os motoristas de pesados, os prazos de revalidação são sempre de cinco anos até aos 65 anos de idade, sendo esta a idade limite para conduzir este tipo de veículos.
O IMTT adianta que os novos prazos de validade só são aplicáveis para as cartas emitidas após 02 de janeiro de 2013, mantendo-se os títulos posteriores a 2013 com a validade que consta na carta atual.
As novas regras indicam que a revalidação é meramente administrativa aos 30 e 40 anos para os condutores de ligeiros e aos 25 anos para os motoristas de pesados.
O exame médico e psicológico mantém-se obrigatório para a revalidação da carta a partir dos 50 anos para as categorias de ciclomotores, motociclos e ligeiros, enquanto para as restantes categorias é a partir dos 25 anos.
O novo regulamento exige igualmente um "maior rigor na avaliação da aptidão física e mental", tornando-se "mais exigentes no que respeita às condições de visão, diabetes e epilepsia".
O IMTT indica ainda que, a partir de 02 de novembro, a prova teórica vai passar a ter a validade de um ano e terá 40 questões, além de ser introduzida a condução independente durante a prova prática e é reduzido o número de faltas que conduzem à reprovação na prova prática.